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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Metallica - Death Magnetic


Sei que esse CD saiu faz tempo, mas como o tenho ouvido bastante nos últimos dias, resolvi postar minhas impressões. Muito se tem falado sobre uma volta às origens do Metallica com esse álbum, e a verdade é que isso deve ser interpretado como um retorno à boa forma de uma das bandas mais importantes de todos os tempos. O disco é pauleira do início ao fim, e com qualidade. Sim, está mais próximo dos discos iniciais da banda, do trash metal, mas, para mim, ainda difere destes. O que não há nada de errado nisto. Muitos detratores afirmam que o Metallica se vendeu, o que eu discordo, pois acho o Black Album o melhor disco deles, e gosto de algumas músicas do Load e Reload. A banda fez isso porque quis, quiseram se tornar mais acessíveis, tentar novas sonoridades, mas sem perder a qualidade. No entanto, concordo quando dizem que o Master Of Puppets é o disco mais importante, e acho a música Master Of Puppets a melhor deles. Só não vejo nada de errado em a banda tentar novos caminhos como fez na década de 90. Enfim, o que importa é que com Death Magnetic temos um verdadeiro exemplar de heavy metal pauleira e cheio de técnica.

Analisando o álbum em si, as três primeiras faixas são sensacionais, pesadíssimas, com um Metallica entrosado e em boa forma. Quase impossível não abrir aquele leve sorriso com os riffs empolgantes tocados por eles. Uma faixa que saltou aos olhos pelo nome foi "The Unforgiven III" e fui logo conferi-la. Sonoramente é uma música bem diferente das anteriores, acredito que a relação entre elas seja somente na temática e no nome. Entretanto, é uma faixa muito boa, abrindo com um piano simples mas bonito, e adotando um tom bem sombrio, diferente do resto do álbum. Eu gostei dela. No geral, o álbum é muito bom. Vale ressaltar, entretanto, que não se trata de nenhuma obra prima. Algumas músicas são quebradas demais, com solos completamente caóticos e longos, coisa que ninguém vai se atrever a tocar. Acaba-se tendo dificuldade em memorizar o som, e, em alguns momentos, parece meio enfadonho. A verdade é que o mais importante de tudo é que o Metallica está de volta, mandando ver, num disco bem pesado e bem produzido, como tem que ser. Vamos ver, a partir de agora, que destino o Metallica vai trilhar e quais surpresas eles nos reservam. Se forem como esta, o público de heavy metal agradece.

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sábado, 7 de agosto de 2010

A Origem


Apesar de nosso colega Daniell já ter postado, acho pertinente deixar meus comentários para este que é um filme que levanta bastante discussão. Certamente não estou apto a analisar com tanta propriedade elementos como direção, roteiro ou técnicas de cinema como nosso amigo, mas me atrevo a fazê-lo mesmo assim, dentro das minhas limitações. Minha pretensão, na verdade, estaria voltada mais para comentar a experiência de ver o filme, isso sim. Ressalto que esse texto contém alguns spoilers.

Dito isso, o mais importante de tudo é que o filme é realmente muito bom. Um blockbuster, mas com inteligência e idéias interessantes. O roteiro, assim como em O Grante Truque, parece intrincado, mas funcionada direitinho. A direção me parece adequada, a fotografia é boa e a trilha sonora cria uma atmosfera bastante misteriosa. Nada tenho a reclamar desses aspectos, à princípio.

Leonardo DiCaprio também está bem e o ator merece elogios por ter escolhido muito bem todos os seus trabalhos depois de ter se tornado um astro, não caindo na tentação de fazer filmes para as adolescentes histéricas pelo rei do mundo, construindo uma carreira consistente ao invés de desfrutar uma fama efêmera. Espero que um dia a Academia reconheça seu talento.

Ainda que pareça meio óbvio, achei que seria bom compará-lo a Matrix, pois algumas idéias básicas são muito semelhantes. As múltiplas camadas de realidade, a presença de um arquiteto e, claro, as afrontas às leis da física estão presentes nos dois filmes. Essas últimas, por sinal, são interessantíssimas e rendem ótimas cenas, como a luta sem gravidade no corredor do hotel e o curvar do plano onde os personagens se encontram caminhando (nem sei se essa é a melhor descrição para a cena). O conceito de a física de um nível de sonho repercutir em outro e as distintas percepções do tempo, que se dilatam em cada nível mais profundo, são muito inteligentes e são usadas sagazmente pelo roteiro para criar tensão.

Assim como Morpheus ensinava Neo sobre a nova realidade enquanto caminhava pela cidade, o mesmo acontece aqui com Cobb, personagem de DiCaprio, explicando à sua aprendiz como tudo funciona. Troque um programa de computador por sonhos e você tem uma nova fonte para brincar com a realidade. Apesar das semelhanças, no entanto, as questões que o filme levanta são bem diferentes do seu antecessor futurista. Além da discussão sobre o que é real e o que não é, e sobre uma realidade alternativa passar a ser percebida como a definitiva, há indagações sobre a possibilidade de manipular a mente de alguém. Seria possível descobrir um segredo ou influenciar alguma pessoa através de seus sonhos?

Ainda que, no filme, as explicações dadas sejam cientificamente furadas, a lógica interna do filme funciona perfeitamente. Digo que são furadas porque não existe consciência em sonhos, certo? O que importa é como o roteirista/produtor/diretor Christopher Nolan foi criativo em expandir a idéia de que nossos sonhos escondem coisas que reprimimos ou nem mesmo sabemos e amarra-lás em conceitos críveis para que a lógica da sua história onde podemos controlar nossos sonhos possa ser contada através das várias realidades.

Vale comentar que a deixa na cena final busca justamente isso: trazer dúvida para a cabeça do espectador sobre aquela realidade. Nenhuma novidade em nos deixar em dúvida, já vi essa "brincadeira" antes. O legal é permitir uma segunda interpretação ao constatarmos que, pela visão da mulher de Cobb, era ele quem estava preso e não conseguia se desprender daquela realidade.

Mal acabei de ver o filme e já acho que ele merece uma segunda conferida. É que em uma revisão percebemos melhor a fluidez da história e captamos os detalhes despercebidos. Tal fato é muito bom e mostra que o filme tem mais a oferecer do que uma diversão descartável. Claro que a experiência transmitida na primeira vez com o filme dificilmente será repetida, mas ganhamos na compreensão e na observação analítica.

Enfim, é um trabalho que certamente será muito comentado e que tem muitos méritos. Vi algumas pessoas falando que esse seria o melhor filme do ano. Bem, dentre os que vi, ainda acho que o melhor é A Ilha do Medo, também com Leonardo DiCaprio. Mas esse A Origem merece ser conferido nos cinemas, ainda mais em uma temporada fraquíssima como a de 2010. E provavelmente concorrerá a alguns prêmios, o que é justo.

Cotação: 5/5


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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Toy Story 3


Apesar da concorrência, a Pixar tem provado em seus últimos trabalhos o por quê de ser a melhor produtora de filmes de animação. Toy Story 3 mantém o nível de excelência encontrado nas suas últimas produções, os magníficos Wall-e e Up - Altas Aventuras (este último, para mim, é o melhor trabalho da Pixar e a melhor animação em CGI já feita).

Toy Story 3 é o melhor da série, e digo isso tendo claro em minha o quanto os capítulos anteriores são muito bons. Fica evidente aqui o carinho que os criadores da série têm para com seus personagens. Desde os primeiros momentos criamos grande simpatia com aquelas figuras, identificando ali pessoas que poderiam ser amigos de qualquer um de nós.

A história trata do amadurecimento do menino Andy, o dono dos brinquedos, e, naturalmente, o fato deles terem sido deixados de lado. Um dos pontos que achei importante para manter nosso interesse na narrativa é não saber qual vai ser o fim de nossos amigos, e as situações propostas por eles, como ficar guardado num saco ou numa caixa, ser doado, ou acabar indo para o lixo, são todas igualmente tristes para os que outrora foram os heróis do Andy. O desenrolar do filme segue o esquema dos predecessores, mostrando bastante aventura e a peregrinação dos brinquedos pela cidade.

Ao término da narrativa, assim como Andy, somos obrigados a nos despedir de Woody, Buzz, e dos demais brinquedos, o que é muito comovente, encerrando o filme, e a trilogia, de forma bastante satisfatória. Com certeza não haverá um Toy Story 4, pois este aqui fecha a história com chave de ouro.

Extremamente recomendado.

Cotação: 5/5

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domingo, 13 de junho de 2010

Plano B


Estreando no final de semana do dia dos namorados, Plano B segue a linha dos filmes comerciais de comédia romântica já mais do que batida em holywood. Objetivando nada mais do que levar jovens casais às salas de projeção, é até natural não pegarmos tão pesado ao assistir esse tipo de filme água com açúcar, que tem como propósito divertir um pouquinho e arrancar algumas risadas. Mesmo assim, o filme em questão decepciona, infelizmente.

A trama gira em torno de Zoe, uma mulher que, cansada de procurar pelo parceiro ideal, resolve realizar o sonho de ser mãe sozinha através de uma inseminação artificial. No dia em que ela põe em prática seu plano, ela conhece Stan, um rapaz que pode ser o homem dos seus sonhos. Daqui para frente, vocês podem ter certeza que sabem tudo o que vai acontecer. Filmes assim são sempre muito parecidos.

Os protagonistas até têm algum carisma, mas a relação entre eles é dificil de engolir, artificial demais. Quanto mais o cara se aproxima e prova para a garota que quer ficar com ela, mas ela o repele. Tá, eu até aceito que existem pessoas que, por terem se frustrado muito no passado, tenham dificuldades em confiar e acreditar num relacionamento, mas da forma como acontece aqui é surreal demais, é ilógica. Além disso, o filme tem algumas cenas bem constrangedoras e é bem ofensivo para as mães solteiras.

Como estou de bom humor, vou dar duas estrelas, embora o filme seja bastante abaixo da média e nem isso mereça. Uma fica pelo cachorrinho do filme, aleijado, que eu achei bonitinho, e a outra pela beleza da Jennifer Lopez e seu corpinho sarado. É, mesmo com boa vontade, essa temporada de 2010 está dificil.

Cotação: 2/5



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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo


Embora, até o momento, a temporada de 2010 esteja relativamente fraca, este Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo consegue se salvar.

Baseado no game homônimo, a estória começa mostrando a invasão de uma cidade vizinha ao reino persa em busca de supostas armas forjadas ali com o intuito de prevenir uma possível invasão. Dastan, um dos príncipes da Pérsia e o herói do filme, é contra isso, mas acaba acatando a decisão de um dos seus irmãos para tanto. Após o feito, Dastan, ao presentear o rei com uma túnica envenenada, é acusado de traição e foge do reino com a ajuda da princesa Tamina. Dastan precisa provar sua inocência e desmascarar essa farsa. Só que ele conta com um objeto muito especial conquistado nessa empreitada: uma adaga, com um compartimento para areia em seu punhal e um pequeno botão, que permite ao seu portador voltar no tempo sem que qualquer um saiba disso. Já a princesa Tamina é a guardiã desse artefato e precisa recuperá-lo de volta para si. A partir daí a estorinha se desenrola.

Admito que gostei, o filme consegue divertir. A estória é legalzinha, contada bem mastigadinha e fácil de acompanhar. A fotografia é muito boa e mostra paisagens grandiosas, o que favorece o filme. A ação do filme também é muito boa. É engraçado que as proezas do personagem o fazem ter o maior jeitão de Aladdin e dá para perceber que os saltos em paredes e telhados são referências ao game. Enfim, cumpre seu papel de cinema-pipoca.

A idéia dos produtores é realizar dois novos filmes, formando uma trilogia e estabelecendo uma franquia à la Piratas do Caribe. Acredito que os três filmes seriam baseados nos três games recentes da série, sendo esse o primeiro. Ao meu ver, não seria uma má idéia.

Cotação: 3/5


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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Poisonblack - Of Rust And Bones


Embora nenhum dos sonolentos tenha especial gosto por esse estilo de heavy metal, meio gótico, meio melódico, vou deixando um ou outro post para o dia em que aportar por aqui algum admirador da coisa. Quem sabe.

Em março deste ano foi lançado Of Rust And Bones, o quarto CD de estúdio do Poisonblack. Confesso que não me empolguei tanto quanto foi com os álbuns anteriores. No geral, achei que as músicas não estão tão empolgantes, com algumas exceções, como a faixa 2, Leech, que é muito maneira. Abaixo deixo um link do youtube para que conheçam essa música e um pouco da sonoridade da banda. Tomara que eles ponham os pés na estrada e passem pelo Brail para divulgar esse lançamento. Sonhar não custa nada.

Leech - Poisonblack

Abraço a todos!

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Fúria de Titãs


Enquanto o Rodrigo, nosso usual colaborador de cinema-pipoca, não volta com suas resenhas, vou quebrando o galho por aqui. Esse Fúria de Titãs é uma refilmagem de um filme trash de 1981 que fez algum sucesso quando lançado. Não conheço o filme original, então não sei do que difere do novo. O filme conta a história de Perseu, semideus, filho de Zeus, em meio a uma revolta dos humanos contra os deuses. Ele, que vive como um pescador, resolve se vingar de Hades, quando este mata seu pai de criação, e assim parte com outros guerreiros que também querem derrotá-lo para salvar a cidade de Argos, já que Hades, com a permissão de Zeus, exige o sacrifício da princesa Andrômeda dentro de 10 dias como punição pela rebeldia dos homens contra os deuses, ou então o monstro Kraken irá destruir a cidade. Isso é a história.

Antes de assistir, os comentários que eu tinha lido foram muito ruins. E o filme é realmente tão ruim assim? Sim, o filme é bem fraco. Não há a menor possibilidade de você sair do cinema achando algo diferente disso. Mas, apesar de tudo, dá para assistir até o final numa boa. Se você conseguir abstrair que aquilo ali deveria ser uma história com personagens, dá para curtir os elementos da mitologia grega e aguentar até o final da projeção para descobrir se o herói fica com a mocinha. A ambientação e o visual até são maneiros, apesar de clichê em filme desse gênero, e os efeitos especiais são bons, o que já é normal hoje em dia. Entretanto não gostei da Medusa, achei que sofre do mesmo problema que o Escorpião-Rei, do filme O Retorno da Múmia: como criatura até funciona, mas por ter um rosto humano, se torna extremamente falso, fica muito evidente o CGI.

O roteiro é medíocre e o filme é emocionalmente nulo. Tudo se resume a algumas cenas de ação intercaladas com alguns diálogos imbecis para fazer a história andar. É, os blockbusters ruins geralmente são assim. Os atores, alguns famosos, estão péssimos, e é até cômico ver Liam Nesson vestindo uma armadura estilo Cavaleiros do Zodíaco. Na hora até fiquei imaginando como seria um filme dos Cavaleiros com atores de carne e osso!

Além disso, tem-se falado muito mal da conversão para 3D desse filme, que foi originalmente gravado para ser exibido de forma tradicional. Por conta disso, preferi assistir em 2D mesmo, legendado, que é como gosto de ver. Aqui fica meu alerta: fujam dele também em projeção 3D, pois parece que o efeito 3D está bem bisonho. Melhor não arriscar.

Cotação: 2/5

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Mais do Tributo a John Williams

Encontrei hoje a cobertura do Tributo a John Williams em um dos meus sites favoritos sobre trilhas sonoras, o ScoreTrack.net, que inclusive já recomendei aqui no blog, em algum comentário que fiz. Basicamente o que é dito é o mesmo que foi dito aqui, porém com fotos melhores e alguns videos. Entretanto, no final da reportagem eles citam que há a possibilidade de termos aqui outros concertos dirigidos à música para cinema, de compositores como Jerry Goldsmith (A Múmia) e Bernard Herrmann (Psycho/Vertigo). Será que haverão outros concertos assim? Seria muito bom! Fiquei intrigado com isso.

Clique aqui para ver a reportagem.

Abraço a todos!

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira - Tributo a John Williams

Vim aqui escrever sobre a apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira, no Teatro Municipal, neste último sábado, dia 22/05/2010, e eis que me deparo com a postagem do César, nosso cabeça do blog. Apesar disso, resolvi escrever assim mesmo, pois achei simplesmente maravilhoso este Tributo a John Williams.



A primeira coisa que me chamou a atenção foi a diversidade do público. Mesmo com toda a pompa e charme do Teatro Municipal, muita gente estava trajando jeans e camisa básica, o que mostra a variedade de público que este evento alcançou. Estavam lá desde apreciadores de música clássica, em suas roupas de gala, até pais com seus filhos, casais e jovens em geral. Do meu lado estava sentado um roqueiro, e eu vi um cara lá pelos corredores com uma camisa do Star Wars! Achei isso muito legal!

As músicas, que eles chamam de peças, foram tocadas em ordem diferente da previamente estabelecida. Na hora de começar o espetáculo eles anunciaram a ordem correta, que foi:

Superman
Tubarão
Harry Potter e a Pedra Filosofal
Prenda-me Se For Capaz
Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida
Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros
A Lista de Schindler
Star Wars
E.T. - O Extraterrestre

O que dizer desta apresentação? Maravilhosa é pouco. Ouvir os grandes temas que nos acompanharam desde a infância, ao vivo, em pleno Teatro Municipal, já reformadinho, não tem preço. Gostei muito deste evento, me arrepiei várias vezes, foi magnífico.

Achei que a ordem em que foram tocadas foi muito melhor assim. O tema de Superman, uma peça grandiosa e heróica, abriu muito bem. O tema de Jaws, bastante sombrio, evocou bastante suspense, e também foi bem impactante. Já a música de Prenda-me Se For Capaz foi bem diferente das outras, com elementos de jazz, e a presença no palco de outros músicos, inclusive um no sax e um outro num outro instrumento que não faço a menor idéia do nome, mas que deu um toque todo característico a esse tema. Depois, a famosa Raider's March, de Indiana Jones. Nem preciso dizer nada, né? Trompetes poderosos, e a passagem pelo tema da Marion é realmente linda.

Após o intervelo, vieram as melhores. Com o tema de Jurassic Park me emocionei. Nostalgia extrema. Esse é um dos filmes da minha vida, e eu adoro esta trilha. A orquestra parece que está sempre "cheia" e dá um tom épico a um filme que me traz ótimas lembranças da infância.

Em seguida, a apresentação de A Lista Schindler foi uma das que mais agradou ao público, arrancando muitos aplausos e gritos de "bravo". Além do tema principal, lindíssimo, foram tocadas mais algumas músicas. Os aplausos já eram demorados e aqui foram especialmente longos. Depois o maestro anunciou que não poderia sair dali sem tocar uma música especial, que não era de John Williams, e sim de Carlos Gardel. Era um tango, do filme Perfume de Mulher, música que também aparece em A Lista de Schindler. Sensacional. Muitos e merecidos aplausos.

Star Wars foi a grande sensação da noite. Para minha surpresa e felicidade, além da fanfarra principal, também tocaram os temas da Princesa Léia e do Mestre Yoda, a Marcha Imperial, e as músicas da Sala do Trono e dos títulos finais! Muito legal. E para fechar, na suíte de E.T. - O Extraterrestre, como era de se esperar, o tema clássico e os créditos finais do filme, encerrando com chave de ouro essa maravilhosa apresentação.

O maestro se despediu e saiu. As luzes se apagaram e, enquanto muitos já se levantavam para ir embora, apareceu ninguém menos do que Darth Vader, que caminhou até o palco e começou a reger a orquestra com seu sabre de luz vermelho! Uma sacada genial, que arrancou muitas palmas e muitos risos. Após um repeteco da Imperial March, voltou ao palco o maestro, que empunhou um sabre de luz azul para duelar com Vader! Não tinha como não sair satisfeito de um concerto assim!

Darth Vader regendo a OSB

A Orquestra Sinfônica Brasileira é maravilhosa e o mestre John Williams, genial. Sua música toca o coração de todas as gerações, desde aqueles que estavam lá, nas décadas de 70 e 80, quando estes filmes homenageados foram lançados, quanto àqueles mais novos, que os estão conhecendo agora. É inquestionável a qualidade do trabalho deste homem. Sensacional este tributo ao mestre John Williams.

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

EPICA - Show na Fundição Progresso


Esse post chega com um pouco de atraso, mas eu não poderia deixar de escrevê-lo. O dia 11/04/2010 marcou a passagem dos holandeses do EPICA pela segunda vez no Rio de Janeiro, depois de mais de cinco anos, em sua turnê promocional do quarto CD de estúdio, Design Your Universe. E o grupo não decepcionou, tocando muito bem, fazendo a alegria dos fãs.


A apresentação foi num domingo, para um público estimado de 2.000 pessoas, o que não foi suficiente para encher a Fundição Progresso. Mesmo com a arquibancada superior fechada, ainda havia alguns espaços vazios na parte de baixo. Bola fora da produção, que poderia ter usado o Circo Voador, que tem acústica melhor e é menor, ideal para shows sem tanta visibilidade. Apesar disso, a apresentação em si beirou a perfeição, nesse quesito não há o que reclamar.

A banda de abertura, Tierra Mystica, fez um show bem curto, tocando apenas umas 6 músicas, mas agradou. O vocalista é um gordinho simpático e muito falante, com uma voz parecida com a do Bruce Dickinson, e que passou a maior parte do tempo animando a galera, pedindo para todos gritarem. A banda mostrou algumas poucas músicas, mistura de heavy metal com instrumentos folclóricos, como flautas, e tocou alguns covers, como Fear Of The Dark.

Quando o EPICA subiu ao palco, a galera vibrou bastante, como é de se esperar nas primeiras músicas. A vocalista Simone Simons é lindíssima e sua voz simplesmente maravilhosa. Os vocais guturais de Mark Jansen também são afinadíssimos, dando ainda mais peso ao som da banda. Todos os integrantes tiveram um ótimo desempenho e interagiram em algum momento com o público. Até o baterista arriscou cantar um pouco.


Resign To Surrender explodiu com suas guitarras pesadas e todos gritavam de delírio. Já nessa primeira música pudemos perceber como o novo guitarrista fez bem ao grupo, trazendo belos solos de guitarra a uma banda que carecia disso - talvez por escolha mesmo. Com isso, as músicas desse novo CD Design Your Universe soam mais completas, como irei comentar em um próximo post, trazendo uma resenha merecida para esse álbum.

Unleashed, uma excelente faixa, ficou ainda melhor ao vivo, ganhando muito destaque. Bombástica mesmo. Martyr Of The Free World, uma das minhas favoritas, também foi sensasional. Com Tides Of Time, a vocalista Simone Simons pôde mostrar o quão afinada é sua voz, com um desempenho perfeito, digno de CD. Ela também foi extremamente atenciosa com o público, nota dez para ela.

Mark Jansen, o criador do grupo, parecia bastante satisfeito e mandou muito bem. Guturais perfeitos. Quando a galera parava, ele ia lá e botava todos com as mãos para o alto. Falou bastante com o público, xingou alguns palavrões em português, conseguiu mostrar sua simpatia.

Para quem gosta de filmes, alguns trechos de Battle Of The Heroes, de Star Wars - Revenge Of The Sith, foram tocados brevemente para dar lugar a Imperial March, que todos conhecemos. Uma bela sacada. A Marcha Imperial ficou ótima e bem pesada em sua versão metal e, embora goste muito, achei meio dispensável no show, pois preferia ouvir alguma outra música da banda.

A clássica Cry For The Moon foi a música que todos cantaram. É como se fosse um hino do EPICA, essa todos conhecem. Maravilhosa ao vivo.

Algumas músicas, como Fools Of Damnation e Mother Of Light não estavam no setlist que pesquisei na internet como previsto para esse show, o que foi uma grata surpresa. De uma forma geral, o setlist foi excelente, embora eu seja suspeito para falar, pois sou fã e gosto de praticamente todas as músicas.

Kingdom Of Heaven, uma faixa épica e grandiosa, também foi tocada com perfeição. Apesar de ser muito boa, acho que deveria ter dado lugar a outras, afinal são 13 minutos de música! Senti falta de Seif Al Din e The Last Crusade, essas gostaria muito de ter ouvido ao vivo.

As músicas tocadas foram as seguintes, não lembro ao certo se nessa ordem:

Samadhi
Resign To Surrender
Sensorium
Unleashed
Martyr Of The Free World
Imperial March
Cry For The Moon
Fools Of Damnation
Mother Of Light
Tides Of Time
Obssessive Devotion
Kingdon Of Heaven
Sancta Terra
Quietus
Consign To Oblivion

Agora cabe uma crítica minha, em relação ao público: era evidente a preocupação de muitos em tirar fotos e filmar, ao invés de curtir um ótimo show. Será que é tão importante assim assistir tudo pela telinha da câmera digital? Muitos subiam nas costas dos outros, o que já acho meio sacanagem, para fotografar, e não para ver melhor o show. Ainda bem que a postura da banda foi excelente, o que fez com que a galera cantasse e vibrasse sempre que possível. O público estava animado, no entanto, acho que poderiam ter pulado mais, demonstrado mais carinho pela banda ali presente.

Foi uma ótima apresentação. Mesmo sendo muito fã, não posso dizer que estava num nível marcante como Iron Maiden ou Nightwish, mas certamente valeu a pena, a banda estava ótima, técnica perfeita, num show animado e divertido.

Espero que eles passem por aqui de novo quando lançarem um próximo CD.

Nós com o vocalista do Tierra Mystica

Para os que não conhecem o EPICA e tem interesse, fica aqui meu convite para que procurem por algumas músicas. Não irão se decepcionar. Agrada tanto os que curtem um heavy metal mais pesado, quanto os que gostam de metal mais sinfônico e melódico.

Aguardem por um próximo post com a resenha do álbum Design Your Universe.

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terça-feira, 6 de abril de 2010

Show Guns N' Roses - Rio de Janeiro


Nove anos depois do Rock In Rio III, o Guns N' Roses retorna para sua terceira apresentação em solo carioca. A chuva que cancelou o show marcado para o dia 14 de março deixou muitos fãs angustiados, achando que não veriam sua amada banda ao vivo, mas, para nossa alegria, o show foi remarcado e aconteceu no último domingo, dia 04 de abril.


A Praça da Apoteose estava lotada, porém até ficar tão cheia demorou bastante, pois os fãs já deviam estar prevendo um longo atraso, como aconteceu nos outros shows pelo Brasil. A noite começou com chuva porém esta não se estendeu muito, felizmente.


A primeira banda a tocar foi um tal de Majestic, uma banda nacional com vocal feminino e um visual meio gótico, mistura de Evanescence com Pitty. Tocaram algumas poucas músicas, agradeceram bastante ao público e sairam.

Após um longo intervalo, Sebastian Bach subiu ao palco e fez um excelente show de abertura, empolgando a galera durante 1h30m. Confesso que não conheço as músicas do Skid Row, mas me diverti e gostei do show. Ele foi um exemplo do que é uma boa apresentação, interagindo sempre que possível com o público, se esforçando para falar várias frases em português. A galera, é claro, retribuiu, vibrando bastante. Mesmo sem a ajuda dos telões deu pra ver que Sebastian tem bastante presença de palco, girando loucamente o microfone e balançando sua cabeleira. Gostei bastante do show, mais do que o do Guns.

Foi então que as luzes se apagaram e o momento crítico começou. Tinha em mente que a espera pelo Guns ia ser longa, mas não achei que fosse ser tanto. Estava com fome, frio, sono e com a esperança de que os caras subissem no palco sem demorar demais. Era um domingo, era a última apresentação da turnê da América do Sul, e isso seria uma grata surpresa. Mas isso não aconteceu.

Com o passar do tempo, a expectativa foi dando lugar a uma certa revolta, afinal de contas não havia justificativa para deixar tanta gente esperando, a não ser capricho e arrogância de Axl Rose. Olhei ao meu redor e vi várias e várias pessoas cochilando, outras resmungando alguma coisa sobre como estariam cansadas no dia seguinte. O público ficava cada vez mais cansado, vaiava muito e gritava "Filho da puta", ao invés de chamar pela banda. Passado mais um tempo, alguns começaram a ir embora. Considerei um grande desrespeito essa demora toda e um fator negativo de repercussão da banda, pois certamente às 1:00h da matina a energia de todos não é a mesma do que às 20:30h.



Como previsto, a primeira música a ser tocada pelo Guns N' Roses foi Chinese Democracy, mas a empolgação da galera veio logo depois: Welcome To The Jungle e It's So Easy, duas músicas que sempre tiram a galera do chão. A adrenalina subiu e fiquei esperançoso de ter uma boa experiência com esse show.

Em seguida, Mr. Brownstone, e depois algumas músicas novas foram tocadas. Cabe aqui comentar que o último álbum até tem algumas músicas legalzinhas, provavelmente se tivesse sido lançado há 15 anos teria feito sucesso. Hoje em dia, pelo menos pra mim, já soa ultrapassado. O público não conhecia as letras e não acompanhou. Estávamos todos ali para curtir os clássicos.

O show prosseguia e em momento nenhum Axl Rose se dirigiu à sua audiência. Pra mim, ele não teve carisma nenhum, e acho que, por mais fanático que você seja, dá pra perceber. Finda as músicas, os aplausos eram tímidos. O público ficou indiferente a Axl Rose. A apresentação dos integrantes da banda, por mais que fosse com material interessante (por exemplo, o guitarrista fez seu solo tocando o tema de James Bond de forma bem criativa), se tornou enfadonha, e foi deixando o pessoal ainda mais entediado.

Mais um momento de empolgação veio com You Could Be Mine, botando todos para cantar juntos. Nem todos os momentos foram assim. Sweet Child O' Mine foi legal, mas não tanto quanto eu esperava. No Rock In Rio III a galera curtiu bem mais essa que talvez seja a mais famosa deles. Depois, enquanto tocava November Rain, desci para a pista (estava na arquibancada até então) para terminar de assistir próximo da saída. Ali a situação não era diferente, muita gente cansada e alguns bêbados. A última música da noite, pelo menos que eu ouvi, foi Paradise City, música que gosto muito, mas a essa hora já estava do lado de fora da Praça da Apoteose, acho que eram umas 3:30 da manhã.




Agora vamos ao que interessa: foi bom o show? Pra mim, foi meia boca. A verdade é que o Guns N' Roses não existe mais. Agora é apenas Axl Rose cercado de alguns músicos. Esses caras são bons, tocaram tudo direitinho. O mesmo já não posso dizer de Axl Rose. Sua voz característica já não "pega" tão bem e em muitos momentos ele cantava e nenhum som era emitido.

Também não entendo sua atitude para com o público. Em 2001, quando seu falido e desacreditado Guns N' Roses veio ao Rio de Janeiro, foi muito bem recebido, e teve um grande entrosamento com a platéia. Cantou mal, mas fez sucesso. Agora somos obrigados a aturar seu mau-humor.

A experiência que tive ano passado, no show do Iron Maiden, nessa mesma Praça da Apoteose, foi totalmente diferente. A cada música que tocava as pessoas exclamavam "Que foda! Do caralho!", os fãs cantavam como um enorme coro, Bruce Dickinson inspiradíssimo, como sempre, botava a galera pra vibrar ainda mais, qualidade técnica impecável e muita energia. Foi um dos melhores shows que já fui, e olha que já fui em vários shows muito legais. Não tenho como não fazer essa comparação.

Agora, com o Guns N' Roses, o povo bocejava, reclamava, e parecia não ver a hora de ir embora. Mas, como todo bom brasileiro, aguentava firme e forte, o ingresso foi caro e queriam ouvir seus adorados clássicos. Deixo claro que eu curto Guns N' Roses, gosto muito das músicas, mas estou falando isso tudo porque esse show não desceu redondo não. Uma das coisas mais tristes pra mim foi constatar que o tradicional grito da galera "Guns! And! Roses!" praticamente não existiu dessa vez.

Uma apresentação mediana somada a uma espera longa demais, esse é meu veredicto. Preferia ter pego meu dinheiro de volta. E acho que se não fosse o dinheiro, Axl Rose também não estaria ali no palco. Bem-vindo à selva, baby!


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domingo, 4 de abril de 2010

Planeta 51


Confesso que quando vi o trailer, achei que poderia ser um filminho engraçado. Ontem resolvi assistir e me arrependi. Fraquíssimo mesmo.

O personagem principal da história é Lem, um bichinho verde do tal planeta 51 que acaba de ser chamado para trabalhar no planetário da cidade local. Por algum motivo, esses seres verdinhos temem uma invasão alienígena, achando que serão transformados em zumbis ou terão seus cérebros devorados. É então que um ser humando chega a esse planeta e a confusão começa. Lem decide ajudar o astronauta a voltar para a Terra enquanto foge dos militares que buscam esse "alienígena".

Essa premissa simples não traz nada de novo, mas, sinceramente, muitas vezes a história é o que menos interessa. Ao vermos filmes assim queremos curtir personagens divertidos e boas sacadas. E, olha, diria que aqui nem personagens temos! Os "indivíduos" agem cada hora de um jeito. Sei lá, não existe personalidade neles. Os diálogos são horrorosos, de doer mesmo, e as piadinhas, péssimas. As citações a outros filmes são abundantes e óbvias, o que chega a irritar. Enfim, é tudo bobo demais, e se você se atrever a assisti-lo, irá constatar isso em pouco tempo.

O pior de tudo é que não acontece envolvimento nenhum com o filme. Isso torna suas (muitas) falhas imperdoáveis.

Nem sei qual é a produtora desta "obra", mas é por essa e outras bombas que a Pixar vai continuar sendo o estúdio de animação preferido de todos. Que digam que a Pixar é supervalorizada. Mas a verdade é que seus filmes são cativantes, diferentemente desta porcaria em questão.

Cotação? A menor possível! Só não digo que é a pior animação que já assisti pois existe O Galinho Chicken Little.

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sábado, 3 de abril de 2010

Imagem Selvagem - Morro da Urca


Usando a idéia dos outros amigos sonolentos - para não dizer, como um trocadilho com essa imagem, "dando uma de macaco de imitação" -, posto aqui foto que tirei no Morro da Urca. Achei que ficou legal; espero que concordem.

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quinta-feira, 18 de março de 2010

007 Contra o Satânico Dr. No


Dia desses revi 007 Contra o Satânico Dr. No, o último que faltava dos DVDs de 007 para assistir, e é interessante perceber como mudamos de opinião com o passar do tempo. Digo isso pois quando vi esse filme pela primeira vez, ha muito muito tempo, tive a impressão de não ser um filme bom, e definitivamente não figurava entre meus 007 favoritos. Embora não lembrasse nada do filme ou da história, lembrava apenas da impressão que tive, que era a de um filme pouco movimentado e sem maiores atrativos.

Pois bem, revendo agora em DVD, pude ver que estava errado. Realmente é um ótimo filme de James Bond, um exemplar clássico, e muitos dos elementos tradicionais da mitologia de James Bond no cinema, que viriam a se consolidar dois anos depois com Goldfinger, estavam surgindo ali.

O Dr. No é um dos vilões que trabalham para a SPECTRE, organização criminosa que apareceria em quase todos os próximos filmes com Sean Connery. É uma tradição nos filmes de 007 que James Bond viaje por várias localidades globais; nesse, talvez por ser o primeiro filme, Bond viaja apenas para a Jamaica, e lá se desenrola toda a história e ação. Os cenários, as bondgirls, o martini, a fala de apresentação Bond, James Bond, o tema musical clássico, está tudo ali.

E por falar em bondgirls, dificil não citar Ursula Andress. É preciso ver esse filme para entender porque ela é considerada a bondgirl definitiva. A beleza da moça salta aos olhos em cada cena em que ela aparece.

A edição dupla também traz extras interessantes, como um featurette sobre a restauração dos filmes, mostrando os computadores usados para tal (ainda máquinas muito poderosas, mas sem dúvidas mais impressionantes há 4 anos atrás, quando esse trabalho foi feito). O documentário sobre o filme mostra como surgiu a parceria entre Harry Saltzman e Cuby Broccoli, que renderia os próximos filmes de Bond.

Enfim, um filme de 007 que vale a pena ser visto. Se você quer conhecer esse charmoso agente secreto, esqueça baboseiras como O Homem Com A Pistola Dourada ou O Foguete da Morte, e procure os filmes de Sean Connery. Esses valem a pena.

Abraço a todos!

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terça-feira, 16 de março de 2010

Poisonblack



Vim aqui nesse meu primeiro post falar sobre uma banda pouco conhecida: o Poisonblack.


O Poisonblack surgiu em 2000, a partir do término de outra banda, o Sentenced. O frontman Ville Laihiala quis mostrar seus dotes como guitarrista e formou uma nova banda. O primeiro álbum deles, Escapextasy, lançado em 2003, na minha opinião, é o melhor. Como diz o próprio criador da banda, a temática de suas letras é sobre luxúria, vício, sensualidade e paixão, e isso fica mais do que evidente nesse CD de estréia. Os álbuns que o seguiram, Lust Stained Despair (2006) e A Dead Heavy Day (2008), ambos excelentes, são mais pesados, e lembram muito a sonoridade do último álbum do Sentenced, que teve o sugestivo título The Funeral Album.


Apesar de pouco difundido ao redor do mundo, o metal europeu (alguns chamam de gótico ou melódico) tem um público considerável na América do Sul, o que garante que alguns CDs (não todos) sejam lançados aqui. O álbum mostrado na foto, Lust Stained Despair, existe em versão nacional e eu recomendo. Além de ótimas músicas, a mixagem é excelente! Uma das melhores que já ouvi. E diferentemente do primeiro álbum, como já citei, nesse a sonoridade está mais pesada. As músicas continuam sombrias, só que mais velozes e agressivas. Destaco as minhas preferidas: Nothing Else Remains, Hollow Be My Name e Rush (essa última tem videoclipe).


Nossa companheira de blog Viviane Rocha também ouviu a banda e aprovou.


Com três ótimos álbuns, o Poisonblack é uma banda de talento. Esperamos que alcance maior reconhecimento (assim como outras bandas do gênero), e que venha o quarto álbum, Of Rust And Bones, prometido para esse ano!


Abraço a todos!



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