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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Inception(part deux)

Não sou exatamente um fã do Marcelo Janot,mas achei esse texto sobre "A origem",que ele postou no seu blog,muito bom e que vale dar uma lida.
Não concordo exatamente com tudo que ele diz(não que precise),mas acho interessante situar o filme em sua devida posição.É um belo exemplar de filme de ação/ficção e só.Se isso é pouco ou não(pra mim não é),depende de cada um.É que eu,assim como ele também,defendo que o filme não é obra-prima,genial,ou coisa parecida.Eu particularmente acho que ele perde até pra filmes como "O vingador do futuro",que envolve esses 2 gêneros e trabalha com noções de realidades paralelas também.

Link pro texto(é bem curtinho):
http://blog.telecine.globo.com/cultblog

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sábado, 7 de agosto de 2010

A Origem


Apesar de nosso colega Daniell já ter postado, acho pertinente deixar meus comentários para este que é um filme que levanta bastante discussão. Certamente não estou apto a analisar com tanta propriedade elementos como direção, roteiro ou técnicas de cinema como nosso amigo, mas me atrevo a fazê-lo mesmo assim, dentro das minhas limitações. Minha pretensão, na verdade, estaria voltada mais para comentar a experiência de ver o filme, isso sim. Ressalto que esse texto contém alguns spoilers.

Dito isso, o mais importante de tudo é que o filme é realmente muito bom. Um blockbuster, mas com inteligência e idéias interessantes. O roteiro, assim como em O Grante Truque, parece intrincado, mas funcionada direitinho. A direção me parece adequada, a fotografia é boa e a trilha sonora cria uma atmosfera bastante misteriosa. Nada tenho a reclamar desses aspectos, à princípio.

Leonardo DiCaprio também está bem e o ator merece elogios por ter escolhido muito bem todos os seus trabalhos depois de ter se tornado um astro, não caindo na tentação de fazer filmes para as adolescentes histéricas pelo rei do mundo, construindo uma carreira consistente ao invés de desfrutar uma fama efêmera. Espero que um dia a Academia reconheça seu talento.

Ainda que pareça meio óbvio, achei que seria bom compará-lo a Matrix, pois algumas idéias básicas são muito semelhantes. As múltiplas camadas de realidade, a presença de um arquiteto e, claro, as afrontas às leis da física estão presentes nos dois filmes. Essas últimas, por sinal, são interessantíssimas e rendem ótimas cenas, como a luta sem gravidade no corredor do hotel e o curvar do plano onde os personagens se encontram caminhando (nem sei se essa é a melhor descrição para a cena). O conceito de a física de um nível de sonho repercutir em outro e as distintas percepções do tempo, que se dilatam em cada nível mais profundo, são muito inteligentes e são usadas sagazmente pelo roteiro para criar tensão.

Assim como Morpheus ensinava Neo sobre a nova realidade enquanto caminhava pela cidade, o mesmo acontece aqui com Cobb, personagem de DiCaprio, explicando à sua aprendiz como tudo funciona. Troque um programa de computador por sonhos e você tem uma nova fonte para brincar com a realidade. Apesar das semelhanças, no entanto, as questões que o filme levanta são bem diferentes do seu antecessor futurista. Além da discussão sobre o que é real e o que não é, e sobre uma realidade alternativa passar a ser percebida como a definitiva, há indagações sobre a possibilidade de manipular a mente de alguém. Seria possível descobrir um segredo ou influenciar alguma pessoa através de seus sonhos?

Ainda que, no filme, as explicações dadas sejam cientificamente furadas, a lógica interna do filme funciona perfeitamente. Digo que são furadas porque não existe consciência em sonhos, certo? O que importa é como o roteirista/produtor/diretor Christopher Nolan foi criativo em expandir a idéia de que nossos sonhos escondem coisas que reprimimos ou nem mesmo sabemos e amarra-lás em conceitos críveis para que a lógica da sua história onde podemos controlar nossos sonhos possa ser contada através das várias realidades.

Vale comentar que a deixa na cena final busca justamente isso: trazer dúvida para a cabeça do espectador sobre aquela realidade. Nenhuma novidade em nos deixar em dúvida, já vi essa "brincadeira" antes. O legal é permitir uma segunda interpretação ao constatarmos que, pela visão da mulher de Cobb, era ele quem estava preso e não conseguia se desprender daquela realidade.

Mal acabei de ver o filme e já acho que ele merece uma segunda conferida. É que em uma revisão percebemos melhor a fluidez da história e captamos os detalhes despercebidos. Tal fato é muito bom e mostra que o filme tem mais a oferecer do que uma diversão descartável. Claro que a experiência transmitida na primeira vez com o filme dificilmente será repetida, mas ganhamos na compreensão e na observação analítica.

Enfim, é um trabalho que certamente será muito comentado e que tem muitos méritos. Vi algumas pessoas falando que esse seria o melhor filme do ano. Bem, dentre os que vi, ainda acho que o melhor é A Ilha do Medo, também com Leonardo DiCaprio. Mas esse A Origem merece ser conferido nos cinemas, ainda mais em uma temporada fraquíssima como a de 2010. E provavelmente concorrerá a alguns prêmios, o que é justo.

Cotação: 5/5


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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Toy Story 3


Apesar da concorrência, a Pixar tem provado em seus últimos trabalhos o por quê de ser a melhor produtora de filmes de animação. Toy Story 3 mantém o nível de excelência encontrado nas suas últimas produções, os magníficos Wall-e e Up - Altas Aventuras (este último, para mim, é o melhor trabalho da Pixar e a melhor animação em CGI já feita).

Toy Story 3 é o melhor da série, e digo isso tendo claro em minha o quanto os capítulos anteriores são muito bons. Fica evidente aqui o carinho que os criadores da série têm para com seus personagens. Desde os primeiros momentos criamos grande simpatia com aquelas figuras, identificando ali pessoas que poderiam ser amigos de qualquer um de nós.

A história trata do amadurecimento do menino Andy, o dono dos brinquedos, e, naturalmente, o fato deles terem sido deixados de lado. Um dos pontos que achei importante para manter nosso interesse na narrativa é não saber qual vai ser o fim de nossos amigos, e as situações propostas por eles, como ficar guardado num saco ou numa caixa, ser doado, ou acabar indo para o lixo, são todas igualmente tristes para os que outrora foram os heróis do Andy. O desenrolar do filme segue o esquema dos predecessores, mostrando bastante aventura e a peregrinação dos brinquedos pela cidade.

Ao término da narrativa, assim como Andy, somos obrigados a nos despedir de Woody, Buzz, e dos demais brinquedos, o que é muito comovente, encerrando o filme, e a trilogia, de forma bastante satisfatória. Com certeza não haverá um Toy Story 4, pois este aqui fecha a história com chave de ouro.

Extremamente recomendado.

Cotação: 5/5

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domingo, 13 de junho de 2010

Plano B


Estreando no final de semana do dia dos namorados, Plano B segue a linha dos filmes comerciais de comédia romântica já mais do que batida em holywood. Objetivando nada mais do que levar jovens casais às salas de projeção, é até natural não pegarmos tão pesado ao assistir esse tipo de filme água com açúcar, que tem como propósito divertir um pouquinho e arrancar algumas risadas. Mesmo assim, o filme em questão decepciona, infelizmente.

A trama gira em torno de Zoe, uma mulher que, cansada de procurar pelo parceiro ideal, resolve realizar o sonho de ser mãe sozinha através de uma inseminação artificial. No dia em que ela põe em prática seu plano, ela conhece Stan, um rapaz que pode ser o homem dos seus sonhos. Daqui para frente, vocês podem ter certeza que sabem tudo o que vai acontecer. Filmes assim são sempre muito parecidos.

Os protagonistas até têm algum carisma, mas a relação entre eles é dificil de engolir, artificial demais. Quanto mais o cara se aproxima e prova para a garota que quer ficar com ela, mas ela o repele. Tá, eu até aceito que existem pessoas que, por terem se frustrado muito no passado, tenham dificuldades em confiar e acreditar num relacionamento, mas da forma como acontece aqui é surreal demais, é ilógica. Além disso, o filme tem algumas cenas bem constrangedoras e é bem ofensivo para as mães solteiras.

Como estou de bom humor, vou dar duas estrelas, embora o filme seja bastante abaixo da média e nem isso mereça. Uma fica pelo cachorrinho do filme, aleijado, que eu achei bonitinho, e a outra pela beleza da Jennifer Lopez e seu corpinho sarado. É, mesmo com boa vontade, essa temporada de 2010 está dificil.

Cotação: 2/5



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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo


Embora, até o momento, a temporada de 2010 esteja relativamente fraca, este Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo consegue se salvar.

Baseado no game homônimo, a estória começa mostrando a invasão de uma cidade vizinha ao reino persa em busca de supostas armas forjadas ali com o intuito de prevenir uma possível invasão. Dastan, um dos príncipes da Pérsia e o herói do filme, é contra isso, mas acaba acatando a decisão de um dos seus irmãos para tanto. Após o feito, Dastan, ao presentear o rei com uma túnica envenenada, é acusado de traição e foge do reino com a ajuda da princesa Tamina. Dastan precisa provar sua inocência e desmascarar essa farsa. Só que ele conta com um objeto muito especial conquistado nessa empreitada: uma adaga, com um compartimento para areia em seu punhal e um pequeno botão, que permite ao seu portador voltar no tempo sem que qualquer um saiba disso. Já a princesa Tamina é a guardiã desse artefato e precisa recuperá-lo de volta para si. A partir daí a estorinha se desenrola.

Admito que gostei, o filme consegue divertir. A estória é legalzinha, contada bem mastigadinha e fácil de acompanhar. A fotografia é muito boa e mostra paisagens grandiosas, o que favorece o filme. A ação do filme também é muito boa. É engraçado que as proezas do personagem o fazem ter o maior jeitão de Aladdin e dá para perceber que os saltos em paredes e telhados são referências ao game. Enfim, cumpre seu papel de cinema-pipoca.

A idéia dos produtores é realizar dois novos filmes, formando uma trilogia e estabelecendo uma franquia à la Piratas do Caribe. Acredito que os três filmes seriam baseados nos três games recentes da série, sendo esse o primeiro. Ao meu ver, não seria uma má idéia.

Cotação: 3/5


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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Fúria de Titãs


Enquanto o Rodrigo, nosso usual colaborador de cinema-pipoca, não volta com suas resenhas, vou quebrando o galho por aqui. Esse Fúria de Titãs é uma refilmagem de um filme trash de 1981 que fez algum sucesso quando lançado. Não conheço o filme original, então não sei do que difere do novo. O filme conta a história de Perseu, semideus, filho de Zeus, em meio a uma revolta dos humanos contra os deuses. Ele, que vive como um pescador, resolve se vingar de Hades, quando este mata seu pai de criação, e assim parte com outros guerreiros que também querem derrotá-lo para salvar a cidade de Argos, já que Hades, com a permissão de Zeus, exige o sacrifício da princesa Andrômeda dentro de 10 dias como punição pela rebeldia dos homens contra os deuses, ou então o monstro Kraken irá destruir a cidade. Isso é a história.

Antes de assistir, os comentários que eu tinha lido foram muito ruins. E o filme é realmente tão ruim assim? Sim, o filme é bem fraco. Não há a menor possibilidade de você sair do cinema achando algo diferente disso. Mas, apesar de tudo, dá para assistir até o final numa boa. Se você conseguir abstrair que aquilo ali deveria ser uma história com personagens, dá para curtir os elementos da mitologia grega e aguentar até o final da projeção para descobrir se o herói fica com a mocinha. A ambientação e o visual até são maneiros, apesar de clichê em filme desse gênero, e os efeitos especiais são bons, o que já é normal hoje em dia. Entretanto não gostei da Medusa, achei que sofre do mesmo problema que o Escorpião-Rei, do filme O Retorno da Múmia: como criatura até funciona, mas por ter um rosto humano, se torna extremamente falso, fica muito evidente o CGI.

O roteiro é medíocre e o filme é emocionalmente nulo. Tudo se resume a algumas cenas de ação intercaladas com alguns diálogos imbecis para fazer a história andar. É, os blockbusters ruins geralmente são assim. Os atores, alguns famosos, estão péssimos, e é até cômico ver Liam Nesson vestindo uma armadura estilo Cavaleiros do Zodíaco. Na hora até fiquei imaginando como seria um filme dos Cavaleiros com atores de carne e osso!

Além disso, tem-se falado muito mal da conversão para 3D desse filme, que foi originalmente gravado para ser exibido de forma tradicional. Por conta disso, preferi assistir em 2D mesmo, legendado, que é como gosto de ver. Aqui fica meu alerta: fujam dele também em projeção 3D, pois parece que o efeito 3D está bem bisonho. Melhor não arriscar.

Cotação: 2/5

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Mais do Tributo a John Williams

Encontrei hoje a cobertura do Tributo a John Williams em um dos meus sites favoritos sobre trilhas sonoras, o ScoreTrack.net, que inclusive já recomendei aqui no blog, em algum comentário que fiz. Basicamente o que é dito é o mesmo que foi dito aqui, porém com fotos melhores e alguns videos. Entretanto, no final da reportagem eles citam que há a possibilidade de termos aqui outros concertos dirigidos à música para cinema, de compositores como Jerry Goldsmith (A Múmia) e Bernard Herrmann (Psycho/Vertigo). Será que haverão outros concertos assim? Seria muito bom! Fiquei intrigado com isso.

Clique aqui para ver a reportagem.

Abraço a todos!

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

“O mundo está cada vez menor com o cinema de Hollywood, onde os filmes se parecem com tantos outros, e vi nesse olhar algo que eu nunca tinha visto antes. O filme tem uma idéia maravilhosa de eternidade,pessoas que não têm forma e onde o tempo se expande”.


Tim Burton sobre o vencedor de Cannes

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cannes


"Eu só faço um filme quando ele é o único recurso para contar uma história. Se eu pudesse escrever uma história, eu não faria um filme."

A frase é auto explicativa e sintetiza perfeitamente a minha visão de cinema.Ela foi dita pelo novo vencedor de cannes,Apichatpong Weerasethakul,que prefere ser chamado apenas de "Joe",reconhecendo que para nós ocidentais,é complicado pronunciar esse palavrão.

Só vi 2 filmes do cara(um até incluí na minha lista dessa década),mas deu pra sacar que é um diretor bem diferente e interessante,principalmente comparando o que se vê por aí.
E essa frase mostra que os pensamentos dele estão num ótimo caminho.

Parabéns pra ele,que o filme passe no festival do Rio(bem provável depois da vitória) e que o filme seja tudo isso mesmo(teve crítico dizendo que é o melhor filme já feito,não estou brincando)

Parabéns Joe!

PS:Melhor coisa que o Tim burton fez em anos,já que ele era o presidente do júri.

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Apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira - Tributo a John Williams

Vim aqui escrever sobre a apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira, no Teatro Municipal, neste último sábado, dia 22/05/2010, e eis que me deparo com a postagem do César, nosso cabeça do blog. Apesar disso, resolvi escrever assim mesmo, pois achei simplesmente maravilhoso este Tributo a John Williams.



A primeira coisa que me chamou a atenção foi a diversidade do público. Mesmo com toda a pompa e charme do Teatro Municipal, muita gente estava trajando jeans e camisa básica, o que mostra a variedade de público que este evento alcançou. Estavam lá desde apreciadores de música clássica, em suas roupas de gala, até pais com seus filhos, casais e jovens em geral. Do meu lado estava sentado um roqueiro, e eu vi um cara lá pelos corredores com uma camisa do Star Wars! Achei isso muito legal!

As músicas, que eles chamam de peças, foram tocadas em ordem diferente da previamente estabelecida. Na hora de começar o espetáculo eles anunciaram a ordem correta, que foi:

Superman
Tubarão
Harry Potter e a Pedra Filosofal
Prenda-me Se For Capaz
Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida
Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros
A Lista de Schindler
Star Wars
E.T. - O Extraterrestre

O que dizer desta apresentação? Maravilhosa é pouco. Ouvir os grandes temas que nos acompanharam desde a infância, ao vivo, em pleno Teatro Municipal, já reformadinho, não tem preço. Gostei muito deste evento, me arrepiei várias vezes, foi magnífico.

Achei que a ordem em que foram tocadas foi muito melhor assim. O tema de Superman, uma peça grandiosa e heróica, abriu muito bem. O tema de Jaws, bastante sombrio, evocou bastante suspense, e também foi bem impactante. Já a música de Prenda-me Se For Capaz foi bem diferente das outras, com elementos de jazz, e a presença no palco de outros músicos, inclusive um no sax e um outro num outro instrumento que não faço a menor idéia do nome, mas que deu um toque todo característico a esse tema. Depois, a famosa Raider's March, de Indiana Jones. Nem preciso dizer nada, né? Trompetes poderosos, e a passagem pelo tema da Marion é realmente linda.

Após o intervelo, vieram as melhores. Com o tema de Jurassic Park me emocionei. Nostalgia extrema. Esse é um dos filmes da minha vida, e eu adoro esta trilha. A orquestra parece que está sempre "cheia" e dá um tom épico a um filme que me traz ótimas lembranças da infância.

Em seguida, a apresentação de A Lista Schindler foi uma das que mais agradou ao público, arrancando muitos aplausos e gritos de "bravo". Além do tema principal, lindíssimo, foram tocadas mais algumas músicas. Os aplausos já eram demorados e aqui foram especialmente longos. Depois o maestro anunciou que não poderia sair dali sem tocar uma música especial, que não era de John Williams, e sim de Carlos Gardel. Era um tango, do filme Perfume de Mulher, música que também aparece em A Lista de Schindler. Sensacional. Muitos e merecidos aplausos.

Star Wars foi a grande sensação da noite. Para minha surpresa e felicidade, além da fanfarra principal, também tocaram os temas da Princesa Léia e do Mestre Yoda, a Marcha Imperial, e as músicas da Sala do Trono e dos títulos finais! Muito legal. E para fechar, na suíte de E.T. - O Extraterrestre, como era de se esperar, o tema clássico e os créditos finais do filme, encerrando com chave de ouro essa maravilhosa apresentação.

O maestro se despediu e saiu. As luzes se apagaram e, enquanto muitos já se levantavam para ir embora, apareceu ninguém menos do que Darth Vader, que caminhou até o palco e começou a reger a orquestra com seu sabre de luz vermelho! Uma sacada genial, que arrancou muitas palmas e muitos risos. Após um repeteco da Imperial March, voltou ao palco o maestro, que empunhou um sabre de luz azul para duelar com Vader! Não tinha como não sair satisfeito de um concerto assim!

Darth Vader regendo a OSB

A Orquestra Sinfônica Brasileira é maravilhosa e o mestre John Williams, genial. Sua música toca o coração de todas as gerações, desde aqueles que estavam lá, nas décadas de 70 e 80, quando estes filmes homenageados foram lançados, quanto àqueles mais novos, que os estão conhecendo agora. É inquestionável a qualidade do trabalho deste homem. Sensacional este tributo ao mestre John Williams.

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terça-feira, 4 de maio de 2010

RRResenha 18 - Homem de ferro 2

No meu especial “Melhores da década”, já havia falado sobre o quanto gostei da adaptação de Homem de ferro para as telonas, por isso estava ansioso pela continuação, e ela se provou uma boa ponte para os Vingadores.

Após séculos vendo grandes desastres cinematográficos baseados em HQs (Batman 3 e 4, Quarteto fantástico de Roger Corman, Capitão América, arg!), finalmente fomos brindados com filmes que embora muitas vezes não possuam todo o poder de seus originais de papel, ainda assim são bons exemplos de cine pipoca. Mesmo com o mercado de adaptações indo bem, ainda haviam muitos problemas burocráticos e muita briga por causa dos filmes, com isso grandes heróis demoram anos pra sair do papel, é só ver o exmplo dos personagens da DC, até hoje só existem filmes de Batman e Superman, mesmo assim metade do que foi produzido sobre eles não presta, outros grandes heróis como Flash, Mulher maravilha, Lanterna Verde (esse sai ano que vem), Aquaman, entre outros, nunca tiveram oportunidade. Vendo a oportunidade de arrumar uma grana em tempos de crise no mercado de HQs, a Marvel saiu na frente com um plano audacioso: parar de vender direitos para os grandes estúdios, que levam anos para realizar um projeto e destroem muito no caminho, ou simplesmente nem lançam nada; e passou então a desenvolver por si só os projetos. Tal empreitada permite a Marvel ter um controle criativo maior, mantendo os filmes num tom mais fiel ao dos quadrinhos, além disso permite os tão esperados Crossovers, o encontro entre grandes heróis, que até hoje não aconteceu no cinema. Homem de ferro 2 é o terceiro projeto de uma grande série que começou com Homem de ferro, Hulk, e segue ano que vem com Thor, seguido de Capitão América e Vingadores.

Chega de papo, vamos ao filme!
O filme em si é muito bom, continua seguindo a linha de humor e ação do primeiro. Downey está ótimo como sempre e encarna com perfeição o playboy Tony Stark. Na verdade esse é o grande atrativo do filme, Stark/Downey (ele está mesmo atuando?) é ótimo e consegue carregar o filme nas costas, superando inclusive as cenas de ação, sem dúvidas eu assistiria um filme sobre o Stark mesmo que ele não vestisse sua armadura (nos quadrinhos isso as vezes acontece). Acredito que esse seja o principal fator do sucesso do filme, o personagem principal é muito bom, e acabamos torcendo mais por ele numa disputa contra um grande vendedor de armas, ou no meio de uma audiência com o governo americano do que em sua luta contra um bando de robôs. Mas não é só ele que está bem, o elenco do filme é ótimo e ajuda tanto no humor quanto na ação do filme, Mickey Rourke arrebenta mais uma vez, e prova que realmente não é mais humano. Temos também o ótimo Sam Rockwell como um grande vendedor de armas, e o onipresente Samuel como Fury.


Além das ótimas cenas de humor, e do ótimo elenco, as cenas de ação também são muito boas. As cenas mantém o interesse no personagem, já que ele não é um cara com cuecas por cima das calças, além disso temos também novas verões da armadura, incluindo o personagem Máquina de combate, que é responsável por uma das cenas mais engraçadas do filme (Vou explodir seu bunker com minha ex mulher). Tudo obviamente com efeitos de primeira. Destaque também para a ótima sequência da corrida, que além de ser ótima como ação ainda possui ótimas pitadas de humor.


Há também um ponto legal na montagem, onde várias cenas parecem estar sendo exibidas pela TV, dentro do contexto do filme isso ficou interessante, pena que não foi mantido mais a frente.

Pra finalizar há ainda a deixa para Os Vingadores, diferente do que acontece normalmente com as deixas de continuações, o Marvel se mantém sóbria e eficiente em seu cronograma de filmagens, tornando tudo que aparece no filme totalmente passível de credibilidade, com isso podemos esperar um grande filme daqui a dois anos com Hulk, Homem de ferro, Capitão América, Nick Fury e Thor juntos.

Um ótimo filme, particularmente prefiro o primeiro, acho mais bem amarrado, melhor esclarecido e com cenas melhores de ação, mas essa é uma continuação digna e uma ótima ponte para os novos projetos, mais um belo acerto da Marvel.

RRRR

Ah!!! Ia esquecendo, embora tenha aparecido pouco podemos acrescentar uma quinta estrela para Scarlett Johansson...

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domingo, 25 de abril de 2010

RRResenha 17 - Alice no país das maravilhas


Tim Burton está entre meus diretores favoritos. Seus filmes sempre repletos de personagens bizarros, um humor algumas vezes meio mórbido, roteiros repletos de excentricidades e um visual prá lá de obscuro quase sempre rendem filmes muito interessantes e que se destacam das mesmices que vemos todos os dias. Todos esses detalhes são não seriam nada sem grandes atores, mas por sorte (na verdade sorte nossa) Burton conta com a contribuição de Johnny Depp, um dos melhores atores da atualidade, numa parceria que já rendeu nada menos que sete filmes, incluindo aí dois filmes geniais (Edward e Ed Wood).

Quando anunciaram que Burton tinha sido contratado para fazer sua versão de Alice no país das Maravilhas, com Depp como chapeleiro louco, e tudo isso em 3D, eu fiquei extremamente empolgado. Alice é uma história insana e psicodélica, onde nada além da loucura está presente ao longo da história, e nada melhor que um diretor conhecido por sua visão excêntrica do mundo e de um ator especialista em papeis bizarros para trazer as telas uma nova verão do clássico, tinha tudo para ser o filme do ano. Mas não foi bem assim.

O filme é na verdade uma espécie de continuação da história, passada 13 anos depois de Alice ter visitado o país das Maravilhas. Agora tudo está em ruínas devido à tirania da Rainha Vermelha, e somente Alice pode tentar consertar as coisas.

O filme tem um visual incrível, bem Burtoniuano, com personagens, cenários figurinos e cores prá lá de extravagantes, o que é perfeito para o material que ele tem em mãos, e eu em 3D ficou bem interessante.

As atuação também são boas, tanto por parte do elenco “real”, com Depp bem como sempre (embora na versão dublada seja duro de aturar), a Rainha Vermelha, interpretada pela esposa de Burton, Helena Carter também está ótima, e a jovem Mia Wasikowska dá a força necessária para a crescida Alice, mas como sempre elenco não é um problema. Já o elenco digital consegue até superar o normal, temos o ótimo Gato que rouba algumas cenas e particularmente gostei muito dos coelhos, principalmente o louco.

Tudo ia bem, mas o que torna o filme um grande diferencial do original torna-o também um filme abaixo do esperado. A verdade é que a história de Alice é simplesmente uma sucessão de eventos onde Alice encontra personagens completamente insanos e passa por situação igualmente sem sentido, não existe uma verdadeira história por trás disso, e foi o que Burton tentou mudar. Ele tentou criar um real objetivo para os personagens e uma linha de ação a ser seguida, um real propósito para Alice estar lá e uma ordem linear e “lógica” para o enredo. Isso pra mim foi um grande atrativo, pois acho a história original um pouco sem graça, devido a sua total falta de sentido, mas infelizmente o caminho tomado por Burton acabou por deixar o filme com uma cara de Nárnia, o que com certeza influiu negativamente em minha avaliação.

Na verdade o filme diverte, e não é uma perda total, tornando-se uma boa aventura para a família, com um visual muito legal e uma boa dose de humor, mas está longe de atingir todo o potencial que eu acreditava que poderia ter alcançado, embora eu me pergunte se realmente alguém conseguiria extrair alguma coisa mais concreta daquele material sem pé nem cabeça do que Burton. Infelizmente esperava mais.

RRR

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RRResenha 16 - A Estrada


Depois do fraco “O livro de Eli”, chega aos cinemas mais um filme passado em um mundo pós apocalíptico, e embora ele possua muitos pontos positivos, o filme não consegue ser mais do que mediano.

No filme, Viggo Mortisen, o Aragorn da trilogia do anel (nossa como ele ta velho!!!) parte numa jornada em busca de melhores condições para criar seu filho em meio a um mundo devastado e sem muitas chances de sobrevivência.

A primeira coisa que chama a atenção nesse filme é o visual. O filme tem uma excelente direção de arte, fazendo com que os cenários realmente pareçam ter perecido após anos de falta de manutenção e saques. Os figurinos também são ótimos, todos parecem na verdade mendigos de Nova York, esqueça aqueles visuais meio punks ou com roupas customizadas, aqui é casacão sujo, meia encardida e sapato furado mesmo (tem até carrinho de supermercado), o que confere um dos visuais mais verossímeis que já vi em um filme desse tipo. Tudo isso ainda leva um banho de cinza devido a fotografia extremamente sem cor do filme, deixando realmente um visual de total falta de esperança.

Depois dos quesitos estéticos, vamos ao roteiro. Diferente da maioria dos filmes desse estilo que primam pelo terror (Extermínio) ou ação (Eu sou a lenda, Mad Max 2), este filme traz um elemento pouco tradicional: o drama. Todas as inquietações do personagem que tenta manter a dignidade de sua existência, e principalmente a de seu filho, que para ele é uma dádiva divina, nos atormentam tanto quanto ele. A todo momento vemos seu sofrimento em busca de comida e fugindo de outros sobreviventes, ou então assistimos a mais um doloroso flashback sobre os primeiros anos pós apocalipse. Infelizmente todos esses elementos acabam se tornando repetitivos e cansativos, culminando com um final muito fraco que não combina com o restante do filme.

Uma outra coisa legal foi trabalhar bem a questão da falta de alimento, um elemento que não é utilizado com tanta freqüência, aqui as pessoas tornan se canibais, o que proporciona algumas cenas bem interessantes.

Mesmo com todos esses elementos o filme peca justamente em ficar só nisso. A ação e o suspense são pontuais, deixando o filme muito lento, e em contrapartida a parte dos conflitos psicológicos não é trabalhada suficientemente bem para segurar os longos momentos de lentidão. Com esses aspectos negativos o filme que poderia ser um bom exemplar do gênero acaba se tornando mais um, mas mesmo assim vale ser conferido.

RRR

Obs: Num ponto o filme tem mérito, me fez pensar no que move uma pessoa que encontra-se nessa situação, num mundo realmente perdido, onde não há mais nada, literalmente, a não ser o mais básico instinto de sobrevivência, o que faria alguém continuar tentando viver, ainda mais de uma maneira o mais próxima da humanidade possível, realmente não vejo um motivo, nem mesmo a simples vontade de estar vivo.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

RRResenha - 16 - Mary e Max


Ano passado eu assisti ao curta Harvie Krumpet, um interessante filme que narra a simplória mas estranha vida do personagem que dá nome ao filme. Semana passada fui conferir Mary e Max, o longa dirigido por Adam Elliot, o mesmo de Harvie, e foi bastante interessante.

Primeiramente, no Brasil existe uma total falta de conhecimento dos funcionários dos cinemas a respeito do que está passando e também uma total falta de noção das pessoas ao achar que todas as animações são para crianças. Resultado: todos os pais que levaram seus filhinhos para assistir ao filme saíram antes da metade. Mas acabaram perdendo um filmão.

O filme narra a história de Mary, uma menina australiana que não possui nenhum amigo e resolve mandar uma carta aleatoriamente para os EUA, quem recebe é Max, um homem com problemas mentais que mora em Nova York, e é dessa estranha ação que surge uma grande amizade.

Como seu curta, alguns pontos estão presentes em seu filme, e são justamente esses pontos que tornam o filme tão interessante. Primeiramente o filme é quase todo narrado, somente em alguns momentos os personagens tem suas vozes ouvidas, mas em geral essas vozes são seus pensamentos, esse elemento narrativo deixa o filme como uma espécie de documentário sobre as singularidades da vida humana. Outro dos bons aspectos do filme é a estranheza dos personagens, eles tem vidas comuns, mas muito estranhas, vários fatos e situações bizarras acontecem mas no geral elas são até aceitáveis. O humor do filme vem justamente desses eventos bizarros, levando nos a rir principalmente do sofrimento dos personagens. Temas como alcoolismo, doenças mentais, homossexualismo, morte e etc são usados para a composição desse estranho cenário de humor negro.

Ainda há um ponto a destacar, a estética dos bonecos por si só é bem interessante e cômica, só de olhar para alguns deles já começamos a achar graça. O diretor usa com habilidade também a paleta de cores, mostrando a Austrália como um pais quente e alaranjado e Nova York como cinza e sem e fria. Com isso ele acrescenta aos poucos um pouco de cor à vida de Max, para mostrar como é importante a amizade com Mary.

Um ótimo filme, que irá brigar na minha lista de fim de ano, imperdível. Ah, vale conferir o curta, tem no youtube com legendas, divirta-se.


RRRR

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RRResenha - 15 - especial de abril

Oi, depois de uma pausa por falta de tempo estou de volta, como deixei muita coisa pendente, estarei escrevendo logo um especial com rápidas considerações sobre as últimas estréias.

Dupla implacável


John Travolta mostra mais uma vez que é um bom ator para filmes de ação. Repetindo sua dose de insanidade presente em “A outra face”, e mais uma vez com um visual pra lá de excêntrico como em “Seqüestro do metrô 123”, Travolta carrega o filme nas costas como um agente pouco ortodoxo que viaja para paris a fim de desmantelar uma célula terrorista. O filme conta com alguns toques de humor e cenas de ação muito boas, mas o roteiro é muito ruim, isso por que o filme não tem nexo e a estrutura do enredo é cheia de falhas e incoerências, pra piorar também temos o outro integrante da “dupla implacável”, o ator Jonathan Rhys, que é muito fraquinho. Apesar de todos os problemas o filme diverte, lógico que só por causa de Travolta, e acaba não sendo tão ruim se você não se preocupar em achar uma lógica na história. O mais curioso é o título, o original é horrível “From Paris with Love”, e o nacional não tem nexo já que o outro cara é um mané.

RRR

Uma noite fora de série
(esse braço não está desproporcional?)

O que esperar de Tina Fey e Steve Carell, os dois queridinhos da comédia juntos como um casal em busca de reacender o casamento, provavelmente um filme muito bom, mas não é bem por aí. Pra começar o filme é dirigido pelo fraco Shawn Levy, responsável por “Uma noite no museu”, sua interferência mais direta está na escolha de filmar com câmera digital, o que deixou a fotografia muito feia, em alguns momentos, principalmente nos de ação, a imagem fica horrível.

Mesmo contando com uma ótima dupla, o filme peca em não aproveitar o potencial dos dois, utilizando de um conceito já conhecido e de piadas já batidas. Particularmente ri somente em duas ou três cenas, e não foi nada que me deixasse com a barriga doendo. Um filme que poderia ter sido bem interessante mas acabou sendo mais um, como não foi uma perda total leva uma conceituação mediana.

RRR

Caso 39

Confesso que quando ví o trailler desse filme não dei nada por ele, fui assistir esperando mais uma porcaria como a maioria dos filmes de terror atuais, mas até que gostei do filme. No filme, Renée Zellweger interpreta uma assistente social que fica encarregada do caso de uma garotinha que supostamente é maltratada pelos pais, em decorrência disso ela acaba assumindo provisoriamente a guarda da criança. Atualmente os traillers tem sido muito longos, entregando muito do filme, as vezes tudo, e esse é mais um caso, se a prévia não tivesse sido tão longa o filme teria sido muito mais interessante, mas mesmo assim ele ainda valeu ser assistido.
A trama tem uma boa fluidez, vai ganhando força aos poucos e te mantém em dúvida do que está acontecendo, infelizmente essas dúvidas seriam maiores sem o trailler. No geral a historia é boa, as cenas não chegam a dar medo em si, mas tirando uns 3 sustos por ruídos, coisas que em filmes desse gênero normalmente são utilizados umas 10 vezes mais, até que é possível ficar com um certo receio dos acontecimentos. A cena da vespa por exemplo é bem angustiante.

As atuações também ajudam, Renée está bem e convence no papel, embora esteja extremamente assustadora, em alguns momentos seu rosto se deforma demais, seja por um choro ou simplesmente por um sorriso, dá lhe botox!!!! A obscura Jodelle Ferland, a garotinha de Silent Hill consegue se passar por uma menina de 12 anos mesmo tendo 16 e convence em mais um filme de terror.

Com um bom roteiro e uma boa fluidez esse filme foi um dos mais interessantes do gênero nos últimos meses, vale à pena.

RRR

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domingo, 11 de abril de 2010

RRResenha 14 - Como treinar seu dragão - ou - Como acabar com o ogro parte 1


Essa resenha chega com um pouco de atraso mas finalmente tenho tempo e cabeça pra escrever.

Depois de assistir ao trailler desse filme umas 200 vezes, estava até desanimado com o filme imaginando ser mais um daqueles filmes sem graça de animação nessa atual corrida que vem rendendo coisas horríveis. A Dreamworks, já tinha nos trazido bons filmes como Shrek (estão doidos pra acabar de vez com o personagem), Kung Fu Panda e Os sem floresta, e dessa vez baseia sua história num livro infantil. Nessa disputa pelo público, a Dreamworks sai perdendo feio pra Pixar (na verdade todas saem, a Dream é a que se sai melhor) que sempre nos traz histórias originais e criativas, com personagens únicos e inesquecíveis, já a Dreamworks trabalha com conceitos já estabelecidos e conhecidos, as piadas e situações são boas mas geralmente são só recicladas, as personagens são boas, mas nem sempre tão bem construídas assim. De qualquer forma, a Dreamworks seria a segunda força no lançamento de animações, e nos traz um bom filme, na verdade melhor do que os anteriores dessa vez.

No filme, um jovem Viking, totalmente fora dos padrões quer provar para toda sua aldeia que pode ser um ótimo guerreiro, para isso ele deve fazer o que todos esperam de um viking: matar dragões. Nessa tentativa de auto afirmação juvenil, ele acaba estabelecendo uma improvável amizade com um raro dragão, e com o tempo começa a observar que os dragões podem não ser realmente a ameaça que todos imaginam.

A trama não traz nada de novo, o rumo da história é bem esperado e previsível, assim como nos últimos filmes do estúdio, mas nesse a construção do desenrolar da história combinada com ótimas cenas de humor e personagens cativantes acabam por criar um filme bastante interessante, que acabam conquistando o expectador e fazendo com que troçamos para o sucesso dos personagens mesmo quando temos certeza de que não haverá sucesso naquela ação. As sequencias das conversas entre pai e filho e o treinamento ao ótimas e o dragão, que embora pareça um pokemóm rapidamente nos conquista.

Outro aspecto que devo ressaltar é a qualidade da animação. As texturas do filme são incríveis, tudo parece bastante real, principalmente as roupas e barbas dos vikings, em alguns deles é possível observar pelos nos braços e sinais na pele, mas nem por isso você deixa de acreditar que aquilo é um desenho, o que é ótimo, pois mantemos a aparência estilizada mas com o máximo de detalhes reais.

Um ótimo filme que deve ser assistido em 3D, superando e muito minhas expectativas, e provavelmente a segunda melhor animação do ano (vai perder pro Toy Story 3) mas vai ser muito superior ao Shrek 4 que irá enterrar de vez o Ogro.

RRRR

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Cartazes africanos

Antigamente os cartazes de filmes costumavam ser desenhados, e cada país tinha uma certa liberdade para criar em cima do filme, na África isso gerou algumas pérolas:









Prometo que amanhã faço um post sério, é que ando cansado demais pra elaborar um texto decente.

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domingo, 4 de abril de 2010

Planeta 51


Confesso que quando vi o trailer, achei que poderia ser um filminho engraçado. Ontem resolvi assistir e me arrependi. Fraquíssimo mesmo.

O personagem principal da história é Lem, um bichinho verde do tal planeta 51 que acaba de ser chamado para trabalhar no planetário da cidade local. Por algum motivo, esses seres verdinhos temem uma invasão alienígena, achando que serão transformados em zumbis ou terão seus cérebros devorados. É então que um ser humando chega a esse planeta e a confusão começa. Lem decide ajudar o astronauta a voltar para a Terra enquanto foge dos militares que buscam esse "alienígena".

Essa premissa simples não traz nada de novo, mas, sinceramente, muitas vezes a história é o que menos interessa. Ao vermos filmes assim queremos curtir personagens divertidos e boas sacadas. E, olha, diria que aqui nem personagens temos! Os "indivíduos" agem cada hora de um jeito. Sei lá, não existe personalidade neles. Os diálogos são horrorosos, de doer mesmo, e as piadinhas, péssimas. As citações a outros filmes são abundantes e óbvias, o que chega a irritar. Enfim, é tudo bobo demais, e se você se atrever a assisti-lo, irá constatar isso em pouco tempo.

O pior de tudo é que não acontece envolvimento nenhum com o filme. Isso torna suas (muitas) falhas imperdoáveis.

Nem sei qual é a produtora desta "obra", mas é por essa e outras bombas que a Pixar vai continuar sendo o estúdio de animação preferido de todos. Que digam que a Pixar é supervalorizada. Mas a verdade é que seus filmes são cativantes, diferentemente desta porcaria em questão.

Cotação? A menor possível! Só não digo que é a pior animação que já assisti pois existe O Galinho Chicken Little.

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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Post extra - Disney: momentos de crise

Esse vídeo sensacional mostra que até a Disney já passou por cirses de criatividade (passa até hoje :( ). Imperdível!

http://www.youtube.com/watch?v=vh84g8rC2oA&feature=player_embedded

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Biblioteca 1 - Jurassic Park (Michael Crichton)


Estou criando aqui um novo tópico onde irei postar comentários sobre o que eu tiver acabado de ler. Atualmente tenho lido bastante, um hábito que surgiu no fim da faculdade quando descobri que era um ótimo passatempo na condução. Com o passar dos anos deixou de ser um passatempo e se tornou um ritual obrigatório, já que passei a ler somente quando estou na rua, em decorrência disso, é possível me ver andando num shopping com um livro embaixo do braço, para o momento que eu for voltar pra casa, cada minuto sem fazer nada é motivo para ler (filas, esperando alguém, lanchando, etc). Com o tempo as técnicas foram se aprimorando, e hoje leio até em pé em ônibus. Enfim, fiquei viciado.

Depois de tanto escrever sobre filmes, pensei que seria legal escrever sobre um livro, e acabei gostando da idéia, sendo esse meu maior post até hoje. Tudo bem que o tema favoreceu, mas realmente fiquei satisfeito com o resultado, bom depois de 1:30 escrevendo nem sei se está realmente bom. Espero que fiquem satisfeitos com minha estréia , e aguardem pelo próximo, atualmente estou lendo o primeiro volume da trilogia sueca “Millenniun”, que está sendo adaptada e será dirigido por David Fincher.

Alguns anos atrás descobri que o filme Jurassic Park tinha sido baseado num livro, na época achei interessante mas não dei muita bola. Atualmente leio uma média de 20 livros por anos, portanto os livros se tornaram algo valioso, com isso a busca por novos escritores começou, e me lembrei que seria bom ler um autor presumivelmente competente e autor de coisas interessantes, mesmo que a maioria de seus livros adaptados não sejam grande coisa (como Congo por exemplo). Isso nos leva a uma outra questão: Hollywood em sua sede por material, sempre adaptou a literatura, infelizmente isso tem uma margem de erro de uns 50%. Antes, eu preferia nem ler o livro após um filme ruim, mas hoje, lendo os originais antes de assistir o filme comprovei que na verdade 90% os livros são muito melhores que os filmes, mesmo que esses sejam ótimas adaptações (como a série Harry Potter). Vale comentar aqui um filme que é fraquíssimo e possui um livro tão ruim ou até pior: Hannibal; o livro é ruim demais, conseguindo encerrar a trilogia pior do que o filme, e olha que o filme é muito fraco.

Voltando ao JP, encontrei o livro num sebo, com capa dura e em ótimo estado, por apenas R$7,00, ele permaneceu em minha prateleira por um bom tempo, aguardando por uma oportunidade em meio a livros novinhos que vinham chegando pelo correio.Duas semanas atrás a vez dele surgiu por acaso, e logo na introdução o autor Michael Crichton mostrou o por que de sua fama, o livro é incrível!

Voltando a Hollywood...
Em 1990 é lançado o livro Jurassic Park, 3 anos depois o genial (pode sacanear Mister M!) Steven Spielberg lança uma das aventuras mais mágicas do cinema (provavelmente a melhor da década de 90, espero comentários negativos M), sua versão do livro para as telas se torna um sucesso mundial, as filas para assistir eram imensas (eu peguei uma fila de 3 horas no São Luiz, numa das raras ocasiões que meu pai me levou ao cinema), tanto que até hoje ainda é a 13º maior bilheteria da história (tendo em sua frente quase que totalmente filmes dos anos 2000), os efeitos foram um verdadeiro marco e até hoje impressionam. Realmente o filme é primoroso e ao abrir o livro esperava ver uma transcrição quase literal do que havia ali, assim como À espera de um milagre (que é absurdamente fiel). Ao fim do livro temos grande satisfação de saber que duas pessoas geniais produziram obras memoráveis sobre a mesma história, mas cada uma explorando ao máximo as potencialidades de sua mídia (ou arte).

Steven Spielberg, que na época estava em plena forma, nos apresenta um filme único. Ele usa de um comentário feito pelo próprio autor em uma passagem do livro, quando ele diz que “as crianças amam dinossauros”. Spielberg capta essa idéia e revela ao mundo que TODOS, amamos dinossauros. À partir daí ele cria um ambiente único de aventura e ficção onde aqueles monstros parecem realmente existir, inclusive transformando adultos em crianças. O filme é antológico, até hoje é impossível esquecer cenas como o copo tremendo com os passos do T-Rex, o suspense e a ação andam lado a lado nos alimentando aos poucos da fome de carne de réptil (ou ave, já que os dinossauros são parentes das aves), introduzindo meticulosamente os dinossauros no filme, primeiro um bebê, depois um Triceratops deitado, até finalmente um T-Rex gigantesco, o primeiro a aparecer em sua magnitude.

Tudo isso embalado por uma trilha sonora sensacional, composta por mais um gênio chamado John Willians (um carinha que compôs umas trilhas sem expressão como Indiana Jones, Star Wars, E.T., Tubarão, Superman e mais uns 100 filmes e seriados), enfim, ele conseguiu sugar exatamente o que Hollywood e o público queriam e fez isso com maestria.



Já o livro segue por um caminho totalmente diferente. Ler sobre dinossauros não é nada comparado com ver um dinossauro correndo atrás de um paleontólogo e duas crianças, e na verdade essa não é a proposta do livro, na verdade os dinossauros são somente coadjuvantes nesse maravilhoso exercício de reflexão criado pelo autor. Michael Crichton era formado em medicina pela Harvard Medical School, e seus livros são conhecidos por conter ação, suspense e muitos detalhes técnicos sobre medicina e tecnologia, sendo conhecidos como Techno triller. Nessa obra, Crichton usa a idéia do parque habitado por dinossauros para desenvolver uma reflexão sobre temas que estavam começando a se tornar populares em discussões na época, mas que hoje são amplamente discutidos (vale aqui que estou supondo essa teoria, realmente não consigo ver na realidade da década de 80 no Brasil o tema genética sendo anunciado e debatido no Jornal Nacional): a teoria do caos, os avanços tecnológicos e a ética e o controle do avanço da engenharia genética.

A abordagem do livro abocanha o leitor pela jugular e o mantém sedento por novos debates e ponderações o tempo todo, tanto que para mim o grande personagem do livro não é o doutor Alan Grant (Sam Neill), que no livro está mais para Indiana Jones, muito menos o T-Rex (esse é o ator principal no filme), mas sim o matemático Ian Malcon (que no filme foi interpretado por Jeff Goldblum, um mero coadjuvante sem importância que nnguém nem lembra), no livro ele é a grande mente que irá refletir e nos apresentar todas as suas teorias acerca do parque, com isso ele consegue criar uma expectativa no leitor que espera avidamente por uma nova aparição do personagem. Além da parte Techno, a parte triller também é ótima, sendo muito bem conduzida, com ótimas sequências de ação (algumas estão no segundo filme(?), e outras nem sequer foram usadas) e suspense, mostrando-se muito mais violento e sanguinário que no filme.

A história desde o início é a mesma, mas é diferente a todo momento. Não é simplesmente como um upgrade de informações, é na verdade todo um novo rumo e acontecimentos diferentes na mesma história, estamos no mesmo parque, mas em universos paralelos. A conclusão da saga também é bem diferente, sendo a parte mais distinta entre as duas obras, o que me faz pensar no controverso filme Jurassic Park 2, que supostamente foi dirigido por telefone e foi lançado no mesmo ano em, que a continuação do livro saiu; em conclusões tão diferentes, e com cenas do primeiro livro usadas no segundo filme, que mistérios serão descobertos no livro O Mundo perdido? Assim que souber deixo meu parecer, embora esteja para traz na fila de espera.

Enfim, duas obras excelente, uma é um ótimo livro, que já me fez comprar mais dois do autor, o outro é simplesmente um dos meus filmes favoritos, um ótimo exemplo de que é possível se fazer um ótimo trabalho de adaptação cinematográfica, explorando as potencialidades de uma obra, sem descaracterizar ou até mesmo destruir suas chances num mundo que cada vez lê menos.

2 x RRRRR

tomara que alguém tenha paciência de ler tudo isso...
(Rodrigo às 00:49 depois de quase 2 horas escrevendo)

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