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terça-feira, 4 de maio de 2010

RRResenha 18 - Homem de ferro 2

No meu especial “Melhores da década”, já havia falado sobre o quanto gostei da adaptação de Homem de ferro para as telonas, por isso estava ansioso pela continuação, e ela se provou uma boa ponte para os Vingadores.

Após séculos vendo grandes desastres cinematográficos baseados em HQs (Batman 3 e 4, Quarteto fantástico de Roger Corman, Capitão América, arg!), finalmente fomos brindados com filmes que embora muitas vezes não possuam todo o poder de seus originais de papel, ainda assim são bons exemplos de cine pipoca. Mesmo com o mercado de adaptações indo bem, ainda haviam muitos problemas burocráticos e muita briga por causa dos filmes, com isso grandes heróis demoram anos pra sair do papel, é só ver o exmplo dos personagens da DC, até hoje só existem filmes de Batman e Superman, mesmo assim metade do que foi produzido sobre eles não presta, outros grandes heróis como Flash, Mulher maravilha, Lanterna Verde (esse sai ano que vem), Aquaman, entre outros, nunca tiveram oportunidade. Vendo a oportunidade de arrumar uma grana em tempos de crise no mercado de HQs, a Marvel saiu na frente com um plano audacioso: parar de vender direitos para os grandes estúdios, que levam anos para realizar um projeto e destroem muito no caminho, ou simplesmente nem lançam nada; e passou então a desenvolver por si só os projetos. Tal empreitada permite a Marvel ter um controle criativo maior, mantendo os filmes num tom mais fiel ao dos quadrinhos, além disso permite os tão esperados Crossovers, o encontro entre grandes heróis, que até hoje não aconteceu no cinema. Homem de ferro 2 é o terceiro projeto de uma grande série que começou com Homem de ferro, Hulk, e segue ano que vem com Thor, seguido de Capitão América e Vingadores.

Chega de papo, vamos ao filme!
O filme em si é muito bom, continua seguindo a linha de humor e ação do primeiro. Downey está ótimo como sempre e encarna com perfeição o playboy Tony Stark. Na verdade esse é o grande atrativo do filme, Stark/Downey (ele está mesmo atuando?) é ótimo e consegue carregar o filme nas costas, superando inclusive as cenas de ação, sem dúvidas eu assistiria um filme sobre o Stark mesmo que ele não vestisse sua armadura (nos quadrinhos isso as vezes acontece). Acredito que esse seja o principal fator do sucesso do filme, o personagem principal é muito bom, e acabamos torcendo mais por ele numa disputa contra um grande vendedor de armas, ou no meio de uma audiência com o governo americano do que em sua luta contra um bando de robôs. Mas não é só ele que está bem, o elenco do filme é ótimo e ajuda tanto no humor quanto na ação do filme, Mickey Rourke arrebenta mais uma vez, e prova que realmente não é mais humano. Temos também o ótimo Sam Rockwell como um grande vendedor de armas, e o onipresente Samuel como Fury.


Além das ótimas cenas de humor, e do ótimo elenco, as cenas de ação também são muito boas. As cenas mantém o interesse no personagem, já que ele não é um cara com cuecas por cima das calças, além disso temos também novas verões da armadura, incluindo o personagem Máquina de combate, que é responsável por uma das cenas mais engraçadas do filme (Vou explodir seu bunker com minha ex mulher). Tudo obviamente com efeitos de primeira. Destaque também para a ótima sequência da corrida, que além de ser ótima como ação ainda possui ótimas pitadas de humor.


Há também um ponto legal na montagem, onde várias cenas parecem estar sendo exibidas pela TV, dentro do contexto do filme isso ficou interessante, pena que não foi mantido mais a frente.

Pra finalizar há ainda a deixa para Os Vingadores, diferente do que acontece normalmente com as deixas de continuações, o Marvel se mantém sóbria e eficiente em seu cronograma de filmagens, tornando tudo que aparece no filme totalmente passível de credibilidade, com isso podemos esperar um grande filme daqui a dois anos com Hulk, Homem de ferro, Capitão América, Nick Fury e Thor juntos.

Um ótimo filme, particularmente prefiro o primeiro, acho mais bem amarrado, melhor esclarecido e com cenas melhores de ação, mas essa é uma continuação digna e uma ótima ponte para os novos projetos, mais um belo acerto da Marvel.

RRRR

Ah!!! Ia esquecendo, embora tenha aparecido pouco podemos acrescentar uma quinta estrela para Scarlett Johansson...

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domingo, 25 de abril de 2010

RRResenha 17 - Alice no país das maravilhas


Tim Burton está entre meus diretores favoritos. Seus filmes sempre repletos de personagens bizarros, um humor algumas vezes meio mórbido, roteiros repletos de excentricidades e um visual prá lá de obscuro quase sempre rendem filmes muito interessantes e que se destacam das mesmices que vemos todos os dias. Todos esses detalhes são não seriam nada sem grandes atores, mas por sorte (na verdade sorte nossa) Burton conta com a contribuição de Johnny Depp, um dos melhores atores da atualidade, numa parceria que já rendeu nada menos que sete filmes, incluindo aí dois filmes geniais (Edward e Ed Wood).

Quando anunciaram que Burton tinha sido contratado para fazer sua versão de Alice no país das Maravilhas, com Depp como chapeleiro louco, e tudo isso em 3D, eu fiquei extremamente empolgado. Alice é uma história insana e psicodélica, onde nada além da loucura está presente ao longo da história, e nada melhor que um diretor conhecido por sua visão excêntrica do mundo e de um ator especialista em papeis bizarros para trazer as telas uma nova verão do clássico, tinha tudo para ser o filme do ano. Mas não foi bem assim.

O filme é na verdade uma espécie de continuação da história, passada 13 anos depois de Alice ter visitado o país das Maravilhas. Agora tudo está em ruínas devido à tirania da Rainha Vermelha, e somente Alice pode tentar consertar as coisas.

O filme tem um visual incrível, bem Burtoniuano, com personagens, cenários figurinos e cores prá lá de extravagantes, o que é perfeito para o material que ele tem em mãos, e eu em 3D ficou bem interessante.

As atuação também são boas, tanto por parte do elenco “real”, com Depp bem como sempre (embora na versão dublada seja duro de aturar), a Rainha Vermelha, interpretada pela esposa de Burton, Helena Carter também está ótima, e a jovem Mia Wasikowska dá a força necessária para a crescida Alice, mas como sempre elenco não é um problema. Já o elenco digital consegue até superar o normal, temos o ótimo Gato que rouba algumas cenas e particularmente gostei muito dos coelhos, principalmente o louco.

Tudo ia bem, mas o que torna o filme um grande diferencial do original torna-o também um filme abaixo do esperado. A verdade é que a história de Alice é simplesmente uma sucessão de eventos onde Alice encontra personagens completamente insanos e passa por situação igualmente sem sentido, não existe uma verdadeira história por trás disso, e foi o que Burton tentou mudar. Ele tentou criar um real objetivo para os personagens e uma linha de ação a ser seguida, um real propósito para Alice estar lá e uma ordem linear e “lógica” para o enredo. Isso pra mim foi um grande atrativo, pois acho a história original um pouco sem graça, devido a sua total falta de sentido, mas infelizmente o caminho tomado por Burton acabou por deixar o filme com uma cara de Nárnia, o que com certeza influiu negativamente em minha avaliação.

Na verdade o filme diverte, e não é uma perda total, tornando-se uma boa aventura para a família, com um visual muito legal e uma boa dose de humor, mas está longe de atingir todo o potencial que eu acreditava que poderia ter alcançado, embora eu me pergunte se realmente alguém conseguiria extrair alguma coisa mais concreta daquele material sem pé nem cabeça do que Burton. Infelizmente esperava mais.

RRR

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RRResenha 16 - A Estrada


Depois do fraco “O livro de Eli”, chega aos cinemas mais um filme passado em um mundo pós apocalíptico, e embora ele possua muitos pontos positivos, o filme não consegue ser mais do que mediano.

No filme, Viggo Mortisen, o Aragorn da trilogia do anel (nossa como ele ta velho!!!) parte numa jornada em busca de melhores condições para criar seu filho em meio a um mundo devastado e sem muitas chances de sobrevivência.

A primeira coisa que chama a atenção nesse filme é o visual. O filme tem uma excelente direção de arte, fazendo com que os cenários realmente pareçam ter perecido após anos de falta de manutenção e saques. Os figurinos também são ótimos, todos parecem na verdade mendigos de Nova York, esqueça aqueles visuais meio punks ou com roupas customizadas, aqui é casacão sujo, meia encardida e sapato furado mesmo (tem até carrinho de supermercado), o que confere um dos visuais mais verossímeis que já vi em um filme desse tipo. Tudo isso ainda leva um banho de cinza devido a fotografia extremamente sem cor do filme, deixando realmente um visual de total falta de esperança.

Depois dos quesitos estéticos, vamos ao roteiro. Diferente da maioria dos filmes desse estilo que primam pelo terror (Extermínio) ou ação (Eu sou a lenda, Mad Max 2), este filme traz um elemento pouco tradicional: o drama. Todas as inquietações do personagem que tenta manter a dignidade de sua existência, e principalmente a de seu filho, que para ele é uma dádiva divina, nos atormentam tanto quanto ele. A todo momento vemos seu sofrimento em busca de comida e fugindo de outros sobreviventes, ou então assistimos a mais um doloroso flashback sobre os primeiros anos pós apocalipse. Infelizmente todos esses elementos acabam se tornando repetitivos e cansativos, culminando com um final muito fraco que não combina com o restante do filme.

Uma outra coisa legal foi trabalhar bem a questão da falta de alimento, um elemento que não é utilizado com tanta freqüência, aqui as pessoas tornan se canibais, o que proporciona algumas cenas bem interessantes.

Mesmo com todos esses elementos o filme peca justamente em ficar só nisso. A ação e o suspense são pontuais, deixando o filme muito lento, e em contrapartida a parte dos conflitos psicológicos não é trabalhada suficientemente bem para segurar os longos momentos de lentidão. Com esses aspectos negativos o filme que poderia ser um bom exemplar do gênero acaba se tornando mais um, mas mesmo assim vale ser conferido.

RRR

Obs: Num ponto o filme tem mérito, me fez pensar no que move uma pessoa que encontra-se nessa situação, num mundo realmente perdido, onde não há mais nada, literalmente, a não ser o mais básico instinto de sobrevivência, o que faria alguém continuar tentando viver, ainda mais de uma maneira o mais próxima da humanidade possível, realmente não vejo um motivo, nem mesmo a simples vontade de estar vivo.

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

RRResenha - 16 - Mary e Max


Ano passado eu assisti ao curta Harvie Krumpet, um interessante filme que narra a simplória mas estranha vida do personagem que dá nome ao filme. Semana passada fui conferir Mary e Max, o longa dirigido por Adam Elliot, o mesmo de Harvie, e foi bastante interessante.

Primeiramente, no Brasil existe uma total falta de conhecimento dos funcionários dos cinemas a respeito do que está passando e também uma total falta de noção das pessoas ao achar que todas as animações são para crianças. Resultado: todos os pais que levaram seus filhinhos para assistir ao filme saíram antes da metade. Mas acabaram perdendo um filmão.

O filme narra a história de Mary, uma menina australiana que não possui nenhum amigo e resolve mandar uma carta aleatoriamente para os EUA, quem recebe é Max, um homem com problemas mentais que mora em Nova York, e é dessa estranha ação que surge uma grande amizade.

Como seu curta, alguns pontos estão presentes em seu filme, e são justamente esses pontos que tornam o filme tão interessante. Primeiramente o filme é quase todo narrado, somente em alguns momentos os personagens tem suas vozes ouvidas, mas em geral essas vozes são seus pensamentos, esse elemento narrativo deixa o filme como uma espécie de documentário sobre as singularidades da vida humana. Outro dos bons aspectos do filme é a estranheza dos personagens, eles tem vidas comuns, mas muito estranhas, vários fatos e situações bizarras acontecem mas no geral elas são até aceitáveis. O humor do filme vem justamente desses eventos bizarros, levando nos a rir principalmente do sofrimento dos personagens. Temas como alcoolismo, doenças mentais, homossexualismo, morte e etc são usados para a composição desse estranho cenário de humor negro.

Ainda há um ponto a destacar, a estética dos bonecos por si só é bem interessante e cômica, só de olhar para alguns deles já começamos a achar graça. O diretor usa com habilidade também a paleta de cores, mostrando a Austrália como um pais quente e alaranjado e Nova York como cinza e sem e fria. Com isso ele acrescenta aos poucos um pouco de cor à vida de Max, para mostrar como é importante a amizade com Mary.

Um ótimo filme, que irá brigar na minha lista de fim de ano, imperdível. Ah, vale conferir o curta, tem no youtube com legendas, divirta-se.


RRRR

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RRResenha - 15 - especial de abril

Oi, depois de uma pausa por falta de tempo estou de volta, como deixei muita coisa pendente, estarei escrevendo logo um especial com rápidas considerações sobre as últimas estréias.

Dupla implacável


John Travolta mostra mais uma vez que é um bom ator para filmes de ação. Repetindo sua dose de insanidade presente em “A outra face”, e mais uma vez com um visual pra lá de excêntrico como em “Seqüestro do metrô 123”, Travolta carrega o filme nas costas como um agente pouco ortodoxo que viaja para paris a fim de desmantelar uma célula terrorista. O filme conta com alguns toques de humor e cenas de ação muito boas, mas o roteiro é muito ruim, isso por que o filme não tem nexo e a estrutura do enredo é cheia de falhas e incoerências, pra piorar também temos o outro integrante da “dupla implacável”, o ator Jonathan Rhys, que é muito fraquinho. Apesar de todos os problemas o filme diverte, lógico que só por causa de Travolta, e acaba não sendo tão ruim se você não se preocupar em achar uma lógica na história. O mais curioso é o título, o original é horrível “From Paris with Love”, e o nacional não tem nexo já que o outro cara é um mané.

RRR

Uma noite fora de série
(esse braço não está desproporcional?)

O que esperar de Tina Fey e Steve Carell, os dois queridinhos da comédia juntos como um casal em busca de reacender o casamento, provavelmente um filme muito bom, mas não é bem por aí. Pra começar o filme é dirigido pelo fraco Shawn Levy, responsável por “Uma noite no museu”, sua interferência mais direta está na escolha de filmar com câmera digital, o que deixou a fotografia muito feia, em alguns momentos, principalmente nos de ação, a imagem fica horrível.

Mesmo contando com uma ótima dupla, o filme peca em não aproveitar o potencial dos dois, utilizando de um conceito já conhecido e de piadas já batidas. Particularmente ri somente em duas ou três cenas, e não foi nada que me deixasse com a barriga doendo. Um filme que poderia ter sido bem interessante mas acabou sendo mais um, como não foi uma perda total leva uma conceituação mediana.

RRR

Caso 39

Confesso que quando ví o trailler desse filme não dei nada por ele, fui assistir esperando mais uma porcaria como a maioria dos filmes de terror atuais, mas até que gostei do filme. No filme, Renée Zellweger interpreta uma assistente social que fica encarregada do caso de uma garotinha que supostamente é maltratada pelos pais, em decorrência disso ela acaba assumindo provisoriamente a guarda da criança. Atualmente os traillers tem sido muito longos, entregando muito do filme, as vezes tudo, e esse é mais um caso, se a prévia não tivesse sido tão longa o filme teria sido muito mais interessante, mas mesmo assim ele ainda valeu ser assistido.
A trama tem uma boa fluidez, vai ganhando força aos poucos e te mantém em dúvida do que está acontecendo, infelizmente essas dúvidas seriam maiores sem o trailler. No geral a historia é boa, as cenas não chegam a dar medo em si, mas tirando uns 3 sustos por ruídos, coisas que em filmes desse gênero normalmente são utilizados umas 10 vezes mais, até que é possível ficar com um certo receio dos acontecimentos. A cena da vespa por exemplo é bem angustiante.

As atuações também ajudam, Renée está bem e convence no papel, embora esteja extremamente assustadora, em alguns momentos seu rosto se deforma demais, seja por um choro ou simplesmente por um sorriso, dá lhe botox!!!! A obscura Jodelle Ferland, a garotinha de Silent Hill consegue se passar por uma menina de 12 anos mesmo tendo 16 e convence em mais um filme de terror.

Com um bom roteiro e uma boa fluidez esse filme foi um dos mais interessantes do gênero nos últimos meses, vale à pena.

RRR

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domingo, 11 de abril de 2010

RRResenha 14 - Como treinar seu dragão - ou - Como acabar com o ogro parte 1


Essa resenha chega com um pouco de atraso mas finalmente tenho tempo e cabeça pra escrever.

Depois de assistir ao trailler desse filme umas 200 vezes, estava até desanimado com o filme imaginando ser mais um daqueles filmes sem graça de animação nessa atual corrida que vem rendendo coisas horríveis. A Dreamworks, já tinha nos trazido bons filmes como Shrek (estão doidos pra acabar de vez com o personagem), Kung Fu Panda e Os sem floresta, e dessa vez baseia sua história num livro infantil. Nessa disputa pelo público, a Dreamworks sai perdendo feio pra Pixar (na verdade todas saem, a Dream é a que se sai melhor) que sempre nos traz histórias originais e criativas, com personagens únicos e inesquecíveis, já a Dreamworks trabalha com conceitos já estabelecidos e conhecidos, as piadas e situações são boas mas geralmente são só recicladas, as personagens são boas, mas nem sempre tão bem construídas assim. De qualquer forma, a Dreamworks seria a segunda força no lançamento de animações, e nos traz um bom filme, na verdade melhor do que os anteriores dessa vez.

No filme, um jovem Viking, totalmente fora dos padrões quer provar para toda sua aldeia que pode ser um ótimo guerreiro, para isso ele deve fazer o que todos esperam de um viking: matar dragões. Nessa tentativa de auto afirmação juvenil, ele acaba estabelecendo uma improvável amizade com um raro dragão, e com o tempo começa a observar que os dragões podem não ser realmente a ameaça que todos imaginam.

A trama não traz nada de novo, o rumo da história é bem esperado e previsível, assim como nos últimos filmes do estúdio, mas nesse a construção do desenrolar da história combinada com ótimas cenas de humor e personagens cativantes acabam por criar um filme bastante interessante, que acabam conquistando o expectador e fazendo com que troçamos para o sucesso dos personagens mesmo quando temos certeza de que não haverá sucesso naquela ação. As sequencias das conversas entre pai e filho e o treinamento ao ótimas e o dragão, que embora pareça um pokemóm rapidamente nos conquista.

Outro aspecto que devo ressaltar é a qualidade da animação. As texturas do filme são incríveis, tudo parece bastante real, principalmente as roupas e barbas dos vikings, em alguns deles é possível observar pelos nos braços e sinais na pele, mas nem por isso você deixa de acreditar que aquilo é um desenho, o que é ótimo, pois mantemos a aparência estilizada mas com o máximo de detalhes reais.

Um ótimo filme que deve ser assistido em 3D, superando e muito minhas expectativas, e provavelmente a segunda melhor animação do ano (vai perder pro Toy Story 3) mas vai ser muito superior ao Shrek 4 que irá enterrar de vez o Ogro.

RRRR

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quarta-feira, 31 de março de 2010

RRResenha 13 - A caixa - ou - como desperdiçar uma ótima idéia


Há muito vejo o trailer desse filme e estava me irritando com os adiamentos contínuos, afinal a premissa era boa (embora isso não queira dizer nada), e o diretor Richard Kelly foi o responsável pelo ótimo Donnie Darko (que dizer menos ainda), enfim, fui ao cinema!

O filme começa bem, indo direto ao assunto: um casal recebe uma caixa, dentro tem um aparelho com um botão e um cartão. A ótima fotografia que nos remete ao passado e a trilha que também é muito boa vão ajudando a compor o filme. Em seguida surge um homem que explica que se ela apertar o botão alguém que ela não conhece irá morrer e ela receberá um milhão de dólares. A partir daí o filme esquenta e melhora. A série de acontecimentos e a sequencia de montagem paralela é muito boa.

A trama continua indo bem, tudo vai ficando complicado e confuso, tudo é estranho, bizarro e misterioso, até aí meu filme era um quatro Rs indo pra cinco, mas então o filme toma um caminho que embora seja o meu preferido em muitos casos, nesse me pareceu um erro tremendo: resolveu começar a explicar as coisas.

Algumas coisas eram interessantes e convenciam, mas outras colocaram o filme pra baixo, a cena dos três portais matou um R na hora. O filme então começou a se alongar tentando nos explicar algo que era muito melhor quando misterioso, como uma bela teoria de conspiração. O final foi demorando, demorando e o filme foi perdendo muito, o que acabou me cansando.

Infelizmente um filme que tinha tudo para ser ótimo, e até foi por 1h, depois ficou pra lá de comum, nem a beleza (que já está se gastando) de Cameron Diaz conseguiu segurar a nota, uma pena.

RRR

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terça-feira, 23 de março de 2010

RRResenha 12 - Um homem sério - ou - Como arrasar de todas as formas a vida de um homem


Finalmente estreou o novo trabalho dos irmãos Coen, Um homem sério, e assim consegui assistir para comentar, que diferente do Mr. M (o mestre dos segredos secretos ocultos, leia com a voz do Cid Moreira), esperei a estréia, mas isso é outro assunto.

Os Coen tem por tradição enrolar as vidas dos protagonistas. Eles sofrem um bocado e com o refinado humor negro desses diretores/roteiristas, acabamos nos divertindo com a desgraça alheia. Em “Um homem sério”, eles resolveram pegar pesado com o personagem principal, um professor judeu que começa a passar por sérios problemas, que vão desde problemas familiares até sérios problemas no emprego, mas sempre tentando manter a fé de que tudo irá se resolver. O problema é que o cara está passando por um período realmente muito ruim, tudo, exatamente tudo que acontece no filme é pra prejudicar o personagem, mesmo quando acreditamos que certo acontecimento pode vir a trazer um momento de paz, na verdade é só mais um motivo para piorar a situação. Só por isso o filme já “diverte” (é um absurdo o cara sofrendo lá e a gente rindo dele), mas quando ele resolve procurar conselhos com os rabinos, aí temos alguns dos melhores momentos do ano, e sem dúvida a melhor frase: “Não, eu não sei o que você deve fazer. E Deus não lhe deve satisfações de suas ações sobre sua vida.” (rabino falando com ele).

Além disso o filme é um verdadeiro freak show, bem ao estilo Coen. Os atores foram escolhidos a dedo, são pessoas esquisitas, com caracterizações tão estranhas quanto (o filme se passar na década de 60 também contribui para essa feiúra).

Assim como os outros trabalhos da dupla (embora não tenha assistido à todos), um filme tecnicamente muito bom, com uma boa fotografia e boa montagem, com personagens curiosos e uma verdadeira jornada de sofrimento que culmina num olho de furacão, que nos deixa sem saber se será possível que ele tenha uma vida normal novamente, só nos resta rezar por ele (enquanto não estamos rindo).

RRRR

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segunda-feira, 22 de março de 2010

RRResenha 11 - O livro de Eli - ou - o pastor samurai


Antes ela que o Denzel parecendo um mendigo

Dirigido pelos irmão Hughes, responsáveis pelo mediano “Do inferno”, “O livro de Eli” é mais um mediano filme sobre futuros pós apocalípticos. Estrelado pelo quase sempre bom Denzel Washington (que até vinha de uns trabalhos legais como Seqüestro do metrô e O plano perfeito), o filme conta a história de um homem que viaja pelos EUA devastados pela guerra e repleto de “chacais” (os bandidos como em Mad Max 2 e 3) em busca de um lugar para cumprir sua missão.

Bom, como não vou aconselhar ninguém a ver esse filme, o texto à seguir está repleto de spoilers!!!!

Bem, o filme até que tinha uma premissa legalzinha: Eli (Denzel) carrega um livro consigo, esse livro é a chave para o futuro da humanidade, já Gary Oldman é um ditador de uma cidadezinha e está a anos procurando esse livro para conseguir mais poder, até que Eli passa por sua cidade e eles irão travar um confronto pela posse do livro. Mas infelizmente não é só de premissa que se faz um filme. Na verdade o filme é tudo isso aí mesmo, e ele cumpre com o que promete, o problema é que isso é muito pouco e nada empolgante.

Comecemos pelo livro: O livro em questão poderia ser usado de diversas formas, inclusive numa opção mais interessante, sem revelar o conteúdo do livro. Seria um objeto misterioso que terminaríamos o filme sem saber que poder é esse que ele guardava, assim como a caixa em “A morte num beijo” (embora seja possível descobrir) ou a mala em “Ronin” (esse sim é um ótimo exemplo). O segredo ajuda a tornar as coisas mais interessantes, mas não eles optaram por nos revelar já no trailer (ou você não percebeu que era a Biblia?). Com essa escolha eles até tinham um bom caminho pela frente, é aceitável dizer que num mundo sem esperança a única bíblia que ainda existe pode ser usada para ajudar a reconstruir o mundo ou dominar o coração dos fracos, sim isso é muito legal, mas no filme não ficou. Esse papo de espadachim missionário não colou e ajudou a afundar a conclusão do filme, que é surpresa, e muito ruim de engolir.

As cenas de ação são o ponto forte do filme. Eli é um verdadeiro ninja, e acaba com gangues inteiras somente com um facão, além disso ele também é um ótimo atirador, derrotando um grupo de bandidos com uma pistola, e olha que ele é cego! (ih, lá se vai mais um spoiler, eu disse pra não ler!) Os diretores também tem méritos em usar a tecnologia de forma que o espectador não perceba seu uso e isso contribua para a ação da cena, dois exemplos são a cena que Solara (Mila Kunis) enforca o cara no carro, nesse momento a câmera sai do carro em movimento por uma fresta na porta e vemos a capotagem. O outro, que é um dos melhores momentos do filme é um plano sequência de um tiroteio onde a câmera se move livremente pela ação.


Voltando ao contexto do filme, tudo parece meio forçado, os personagens não são bons e a conclusão do filme é triste. Outra coisa que também me incomodou foi a fotografia, particularmente não gostei da opção cinza na cor.

Esse é simplesmente mais um fraco exemplar dos filmes apocalípticos, assim como Waterworld. Se você quer ver um bom filme de últimos dias de humanidade cuja esperança está num frágil objeto, com ótimas cenas de ação e planos sequencia geniais, fique lonje de Eli e assista “Filhos da esperança”, você será muito mais feliz seguindo meu conselho.

RR

Vale uma observação: Mais uma vez percebo problemas com o sistema de som de uma sala, algo que está se tornando muito comum no RJ. Pagamos ingressos caríssimos e não há nenhuma preocupação em manutenção no som, o som do nova América e do Norte Shopping tem andando horrível, e nesse domingo foi irritante assistir o filme com estalos a cada 30s e com variação de volume, imperdoável!

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segunda-feira, 15 de março de 2010

RRResenha - 10 - Tenacious D e a paleta do destino


Já fazia algum tempo que queria ver esse filme e hoje com o cancelamento do show do Guns acabei conseguindo.

O filme é levemente baseado na história da banda que dá nome ao filme, Tenacious D, isso mesmo, essa banda existe, e ela é composta pelos protagonistas do filme. No filme, Jack Black sai em busca de seu sonho: se tornar um ídolo do Rock; em sua jornada ele acaba se deparando com Kyle Gass, juntos eles formam a Tenacious D e partem numa jornada atrás da paleta do destino, uma paleta mágica capaz de tornar qualquer banda um enorme sucesso.

Pra começar o filme é um musical, mas diferente do que estamos acostumados, todas as músicas são rock, com letras bem humoradas e recheadas de palavrões, e muito bem interpretadas por Black, que é o vocal da banda. As músicas na verdade são as músicas de trabalho da banda, que durante os shows encena como se fosse um teatro os eventos narrados nas músicas.

O roteiro em si é recheado de referências, desde outras obras cinematográficas a obras de arte, passando por cartas de tarô, desenhos animados, ocultismo, satanismo, enfim, tudo que era possível ou não de se associar à cultura do Heavy Metal.

Já as atuações são ótimas, Black como sempre, não interpreta papel nenhum, ele sempre é aquele poço sem fundo de hiperatividade, sempre com careteiro e performático. Já Kyle Gass, é cômico só de olhar para ele, um homem de meia idade, careca, gordo, com cara de tio bobão e solteiro, em nada combina com um astro do rock, o que ajuda a criar a comicidade para o papel. Já os coadjuvantes temos três boas participações: Bem Stiller e Tim Robins que estão ótimos e hilários em seus papeis e para o garoto que interpreta Black quando criança, o moleque é simplesmente igual, e consegue reproduzir perfeitamente todos os trejeitos do ator.
Recheado de referências, com cenas hilárias e com músicas igualmente eficientes,

Tenacious D é um filme para ser assistido naqueles momentos em que só o que você quer é assistir um bom filme pra rir. Diversão garantida nessa aventura musical insana e politicamente incorreta.

RRRR

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domingo, 14 de março de 2010

RRResenha - 9 - Ilha do medo (Shutter Island) - Scorcese está de volta!!!!


Depois de quatro anos sem lançar um filme (tirando o documentário dos Rolling Stones), Martin Scorcese volta em grande estilo com: A Ilha do medo (Shutter Island).
Mantendo sua característica de formar parcerias de sucesso como anteriormente com Robert DeNiro, nesse temos o quarto trabalho com Leonardo DiCaprio. O ator, antes um possível candidato à bonitinho do cinema, hoje mostra que é um ator sério, sempre envolvido em projetos onde seu desempenho conte mais que sua beleza (Infiltrados, Diamantes de sangue, Rede de mentiras) e sempre com grandes performances, e dessa vez não é diferente. Em Ilha do medo, Leo é um agente federal que vai, em companhia de seu novo parceiro investigar uma fuga impossível em uma ilha prisão. Chegando lá ele terá que descobrir os mistérios da instituição e em contra partida lutar contra seus demônios pessoais.
O roteiro do filme juntamente com a ótima edição nos deixa extremamente confusos e perturbados, em alguns momentos é difícil entender que rumos a investigação está tomando, novos nomes e segredos vão sendo revelados, mas é difícil manter a sanidade dentro daquela instituição, todos parecem estar conspirando, tudo é suspeito, por isso acabamos nos entregando aquela histeria coletiva e aguardamos que no fim tudo faça sentido, e faz. Esse é o grande mérito do filme, é um filme onde a loucura e conspiração estão por toda a parte, como uma bruma, densa e que nos impede de enxergar adiante, mas sua conclusão é clara como um dia de sol. Embora pistas sejam dadas desde a primeira cena (confesso que com 15 min de filme já sabia a conclusão), as armadilhas são jogadas por todos os lados, nos levando a duvidar de tudo o que vemos e ouvimos o tempo todo, nos deixando para o último segundo de filme a certeza do fim do mistério (mesmo sabendo como terminaria, ainda esperei por uma reviravolta até o final).
Outro ponto legal foi o uso de uma trilha sonora marcante, muito parecida com a de Cabo do medo outro filme sobre loucura e violência do diretor.
Um filme complexo mas muito bem estruturado e dirigido, com uma boa atuação de DiCaprio, com uma montagem muito interessante e um trabalho de fotografia que ajuda a compor o clima de insanidade. Infelizmente um filme para poucos, na saída do cinema as pessoas reclamavam muito do filme, o que vai prejudicar a divulgação boca a boca desse que é fácil um dos melhores do ano. Imperdível!!!!!!!
RRRRR

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terça-feira, 9 de março de 2010

RRResenha - 8 - Guerra ao terror - ou - como derrotar o maior blockbuster da história


Oi, em decorrência do ótimo resultado de Guerra ao terror no Oscar desse ano, resolvi fazer minha resenha, mesmo estando um pouquinho atrasada.
Vencedor de 6 prêmios esse ano, incluindo os dois principais (filme e direção), Guerra ao terror nos mostra o dia a dia dos soldados americanos no oriente médio, mas especificamente um esquadrão anti bomba. Logo no início temos uma sequência que nos deixa tensos e grudados na poltrona, a partir daí o filme ganha força e unindo a tensão dos soldados por estarem num país “hostil”, com a tarefa de desarmar explosivos, temos um filme inteiro onde quase não há tempo para respirar (confesso que após o início do filme me mantive num estado de apinéia por toda a projeção). Além disso o filme conta com boas atuações e uma montagem excelente, nos proporcionando um clima bastante tenso mas sem aquele senso de desorientação tão em moda em filmes atuais.
Um outro ponto que causou algum falatório foi o fato de o filme não se manifestar politicamente, ou criticamente. Acredito que só por que estamos passando por um momento onde são questionadas as ações americanas no oriente médio, ou seja lá qual for o tema, não há necessidade de todo filme levantar uma bandeira, este filme deve ser visto simplesmente como um entretenimento, nada mais, já um filme também sobre esse tema e que faz criticas pesadas e chocantes de forma bastante crua é o Redacted (não foi lançado no Brasil), nele a critica é tão pesada que nem chegou a estrear em larga escala, e nem chegou por aqui.
Voltando aos méritos do filme, os prêmios acabaram sendo justos, embora seja estranho um filme de baixo orçamento e que mal foi visto levar vários prêmios como foi o caso, mas fico feliz que um bom filme dirigido por uma mulher tenha se dado tão bem, afinal, Avatar já é um marco histórico, com ou sem Oscars.

Obs: O prêmio de melhor ator coadjuvante para Christoph Waltz foi de longe a melhor coisa da noite, o cara era um total desconhecido ontem, e hoje leva um prêmio mais do que justo por sua excelente atuação em Bastardos Inglórios, a emoção dele no discurso e sua mão tremendo absurdamente foram a prova de que mesmo desacreditado por muitos, o Oscar ainda é uma coisa significativa para a industria.

RRRR

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