
Du Peixe, vocalista da maior banda nacional ( e uma das maiores do mundo), Nação Zumbi, está postando na site da banda uns podcasts bem legais. Ainda não escutei todos, mas já escutei o n° 3 ("só love") com Gal, Robertão, Kraftwerk... muito bom. Vale a pena dá uma conferida: http://www.nacaozumbi.com.br/ e clicar no link PODCAST.
domingo, 4 de abril de 2010
Podcasts Du Peixe (Nação Zumbi)
Planeta 51
O personagem principal da história é Lem, um bichinho verde do tal planeta 51 que acaba de ser chamado para trabalhar no planetário da cidade local. Por algum motivo, esses seres verdinhos temem uma invasão alienígena, achando que serão transformados em zumbis ou terão seus cérebros devorados. É então que um ser humando chega a esse planeta e a confusão começa. Lem decide ajudar o astronauta a voltar para a Terra enquanto foge dos militares que buscam esse "alienígena".
Essa premissa simples não traz nada de novo, mas, sinceramente, muitas vezes a história é o que menos interessa. Ao vermos filmes assim queremos curtir personagens divertidos e boas sacadas. E, olha, diria que aqui nem personagens temos! Os "indivíduos" agem cada hora de um jeito. Sei lá, não existe personalidade neles. Os diálogos são horrorosos, de doer mesmo, e as piadinhas, péssimas. As citações a outros filmes são abundantes e óbvias, o que chega a irritar. Enfim, é tudo bobo demais, e se você se atrever a assisti-lo, irá constatar isso em pouco tempo.
O pior de tudo é que não acontece envolvimento nenhum com o filme. Isso torna suas (muitas) falhas imperdoáveis.
Nem sei qual é a produtora desta "obra", mas é por essa e outras bombas que a Pixar vai continuar sendo o estúdio de animação preferido de todos. Que digam que a Pixar é supervalorizada. Mas a verdade é que seus filmes são cativantes, diferentemente desta porcaria em questão.
Cotação? A menor possível! Só não digo que é a pior animação que já assisti pois existe O Galinho Chicken Little.
sábado, 3 de abril de 2010
Imagem Selvagem - Morro da Urca
Usando a idéia dos outros amigos sonolentos - para não dizer, como um trocadilho com essa imagem, "dando uma de macaco de imitação" -, posto aqui foto que tirei no Morro da Urca. Achei que ficou legal; espero que concordem.
Rádio Sono Súbito - Programa #1
É isso mesmo! Em caráter experimental, estamos colocando no ar a Rádio Sono Súbito! Se tudo correr bem, transformaremos tal projeto num podcast.
O tema do primeiro programa foi esse: Músicas pouco conhecidas de artistas renomados.
A primeira faixa foi "Cinzas" do Fagner do disco Orós de 1977.-image011.jpg)
A segunda faixa foi "De Cara/Quero essa mulher" do Caetano do disco Araçá Azul de 1973.
A terceira faixa foi "Porrada" dos Titãs (Arnaldo Antunes no vocal) do disco Cabeça Dinossauro de 1986.
O som das intervenções e comentários não ficou legal, fizemos tudo no improviso, mas o som das faixas está com uma qualidade muito boa.
Escutem aí:
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Frase da Semana #02
Essa é de um dos poetas mais geniais e que admiro muito, o gaúcho Mário Quintana.
Retirada do livro "Poemas Para a Infância":
Fatos Consumados
...e se eles te apertarem muito sobre o que quiseste dizer com um poe-
ma, pergunta-lhes apenas o que Deus quis dizer com este nosso mundo...
Post extra - Disney: momentos de crise
Esse vídeo sensacional mostra que até a Disney já passou por cirses de criatividade (passa até hoje :( ). Imperdível!
http://www.youtube.com/watch?v=vh84g8rC2oA&feature=player_embedded
Biblioteca 1 - Jurassic Park (Michael Crichton)

Estou criando aqui um novo tópico onde irei postar comentários sobre o que eu tiver acabado de ler. Atualmente tenho lido bastante, um hábito que surgiu no fim da faculdade quando descobri que era um ótimo passatempo na condução. Com o passar dos anos deixou de ser um passatempo e se tornou um ritual obrigatório, já que passei a ler somente quando estou na rua, em decorrência disso, é possível me ver andando num shopping com um livro embaixo do braço, para o momento que eu for voltar pra casa, cada minuto sem fazer nada é motivo para ler (filas, esperando alguém, lanchando, etc). Com o tempo as técnicas foram se aprimorando, e hoje leio até em pé em ônibus. Enfim, fiquei viciado.
Depois de tanto escrever sobre filmes, pensei que seria legal escrever sobre um livro, e acabei gostando da idéia, sendo esse meu maior post até hoje. Tudo bem que o tema favoreceu, mas realmente fiquei satisfeito com o resultado, bom depois de 1:30 escrevendo nem sei se está realmente bom. Espero que fiquem satisfeitos com minha estréia , e aguardem pelo próximo, atualmente estou lendo o primeiro volume da trilogia sueca “Millenniun”, que está sendo adaptada e será dirigido por David Fincher.
Alguns anos atrás descobri que o filme Jurassic Park tinha sido baseado num livro, na época achei interessante mas não dei muita bola. Atualmente leio uma média de 20 livros por anos, portanto os livros se tornaram algo valioso, com isso a busca por novos escritores começou, e me lembrei que seria bom ler um autor presumivelmente competente e autor de coisas interessantes, mesmo que a maioria de seus livros adaptados não sejam grande coisa (como Congo por exemplo). Isso nos leva a uma outra questão: Hollywood em sua sede por material, sempre adaptou a literatura, infelizmente isso tem uma margem de erro de uns 50%. Antes, eu preferia nem ler o livro após um filme ruim, mas hoje, lendo os originais antes de assistir o filme comprovei que na verdade 90% os livros são muito melhores que os filmes, mesmo que esses sejam ótimas adaptações (como a série Harry Potter). Vale comentar aqui um filme que é fraquíssimo e possui um livro tão ruim ou até pior: Hannibal; o livro é ruim demais, conseguindo encerrar a trilogia pior do que o filme, e olha que o filme é muito fraco.
Voltando ao JP, encontrei o livro num sebo, com capa dura e em ótimo estado, por apenas R$7,00, ele permaneceu em minha prateleira por um bom tempo, aguardando por uma oportunidade em meio a livros novinhos que vinham chegando pelo correio.Duas semanas atrás a vez dele surgiu por acaso, e logo na introdução o autor Michael Crichton mostrou o por que de sua fama, o livro é incrível!
Voltando a Hollywood...
Em 1990 é lançado o livro Jurassic Park, 3 anos depois o genial (pode sacanear Mister M!) Steven Spielberg lança uma das aventuras mais mágicas do cinema (provavelmente a melhor da década de 90, espero comentários negativos M), sua versão do livro para as telas se torna um sucesso mundial, as filas para assistir eram imensas (eu peguei uma fila de 3 horas no São Luiz, numa das raras ocasiões que meu pai me levou ao cinema), tanto que até hoje ainda é a 13º maior bilheteria da história (tendo em sua frente quase que totalmente filmes dos anos 2000), os efeitos foram um verdadeiro marco e até hoje impressionam. Realmente o filme é primoroso e ao abrir o livro esperava ver uma transcrição quase literal do que havia ali, assim como À espera de um milagre (que é absurdamente fiel). Ao fim do livro temos grande satisfação de saber que duas pessoas geniais produziram obras memoráveis sobre a mesma história, mas cada uma explorando ao máximo as potencialidades de sua mídia (ou arte).
Steven Spielberg, que na época estava em plena forma, nos apresenta um filme único. Ele usa de um comentário feito pelo próprio autor em uma passagem do livro, quando ele diz que “as crianças amam dinossauros”. Spielberg capta essa idéia e revela ao mundo que TODOS, amamos dinossauros. À partir daí ele cria um ambiente único de aventura e ficção onde aqueles monstros parecem realmente existir, inclusive transformando adultos em crianças. O filme é antológico, até hoje é impossível esquecer cenas como o copo tremendo com os passos do T-Rex, o suspense e a ação andam lado a lado nos alimentando aos poucos da fome de carne de réptil (ou ave, já que os dinossauros são parentes das aves), introduzindo meticulosamente os dinossauros no filme, primeiro um bebê, depois um Triceratops deitado, até finalmente um T-Rex gigantesco, o primeiro a aparecer em sua magnitude.
Tudo isso embalado por uma trilha sonora sensacional, composta por mais um gênio chamado John Willians (um carinha que compôs umas trilhas sem expressão como Indiana Jones, Star Wars, E.T., Tubarão, Superman e mais uns 100 filmes e seriados), enfim, ele conseguiu sugar exatamente o que Hollywood e o público queriam e fez isso com maestria.
Já o livro segue por um caminho totalmente diferente. Ler sobre dinossauros não é nada comparado com ver um dinossauro correndo atrás de um paleontólogo e duas crianças, e na verdade essa não é a proposta do livro, na verdade os dinossauros são somente coadjuvantes nesse maravilhoso exercício de reflexão criado pelo autor. Michael Crichton era formado em medicina pela Harvard Medical School, e seus livros são conhecidos por conter ação, suspense e muitos detalhes técnicos sobre medicina e tecnologia, sendo conhecidos como Techno triller. Nessa obra, Crichton usa a idéia do parque habitado por dinossauros para desenvolver uma reflexão sobre temas que estavam começando a se tornar populares em discussões na época, mas que hoje são amplamente discutidos (vale aqui que estou supondo essa teoria, realmente não consigo ver na realidade da década de 80 no Brasil o tema genética sendo anunciado e debatido no Jornal Nacional): a teoria do caos, os avanços tecnológicos e a ética e o controle do avanço da engenharia genética.
A abordagem do livro abocanha o leitor pela jugular e o mantém sedento por novos debates e ponderações o tempo todo, tanto que para mim o grande personagem do livro não é o doutor Alan Grant (Sam Neill), que no livro está mais para Indiana Jones, muito menos o T-Rex (esse é o ator principal no filme), mas sim o matemático Ian Malcon (que no filme foi interpretado por Jeff Goldblum, um mero coadjuvante sem importância que nnguém nem lembra), no livro ele é a grande mente que irá refletir e nos apresentar todas as suas teorias acerca do parque, com isso ele consegue criar uma expectativa no leitor que espera avidamente por uma nova aparição do personagem. Além da parte Techno, a parte triller também é ótima, sendo muito bem conduzida, com ótimas sequências de ação (algumas estão no segundo filme(?), e outras nem sequer foram usadas) e suspense, mostrando-se muito mais violento e sanguinário que no filme.
A história desde o início é a mesma, mas é diferente a todo momento. Não é simplesmente como um upgrade de informações, é na verdade todo um novo rumo e acontecimentos diferentes na mesma história, estamos no mesmo parque, mas em universos paralelos. A conclusão da saga também é bem diferente, sendo a parte mais distinta entre as duas obras, o que me faz pensar no controverso filme Jurassic Park 2, que supostamente foi dirigido por telefone e foi lançado no mesmo ano em, que a continuação do livro saiu; em conclusões tão diferentes, e com cenas do primeiro livro usadas no segundo filme, que mistérios serão descobertos no livro O Mundo perdido? Assim que souber deixo meu parecer, embora esteja para traz na fila de espera.
Enfim, duas obras excelente, uma é um ótimo livro, que já me fez comprar mais dois do autor, o outro é simplesmente um dos meus filmes favoritos, um ótimo exemplo de que é possível se fazer um ótimo trabalho de adaptação cinematográfica, explorando as potencialidades de uma obra, sem descaracterizar ou até mesmo destruir suas chances num mundo que cada vez lê menos.
2 x RRRRR
tomara que alguém tenha paciência de ler tudo isso...
(Rodrigo às 00:49 depois de quase 2 horas escrevendo)
