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sábado, 27 de março de 2010

Saga Guns - Parte 3 (final?)

Após retirar os óculos, Achilles foi cheio de atitude falar com os caras. Eu concordava com ele, mas tinha uma grande preocupação em mente: caso os caras resolvessem arrumar confusão, existia a possibilidade de não vermos o show, e tinha gasto muita grana e muito tempo, faltando poucas horas para o show e eu iria jogar tudo fora por que eu entraria atrás de 2 caras, sendo que a fila era gigante. Resolvi tentar acalmar o cara que estava quase partindo pra cima deles, mas no fim eles foram pra trás da gente. Passados alguns minutos o telefone de um deles toca e eles entram mais na frente onde tem alguns amigos esperando, no fim deu na mesma.

Após uma hora e meia, finalmente entramos na parte da revista. Diferente do Rio, que não podemos entrar nem com um 7 belo, lá entrei com um sanduíche do Subway, mas encrencaram com o Alf, só por que ele tinha umas correntes e tal. O Alf acabou subornando um segurança, e após os problemas resolvidos finalmente entramos no local do show, um amplo estacionamento com arquibancadas montadas do lado esquerdo e um mega palco com cinco telões. Isso aconteceu por volta das 21:30h

O show estava marcado para as 21h, o tempo foi passando, o palco continuava sendo arrumado, e em determinado momento tinha 3 baterias!!!! As horas passaram e nada ocorreu. Os boatos começaram a surgir e graças a todo aparato tecnológico levado por Achilles, começamos a fuçar a net. Descobrimos que no RJ a chuva castigava e que supostamente eles teriam fretado um voo e saído de lá umas 22h! Porra, o show era as 21h e eles saem de outro estado 1h depois!

23:30h
Surge no palco a banda Rosa tatuada (que nome), eles tocam três músicas ao som de vaias e vão embora. Mais uma vez silêncio.

00:00h
Sobe ao palco Sebastian Bach. Juro que tive a impressão que muitos acharam que era o Guns, muita gente gritou como desesperados mas depois o volume baixou. Ele deu uma arranhada no português, cantou umas músicas antigas e alguma coisa nova. O público gostou, mas ficou bom mesmo no fim com “I remember you”. A todo foram umas dez músicas, depois mais um momento de apreensão.

O tempo passava, estávamos sentados no chão após um dia inteiro na rua, já faziam 19h que estávamos acordados, o palco com alguns técnicos e nada mais. Até que finalmente as 1:40 da manhã, com quase 5 horas de atraso, sobe ao palco o Guns N’ Roses.

O show começa com a música nova, “Chinese democracy”, o público mal ouve, ainda está anestesiado e gritando. Sem tempo para respirarmos ele incendeia o palco (literalmente) com “Welcome to the jungle”, não preciso dizer que após 20h em pé, e pular como um louco nessa música eu quase rompi meu tendão de Aquiles (esse com qu mesmo).

A voz do Axl não é a mesma de antes, mas ele ainda consegue segurar o show e soltar alguns daqueles agudos famosos, além disso a banda é muito boa. Muito se discute que o Guns não tem graça sem o Slash e eu discordo profundamente. O Slash é genial sim, e toda sua criatividade vão fazer falta na composição de novas melodias, isso é fato, mas eu não estou nem aí para novas melodias! Esse cd levou mais de 10 anos pra sair, um novo cd provavelmente nunca sairá, mas eu não estou interessado nisso, eu quero ouvir os grandes clássicos, e por mais genial que Slash tenha sido, os novos guitarristas sã muito bons e conseguem repetir os feitos do antecessor.

O show vira um verdadeiro passeio nostálgico com os antigos clássicos (a maioria do disco Appetite), alternando com mais algumas novas (umas cinco no total). Com alguns intervalos para troca de roupa e provavelmente para fazer algumas coisas que não convém se discutir nesse blog, sempre segurados por solos de guitarra ou piano (estão aí a trilha de Missão impossível e A pantera cor de rosa), o show vai seguindo muito bem. Nessa altura já estava com a stamina em -57, mas ainda havia o biss, com “Patience” e “Paradise City”, show!!!!

Sem tempo de pensar partimos do local do show para ir ao aeroporto, nosso voo saia em duas horas e meia e não sabíamos ao certo o quão longe estávamos. No fim, tudo correu bem. Confesso que a única coisa que ví durante a volta foi a aeromoça me trazendo o lanche, fora isso não ví mais nada!

Foi caro, muuuuito cansativo, mas valeu muito a pena, e dia 4 estarei lá vendo eles de novo.

Guns N’ Roses!!!!
Guns N’ Roses!!!!
Guns N’ Roses!!!!
Guns N’ Roses!!!!

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sexta-feira, 19 de março de 2010

Saga Guns and Roses - 2 - A jornada

Atenção: O relato á seguir, embora seja baseado em fatos e pessoas reais pode ter sofrido algumas alterações.

Terça, 16 de março, 7:40h.
Chegamos ao aeroporto, pegamos nossas passagens e aguardamos pelo voo, nessa hora ainda estávamos bem empolgados e cheios de energia. Após uma viagem tranqüila desembarcamos em Porto Alegre às 11:30 e pegamos algumas informações com um funcionário do aeroporto (com um pouco de medo, após termos visto que os gaúchos são os que mais dão informações erradas no Brasil). Na véspera da viagem, tínhamos feito uma busca por pontos turísticos na capital, mas não encontramos muitas opções para turistas de uma tarde, portanto escolhemos ir ao museu de Ciência e Tecnologia da PUC, no ônibus nós éramos de outro planeta, todos de preto, segurando um boneco do Alf, o Achilles usando um chapéu e um short de ciclismo, tirando fotos e etc. O lugar até era legal, mas nos ocupou por somente uma hora.




Fomos para o centro, que parece com o do Rio mas com menos pessoas feias e menos tumulto (mas também muito mais sem graça), almoçamos num como o quanto aguentar por R$9,99, incluindo a sobremesa, e acredite, o Achilles levou bem à sério o “quanto agüentar”. Uma hora depois saímos do restaurante, e confesso que já não estava mais afim de fazer nada.


Alguem se atreve a comer um "xis cachorro" rs?

Descobrimos que havia um grande shopping (quando digo grande, quero dizer o maior da região sul) relativamente perto do local do show, e isso por mais sem criatividade que possa parecer é a melhor opção para esse tipo de situação. Lá você tem diversidade de locais para comer, sombra, assentos, banheiro e ar condicionado, além de um táxi sem precisar fazer sinal. O shopping não era isso tudo, comparado com o que temos aqui era médio, um pouco maior que o Nova América. Alguns fatos curiosos no shopping: não havia nenhuma loja Americanas, outra coisa que chamava a atenção era a ausência de crianças, na verdade não havia muita gente mesmo, mas crianças são um artigo relativamente escasso em Porto Alegre, confesso que fiquei muito feliz com isso. Após uma longa espera, incluindo ser chamado a atenção pelo segurança do cinema porque estávamos dormindo nos sofás da recepção, um leve furto de energia (também no cinema), para carregarmos as baterias da câmera, um lanche e uma ida ao banheiro, tomamos um táxi e partimos para o show.

O show ocorreu num estacionamento localizado no fim de Porto Alegre, bem na beira da estrada. Chegamos por volta das 20h, pegamos nossos ingressos em meio à uma multidão de cambistas, o interessante do show era que os cambistas eram como abutres em carniça, corriam 3 ou 4 pra cima de alguém que parecesse ter interesse nos ingressos, como era na época de escola na hora que alguém aparecia com um bolão de figurinhas repetidas, a polícia simplesmente olhava e não fazia nada, igualzinha a nossa. Compramos umas camisetas (sim existem muitos camelôs em Porto Alegre, e a maioria tem sotaque carioca) e fomos para a fila, e que fila! Lá a polícia nem parece que está trabalhando, deve ter visto uns 5 policiais para toda aquela gente, e nada de confusão, e o mais intrigante, 99,999999% das pessoas estavam respeitando a ordem, o que ocasionou um fila gigantesca que se estendia pela estrada, nós caminhávamos mas não conseguíamos ver o fim. Após 1km achamos o final. A fila andava devagar, e quando tínhamos andado uns 50m algo inacreditável aconteceu: esse 0,0000001% resolveu furar a fila justamente na nossa frente. Eu não tinha percebido, e na verdade não queria acreditar que alguém fosse furar uma fila de 1km faltando 950m pra acabar, mas realmente aconteceu. Eu estava em ritmo de show, contente por estar lá e nem me estressei, mas o Achilles tirou os óculos e partiu pra cima dos caras.


Ufa, continua...

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quinta-feira, 18 de março de 2010

Saga Guns and Roses - Parte 1

Tudo começou em janeiro de 2001, nessa época eu estava passando por uma fase em que eu realmente acompanhava o mundo musical e tentava descobrir novas bandas, foi nessa época também que comprei meus primeiros CDs. Com a realização do Rock in Rio eu acabei conhecendo a banda Guns and Roses, até aquele momento eu nem tinha interesse de ir no evento, tanto que naquela manhã de 14 de janeiro eu encontrei uns amigos à caminho que me chamaram pra ir junto, mas nem liguei. Após assistir o show em casa, eu prometi a mim mesmo que na próxima vez que essa banda viesse ao RJ eu estaria no show.
Muitos boatos circularam mas nada de show. Até que no ano passado foi confirmado, o Guns viria ao Brasil! Logo no segundo dia da pré venda, comprei meu ingresso, agora era só esperar o dia, e quando ele finalmente vem... tudo vai por água abaixo, literalmente.
Eu estava na casa do meu amigo Achilles, estávamos esperando a chuva passar ou melhorar para irmos ao show, até que um telefonema nos deixou apreensivos, minha prima dizia que o palco tinha caído e não haveria mais show, corremos para a internet mas não havia nenhuma notícia, até que o rádio anunciou a mesma coisa. Sabendo como é apertada a agenda de uma banda em turnê e todo o trabalho para se montar um palco, a probabilidade de um retorno me pareceu improvável, estaria eu então perdendo a segunda oportunidade de assistir à esse show, e talvez a última. Houve um momento de apreensão, mas não durou nem sequer um minuto, logo em seguida corri para o site da produtora e ví que ainda restavam ingressos para o último show no Brasil, em Porto Alegre, a esperança continuava, o show seria na terça feira, dois dias depois, mas ainda havia como ir, na internet existiam passagens aérea disponíveis, só dependia do bolso. Propus a idéia e todos que estavam comigo toparam, depois de muita correria ao banco para liberar cartões, vários cadastros em sites e alguns cálculos e estratégias para contornar os dias perdidos na semana, acabamos comprando tudo, e na terça de manhã embarcamos para Porto Alegre.

Continua...



Os cinco malucos no show (o Alf também conta)

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