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segunda-feira, 29 de março de 2010

Top 20 década 80 parte 2

Taí,o fim da lista da década de 80.Fiquei contente com ela toda.A década é excelente e consegui colocar só filmes que sou apaixonado mesmo.Todos tem um grande valor pra mim.





E la nave va, de Federico Fellini(idem,1983)

Fellini subestimadíssimo.Muitos alegam que é um sub Amarcord,o que nunca entendi muito bem,pois são filmes bem diferentes.Todo o humor,a estranheza dos personagens e o carinho por eles,está aqui,no último grande filme do meu diretor favorito(mentira,meu preferido é o Kubrick)



Videodrome, de David Cronenberg(idem,1983)

Quase o apocalypse by cronenberg.O reflexo negativo da mídia no indivíduo,ilusão e realidade,numa roupagem linda do cinema fantástico que o Cronenberg faz como ninguém.Que saudade desse tipo de maquiagem e que saudade desse tipo de filme!



Era uma vez na América, de Sergio Leone(Once upon a time in America,1984)

O projeto da vida de Leone,pelo que eu sei,não foi tão bem visto em sua época.Hoje já é mais bem conceituado.Merecidamente,pois Leone consegue colocar o seu método operístico,tão famoso em seus westerns,de forma tão magnífica quanto.Até o tilintar da colher numa xícara tem grandiosidade.



Filme demência, de Carlos Reichenbach(idem,1986)

Fausto atualizado pelos olhos paulistanos do Reichenbach.Um dos meus 5 filmes nacionais favoritos.




Veludo azul, de David Lynch(Blue velvet,1986)

Voyerismo na veia e o inconsciente humano se sobressaindo na ação dos personagens.Combinação explosiva dirigida pelo mestre Lynch.”I will fuck anything that moves” é a frase da década,dita pelo insano Hopper em seu melhor papel no cinema.



Nascido para matar, de Stanley Kubrick(Full metal jacket,1987)

Existem filmes de guerra e filmes sobre a guerra.Esse é a segunda opção e muito mais.O início é tão devastador que muitos alegam que dali em diante,Kubrick se perdeu.O caso é que os 2 atos seguintes são tão maravilhoso/importantes quanto o treinamento inicial.A batalha resumida a um atirador de elite(que é uma menina adolescente,ironia mordaz do Kubrick)é sensacional.E a trilha sonora da guerra é rock!!



Eles vivem, de John Carpenter(They live,1988)

Um dos melhores filmes que vi no ano passado.Das melhores alegorias sobre política,capitalismo e etc que acompanhei.Sem falar no fluído da narrativa,o filme passeia deliciosamente pelas cenas com uma grande leveza.Arrisco até que poderia entrar no meu top 20 definitivo,dependendo do dia.



Quero voltar para casa, de Alain Resnais(I want to go home,1989)

Vi uma vez apenas,há 4 ou 5 anos e foi o suficiente para me marcar profundamente e me entusiasmar com o cinema europeu.To louco pra rever(não consigo baixar,comprarei o dvd R1 em breve) e pretendo até fazer uma crítica só dele aqui.



Santa sangre, de Alejandro Jodorowsky(idem,1989)

Tive a ótima oportunidade de vê-lo no cinema,numa película maravilhosa.O filme tem imagens fantásticas,o que é de praxe no cinema do Jodorowsky,sempre muito preocupado com o impacto visual.O filme ainda tem muito de Hitchcock e Argento(a principal morte do filme,sem sombra de dúvidas,é uma das mais engenhosas que me lembro)



O Sétimo continente, de Michael Haneke(Der siebente kontinent,1989)

Haneke encarnando Bresson,que é provavelmente o seu papa.A vida monótona da classe média nunca foi mostrada de maneira tão brutal.A semelhança da foto com "o Dinheiro" do Bresson não é coincidência.


Até breve!



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sábado, 27 de março de 2010

Top 20 década 80 parte 1

Falta de criatividade dá nisso.
Mais um topzinho pro pessoal sacar o meu gosto.
Ordem cronológica:




O iluminado, de Stanley Kubrick(Shining,1980)

A compilação dos filmes de terror e das fábulas.Faz o livro(posso falar pois já li),parecer um desenho Disney.Creio que Stephen king tenha ficado com raiva do Kubrick por inveja.




Portal do paraíso, de Michael Cimino(Heaven's gate,1980)

Infelizmente um filme que é o símbolo do fim de uma era mágica,que era a de nova Hollywood,a maravilhosa geração americana da década de 70.A sua maldição(o filme faliu um estúdio) é tão grande quanto o seu poder e de sua grandiosidade magistral.Um colosso mesmo.Cimino entendia do assunto.


Um tiro na noite, de Brian de Palma(Blow out,1981)

Revi a pouco tempo e ta merecidamente na lista dos meus 20 favoritos.O final me impactou mais ainda e os detalhes sonoros do filme são assombrosos,o trabalho do De palma aqui é basicamente um dos meus ideais de cinema.



A mulher do lado, de François Truffaut(La femme d'à côté,1981)

O mais harmonioso e subestimado filme do francês mais amoroso do cinema.


Os caçadores da arca perdida, de Steven Spielberg(Raiders of the lost ark,1981)

Nos meus dias sombrios tendo a preferir o templo da perdição,mas esse além de mais bem resolvido,se encaixa melhor na mitologia criada em torno do arqueólogo.


O estado das coisas, de Win Wenders(State of things,1982)

Wenders enche o saco dizendo” o cinema morreu,os filmes bons já foram feitos” blábláblá.chato de galocha nesse ponto.mas pelo menos isso serviu pra ele fazer essa maravilha,que trata de certa forma,sobre essa morte simbólica do cinema.Num sei o distanciamento que ele impõe,a composição dos planos me causam uma sensação bem diferente.É um filme único.


Fanny e Alexander, de Ingmar Bergman(Fanny och Alexander,1982)

Filme assustador sobre infância do Bergman(baseado em experiências pessoais,provavelmente)Precisa dizer mais pra saber que eu amo esse filme?



Paixão, de Jean-Luc Godard(Passion,1982)

Toda a paixão insandecida de Godard pelo cinema,literatura,pintura(arte em geral)e pelo amor,se traduz em plenitude aqui.Rivaliza com o Desprezo,como o mais bonito plasticamente dos filmes do velho francês.Pena que a sua iconoclastia irascível impeça a aproximação de mais pessoas com a sua obra.



Tenebre, de Dario Argento(Tenebrae,1982)

Vamo parar de palhaçada e ser sinceros.Se o Argento não existisse o cinema ia ser bem menos divertido.As pirações e a estilização excessiva dos seus filmes me enchem os olhos.Deve ter a matança generalizada mais absurda do cinema.




O dinheiro, de Robert Bresson(l'argent,1983)

O último Bresson é o mais seco,direto e talvez o seu melhor filme.




Até a segunda parte!






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