Taí,o fim da lista da década de 80.Fiquei contente com ela toda.A década é excelente e consegui colocar só filmes que sou apaixonado mesmo.Todos tem um grande valor pra mim.

E la nave va, de Federico Fellini(idem,1983)
Fellini subestimadíssimo.Muitos alegam que é um sub Amarcord,o que nunca entendi muito bem,pois são filmes bem diferentes.Todo o humor,a estranheza dos personagens e o carinho por eles,está aqui,no último grande filme do meu diretor favorito(mentira,meu preferido é o Kubrick)
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Videodrome, de David Cronenberg(idem,1983)
Quase o apocalypse by cronenberg.O reflexo negativo da mídia no indivíduo,ilusão e realidade,numa roupagem linda do cinema fantástico que o Cronenberg faz como ninguém.Que saudade desse tipo de maquiagem e que saudade desse tipo de filme!

Era uma vez na América, de Sergio Leone(Once upon a time in America,1984)
O projeto da vida de Leone,pelo que eu sei,não foi tão bem visto em sua época.Hoje já é mais bem conceituado.Merecidamente,pois Leone consegue colocar o seu método operístico,tão famoso em seus westerns,de forma tão magnífica quanto.Até o tilintar da colher numa xícara tem grandiosidade.

Filme demência, de Carlos Reichenbach(idem,1986)
Fausto atualizado pelos olhos paulistanos do Reichenbach.Um dos meus 5 filmes nacionais favoritos.

Veludo azul, de David Lynch(Blue velvet,1986)
Voyerismo na veia e o inconsciente humano se sobressaindo na ação dos personagens.Combinação explosiva dirigida pelo mestre Lynch.”I will fuck anything that moves” é a frase da década,dita pelo insano Hopper em seu melhor papel no cinema.

Nascido para matar, de Stanley Kubrick(Full metal jacket,1987)
Existem filmes de guerra e filmes sobre a guerra.Esse é a segunda opção e muito mais.O início é tão devastador que muitos alegam que dali em diante,Kubrick se perdeu.O caso é que os 2 atos seguintes são tão maravilhoso/importantes quanto o treinamento inicial.A batalha resumida a um atirador de elite(que é uma menina adolescente,ironia mordaz do Kubrick)é sensacional.E a trilha sonora da guerra é rock!!

Eles vivem, de John Carpenter(They live,1988)
Um dos melhores filmes que vi no ano passado.Das melhores alegorias sobre política,capitalismo e etc que acompanhei.Sem falar no fluído da narrativa,o filme passeia deliciosamente pelas cenas com uma grande leveza.Arrisco até que poderia entrar no meu top 20 definitivo,dependendo do dia.

Quero voltar para casa, de Alain Resnais(I want to go home,1989)
Vi uma vez apenas,há 4 ou 5 anos e foi o suficiente para me marcar profundamente e me entusiasmar com o cinema europeu.To louco pra rever(não consigo baixar,comprarei o dvd R1 em breve) e pretendo até fazer uma crítica só dele aqui.

Santa sangre, de Alejandro Jodorowsky(idem,1989)
Tive a ótima oportunidade de vê-lo no cinema,numa película maravilhosa.O filme tem imagens fantásticas,o que é de praxe no cinema do Jodorowsky,sempre muito preocupado com o impacto visual.O filme ainda tem muito de Hitchcock e Argento(a principal morte do filme,sem sombra de dúvidas,é uma das mais engenhosas que me lembro)

O Sétimo continente, de Michael Haneke(Der siebente kontinent,1989)
Haneke encarnando Bresson,que é provavelmente o seu papa.A vida monótona da classe média nunca foi mostrada de maneira tão brutal.A semelhança da foto com "o Dinheiro" do Bresson não é coincidência.
Até breve!
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