Bom, sei que estou um pouco ausente do blog, mas com incentivo do nosso amigo Marcio resolvi postar aqui esta incrível novidade!
Com toda essa coisa de Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil, as atenções estão voltadas para o Brasil. Eis que surge uma divertidíssima animação, que contará com a contribuição de Carlos Saldanha, que participou do filme A Era do Gelo.
A história é de uma arara chamada “Blue”, uma arara nerd e impopular que sai de sua gaiola nos EUA e vem para o Rio de Janeiro.
O filme parece muito divertido, ótima qualidade, vale a pena conferir!!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Animação Rio
Apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira - Tributo a John Williams
A primeira coisa que me chamou a atenção foi a diversidade do público. Mesmo com toda a pompa e charme do Teatro Municipal, muita gente estava trajando jeans e camisa básica, o que mostra a variedade de público que este evento alcançou. Estavam lá desde apreciadores de música clássica, em suas roupas de gala, até pais com seus filhos, casais e jovens em geral. Do meu lado estava sentado um roqueiro, e eu vi um cara lá pelos corredores com uma camisa do Star Wars! Achei isso muito legal!
As músicas, que eles chamam de peças, foram tocadas em ordem diferente da previamente estabelecida. Na hora de começar o espetáculo eles anunciaram a ordem correta, que foi:
Superman
Tubarão
Harry Potter e a Pedra Filosofal
Prenda-me Se For Capaz
Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida
Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros
A Lista de Schindler
Star Wars
E.T. - O Extraterrestre
O que dizer desta apresentação? Maravilhosa é pouco. Ouvir os grandes temas que nos acompanharam desde a infância, ao vivo, em pleno Teatro Municipal, já reformadinho, não tem preço. Gostei muito deste evento, me arrepiei várias vezes, foi magnífico.
Achei que a ordem em que foram tocadas foi muito melhor assim. O tema de Superman, uma peça grandiosa e heróica, abriu muito bem. O tema de Jaws, bastante sombrio, evocou bastante suspense, e também foi bem impactante. Já a música de Prenda-me Se For Capaz foi bem diferente das outras, com elementos de jazz, e a presença no palco de outros músicos, inclusive um no sax e um outro num outro instrumento que não faço a menor idéia do nome, mas que deu um toque todo característico a esse tema. Depois, a famosa Raider's March, de Indiana Jones. Nem preciso dizer nada, né? Trompetes poderosos, e a passagem pelo tema da Marion é realmente linda.
Após o intervelo, vieram as melhores. Com o tema de Jurassic Park me emocionei. Nostalgia extrema. Esse é um dos filmes da minha vida, e eu adoro esta trilha. A orquestra parece que está sempre "cheia" e dá um tom épico a um filme que me traz ótimas lembranças da infância.
Em seguida, a apresentação de A Lista Schindler foi uma das que mais agradou ao público, arrancando muitos aplausos e gritos de "bravo". Além do tema principal, lindíssimo, foram tocadas mais algumas músicas. Os aplausos já eram demorados e aqui foram especialmente longos. Depois o maestro anunciou que não poderia sair dali sem tocar uma música especial, que não era de John Williams, e sim de Carlos Gardel. Era um tango, do filme Perfume de Mulher, música que também aparece em A Lista de Schindler. Sensacional. Muitos e merecidos aplausos.
Star Wars foi a grande sensação da noite. Para minha surpresa e felicidade, além da fanfarra principal, também tocaram os temas da Princesa Léia e do Mestre Yoda, a Marcha Imperial, e as músicas da Sala do Trono e dos títulos finais! Muito legal. E para fechar, na suíte de E.T. - O Extraterrestre, como era de se esperar, o tema clássico e os créditos finais do filme, encerrando com chave de ouro essa maravilhosa apresentação.
O maestro se despediu e saiu. As luzes se apagaram e, enquanto muitos já se levantavam para ir embora, apareceu ninguém menos do que Darth Vader, que caminhou até o palco e começou a reger a orquestra com seu sabre de luz vermelho! Uma sacada genial, que arrancou muitas palmas e muitos risos. Após um repeteco da Imperial March, voltou ao palco o maestro, que empunhou um sabre de luz azul para duelar com Vader! Não tinha como não sair satisfeito de um concerto assim!
domingo, 23 de maio de 2010
Tributo John Williams - Theatro Municipal - 22/05/10
E o Sono Súbito teve seu dia de High Society. Fomos contemplados com um par de convites para o Concerto da noite de sábado do Tributo John Williams que foi executado pela Orquestra Sinfônica Brasileira nesse final de semana no Theatro Municipal. Eu já tinha anunciado o evento aqui.
Só não esperava apreciá-lo tão bem. Os convites eram para a Platéia, fila E, na cara do gol.
Espero que os outros membros do blog que estiveram presentes ao evento postem sobre, pois eu nem conhecia todas as trilhas apesar de gostar de tudo que ouvi devido a grande competência da Orquestra regida por Roberto Minczuk.
Quanto ao que conhecia... quase chorei durante o tema de Indiana Jones, cara, o tema do filme mais nostálgico da minha vida executado ao vivo, pela OSB, na minha frente... e no ápice do tema de Jurassic Park? Foi de arrepiar. Gostei bastante também da execução do tema de Tubarão; de Leonardo Sousa, vibrafone, na execução de Prenda-me se for Capaz (o cara tava com a mão sangrando!); de Daniel Guedes, solista, violino, no tango orquestrado por Williams "Por una Cabeza" de Carlos Gardel... E do final divertidíssimo com um regente fantasiado de Darth Vader regendo o tema clássico do personagem de Star Wars depois duelando com o Minczuk que entrou no palco com outro sabre de luz...
Enfim, ótimas lembranças de uma noite no Municipal... Continue lendo >>
sábado, 22 de maio de 2010
Show Sua Mãe - Teatro Odisséia - 20/05/10
Enquanto todos torciam ou secavam o Flamengo na Libertadores (hahahha hahahah), a equipe Sono Súbito foi conferir o show da Sua Mãe, banda liderada pelo Wagner Moura (ele mesmo) que assume o papel de vocalista. E não decepciona. Canta muito bem além de ter uma presença de palco acima da média. Mas a banda não se resume a ser a banda de um ator famoso: a proposta é muito boa. Os caras são influenciados essencialmente pela música brega (ou ultra-romântica, como eles falam) e bandas inglesas/melancólicas como The Cure ,The Smiths, Radiohead. E dá certo. Preciso escutar o disco ("The Very Best of the Greatest hits") com calma mas o show me mostrou que eles foram competentes na empreitada.
Com o Teatro Odisséia lotado, Sua Mãe desfilou as canções do único disco em 18 anos da banda. Destaque para a que abriu o show, "Vanessa e o Véu", a melhor música da banda e colocou a galera no clima. Impressionante como Wagner se comporta bem no papel de vocalista da banda, muito divertido, empolgado, dançando, fazendo caras e bocas interpretando cada música. E olha que o cara tava gripado! Mas entre uma música e outra da banda, tivemos um The Cure com "Love Song", um Reginaldo Rossi, depois um Radiohead ("Creep" com metais!), depois um Robertão, Waldick Soriano...
Pena que a os caras estão numa curta turnê sem intenção de dar prosseguimento, pelo menos num curto prazo. Os caras já têm carreiras estabilizadas (jornalistas/contador) e o Wagner tem milhares de outros projetos. E por isso era nítida a intensidade em cada música, a vontade de não acabar (2 bis), o Wagner se jogando na galera... um cara que profissionalmete já é pra lá de reconhecido, por amor a música, nos brindou mais uma vez com seu inegável talento. Continue lendo >>
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Morre Ronnie James Dio
Cara, essa me pegou de surpresa... Infelizmente não tive oportunidade de assistir um show com esse ícone do Rock... vocalista de bandas muito boas como Elf (essa eu descobri graças ao Mofodeu), Rainbow (banda que tinha na formação o Blackmore (ex-Deep Purple)) e Black Sabbath, substituindo muito bem o Ozzy. Recentemente estava em turnê com o Heaven & Hell com alguns integrantes do Sabbath. Dio estava com 67 anos e lutava contra um câncer no estômago.
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Festival Fora do Eixo - Circo Voador - 14/05/10
Último dia do Festival, 6 bandas, haja fôlego!
Bem, Stereológica foi a primeira banda ainda com um vazio Circo Voador; sinceramente não gostei. Um rapaz e uma garota sustentam respectivamente um baixo e uma guitarra com uma base eletrônca de bateria e outros efeitos querendo criar um clima "futurista". Não gostei da proposta.
Logo depois, Camarones Orquestra Guitarrística. Dessa eu gostei, instrumental que mistura os elementos orgânicos com eletrônico, bem interessante. Animou o público que já chegava ao Circo. Deve existir uma relação com a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana pois entre uma música e outro eram tocadas faixas do EP da OBMJ.
Mas o mais legal do show do Camarones foi ter encontrado o Rodrigo Barba, baterista do Los Hermanos e do Canastra, que tocaria mais tarde. O caro foi bem simpático e ao ser perguntado sobre os boatos sobre dois shows dos Hermanos lá no nordeste ele sorrindo desconversou dizendo que não tá sabendo de nada oficial, só tomou conhecimento dos boatos. Vamos ver, né?
Continuando com o Festival: em seguida aos Camarones, Mini Box Lunar. Olha, essa aí eu terei que escutar com calma depois que a proposta é até interessante e as músicas mais agitadas até que soaram bem legais. Um som pautado na psicodelia, os caras da banda parecem hippies, principalmente as duas meninas dos vocais. Tentarei digerir melhor em casa.
E a partir de agora o Festival esquenta. Na sequência, Macaco Bong, Canastra e Black Drawing Chalks.
Macaco Bong. Aguardava com certa ansiedade esse show. Power Trio instrumental é complicado, grande risco de se tornar enfadonho e tal, o que de certa forma o disco é para mim. Mas ao vivo é outra coisa. Os caras são uns animais, no bom sentido. O baterista é um monstro, um vigor incrível aliado a técnica. O baixista sustenta muito bem o caos sonoro gerado pela guitarra de Bruno Kayapy. O cara toca muito! Uma vitalidade sonora paira sobre o Circo. Parece que ele está possuído por um deus da guitarra. Sério. O som é tão forte me mantém atento durante a quase uma hora de show. Tomara que os caras voltem logo.
Canastra colocou o pessoal pra dançar com seu rock cheio de misturas (jazz, mpb, surf music), tudo meio puxado para os anos 50/60. Muito legal a utilização do contrabaixo acústico, cria o clima sonoro que a banda deseja e impacto visual; os caras são muito divertidos no palco, interagindo muito com o público que infelizmente não passava de razoável.
E pra fechar, já são mais de 3 da madruga e sobe ao palco Black Drawing Chalks com seu Stoner Rock de primeira, abrindo as famosas rodas na pista do Circo. Os goianos também são bem vigorosos no palco, guitarras fortes, muita empolgação, viva o Rock'n Roll!
Cumpriram muito bem o papel de fechar o Festival Fora do Eixo -RJ. Pena que no final do show deles eu já estava completamente exausto, sentando no chão na última música. Mas foi bem legal escutar as porradas do último disco dos caras, presença fácil nas listas de melhores discos de 2009.
Agora preciso descansar; o mês de maio não acabou. Ainda temos Móveis, Sua Mãe, Cat Power, Lucas Santtana, Pedro Luis e a Parede...
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Festival Fora do Eixo - Teatro Odisséia - 13/05/10
São três dias de festival, o primeiro numa indigesta quarta-feira, num distante (para mim) Cinemathe, com algumas bandas totalmente desconhecidas para mim. Já os dois outros dias me chamaram atenção.
Na quinta se apresentaram nesta ordem Tereza, Brasov, Nevilton, Porcas Borboletas e Do Amor. Já tinha assistido Tereza no Grito Rock e gostei muito, Brasov eu conhecia pouco mas falam muito bem, Nevilton apesar de desconhecido era muito esperado pelos comentários sobre os caras, Porcas Borboletas lançaram um dos melhores discos de 2009 e Do Amor eu também conheço alguma coisa e desejava assistir um show.
Tereza mais uma vez agitou a galera no pequeno e aconchegante Teatro Odisséia; gostei mais do show do Circo não pela apresentação da banda e sim pela falta de público (era quinta e tava frio) que apesar de pouco até que estava bem animado.
Estava com uma grande expectativa para o Brasov, até porque o cara que conheci na fila ratificava todos os comentários sobre a banda e não me arrependi. Ótimos metais, coreografias, covers e muita diversão com os caras fantasiados de alpinistas (heheh).
Nevilton também não decepcionou; o power trio paranaense gerou ótimos comentários pela platéia com um rock de qualidade, com muita empolgação e técnica, a guitarra é incrível. Além disso os caras são muito simpáticos, interagindo bem com o pessoal.
E enfim, o mais esperado por mim, Porcas Borboletas. Os mineiro focaram o segundo disco e acertaram na mosca na escolha das faixas tocando "Menos", "O Rato", "Estrela Decadente" (o Silvio Santos morreu em 84, e você, morreu quando meu filho?!?) e "Tem Gente". E os caras se comportam muito bem no palco, destaque para o vocalista (que eu não sei o nome nem vou procurar agora) com seu shortinho curto e camiseta, fazendo caras e bocas no palco.
Gostaria de assistir Do Amor, mas eu estava esgotado após o fim do show do Porcas (tinha saído direto do trabalho, estava com uma mochila pesada com livros, sapato e um monte de bagulho, minhas coluna estava arrebentada). Fui pra casa.
Mas hoje estarei no Circo para o último dia do Festival, que terá entre outras coisas Canastra, Macaco Bong e Black Drawing Chalks. Imperdível. Pelo menos para mim.