domingo, 31 de janeiro de 2010

Franz Ferdinand!

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As Nove Artes

Só por curiosidade... as nove artes...

  1. Música
  2. Dança
  3. Desenho e Pintura - Artes Plásticas (ou visuais) Bidimensionais;
  4. Escultura - Arte Plástica (ou visual) Tridimensional;
  5. Teatro ou Literatura - (Não se sabe...)
  6. Literatura ou Teatro - (...quem veio primeiro)
  7. Cinema
  8. Fotografia
  9. Quadrinhos

Essas são as nove artes do mundo moderno... a ordem é discutível, minha pesquisa não foi tão profunda, não vou entrar em detalhes, encontrei uma que televisão estava incluída (!?!?)...

Mas a fotografia sempre foi colocada na 8ª posição...

Abraços!

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Show Franz Ferdinand - 2010: Banda de Abertura


show no Circo Voador


O melhor show do ano já tem dia, hora e local marcado. Só não está definido a banda de abertura. E quem vai decidir somos nós. É só entrar aqui, se cadastrar e escrever o nome da banda. Já votei no Vivendo do Ócio porque os caras sabem fazer um som muito bom que bebe na fonte do indie rock internacional e eu também nunca assisti um show deles... seria uma ótima oportunidade!

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Lula - O filho do Brasil




Lula – O filho do Brasil

Bom, parece que virou moda fazer cinebiografia no Brasil. Após “Dois filhos de Francisco”, que foi um sucesso nos cinemas, a indústria resolver correr atrás de personalidades que tiveram uma vida difícil antes de se tornarem quem são (espere muita coisa ruim também em decorrência disso), e quem melhor para ser a próxima “musa” do que nosso atual presidente, o “analfabeto” que está comandando nosso país.

O filme conta toda a origem humilde de Lula, desde seu nascimento no interior do nordeste, até o momento que ele segue para São Paulo, mostrando o drama do êxodo rural. A atriz Glória Pires está bem como mãe do personagem, mas embora está seja quase a personagem principal do filme ela é pouco explorada, já o ótimo (e onipresente) Milhem Cortaz embora apareça pouco como o pai bêbado e violento, está muito bem. Ainda falando sobre os atores, é impressionante a caracterização de Rui Ricardo Dias, que assume o personagem com 18 anos e vai até o fim do filme (embora tenha achado um pouco forçado com 18), no início vemos um homem que acreditamos que parece com o presidente, mas não fala muito parecido não, mas conforme os anos vão passando, o jeito de falar e a barba vão tornando o ator uma cópia fiel ao original.
Como o filme não tinha nenhum interesse eleitoral (ahhahahahah), o filme termina muito antes da chegada de Lula à presidência, na verdade nem mesmo o PT é citado, mas como eles não agüentaram, ainda tem no fim um videozinho de baixa qualidade da carreata da eleição, heheheheheh. Valem as fotos nos créditos, para compararmos e vermos que os atores são mais bonitos.

Como é o objetivo dessas biografias, o filme é sempre guiado pelo drama, por mostrar o sofrimento, aquela papo edificante de sempre, além de algumas raras cenas engraçadas para quebrar um pouco. Um filme interessante e bem feito, e o fato de ser uma pessoa conhecida por todos torna mias interessante de ser assistido, embora não seja tão bom quanto os Filhos de Chico ainda é uma boa pedida no cinema.

RRR

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Contatos do 4º Grau




Contatos do 4º Grau

Aaaarg!!!!!!! Típica propaganda enganosa. O filme foi vendido como um terror sobre abdução de pessoas, ótimo, e usaram aquela velha história de filme baseado em fatos reais (o que é uma palhaçada, hoje tudo é baseado em fatos reais fictícios), bom vamos assistir então... nãaaaaaao! O filme começa com Milla Jovovich (já viram que ela não faz 1 filme bom) nos explicando que ela interpreta uma mulher que foi abdusida e que tudo aquilo é verdade e tal, pra criar um clima. Daí em diante fica um saco! O filme segue a história de uma psicóloga que observa vários relatos parecidos em seus pacientes, além disso ela enfrenta problemas após o assassinato do marido.
A premissa básica do filme é a seguinte: Mila interpreta a psicóloga e quando um paciente resolve se submeter à uma hipnose ela pede pra filmar tudo pelo bem da ciência (e do filme), então assim que a câmera é ligada passamos a ver também a imagem “real” da hipnose. Daí o filme segue uma sucessão de imagens “reais”, com imagens do filme, algumas vezes elas ficam na tela simultaneamente criando uma poluição sonora e visual tremenda. Além disso é tudo muito chato, não vemos quase nada, e nas horas em que a câmera supostamente ficou fora do ar por motivos de força alienígena simplesmente vemos os chuviscos, se não me engano, essa seria a hora de mostrar o fato filmado com atores (ah, esqueci que todos são atores), resumindo, você não vê nada em momento algum.
Um filme sem graça , que não dá medo em ninguém, muito mal produzido e principalmente, muito mal montado, e nem sequer tivemos a nudez de Mila Jovovich que deve estar ficando flácida e caída, pois antigamente ela ficava pelada até sem necessidade, nesse pelo menos teríamos algo pra ver...

R

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Melhores Álbuns Nacionais - 2009 - parte final

1 - Uhuuu! - Cidadão Instigado



E pensar que o maior disco da primeira década do século XXI quase não existiu, né Catatau...: "Com a verba do projeto ( Prêmio Pixinguinha), resolvemos fazer algo mais caprichado e gravamos num gravador analógico, com fita de rolo e tudo o mais. Mas perdemos toda a primeira etapa por conta de um problema no gravador", revela. O prejuízo só não foi maior porque boa parte das novas músicas já vinham sendo tocadas nas apresentações e o jeito "foi começar tudo de novo". (entrevista para Rolling Stones n° 36 aqui).

Uhuuu! é épico desde de sua criação... Um disco muitas vezes romântico em suas letras um tanto banais, mas com uma sonoridade experimental onde encontramos misturas de música brega a rock progressivo numa única faixa. Mas o álbum foi além... temos músicas bem experimentais como "Doido", "Ovelhinhas" e "A radiação na Terra".

" O Nada" também é meio experimental e abre o disco. Com uma ordem: "abram as portas das suas casas/ deixem os ladrões entrarem/ eles vão tentar levar tudo o que puderem". Impactante desde o início. A sonoridade do disco começa a se desenhar. "Contanto estrelas" começa bem anos 80, teclado e tal, mas a sonoridade vai se completanto dando suporte as letras simples que ganham força, como tudo na música. A aparente simplicidade torna-se claramente complexa. "Doido" tem uma levada, não sei... difícil falar... a música tem uma guitarra cantando a todo momento, sustentando a narrativa de alguém a ponto de ter um "colapso nervoso". Arnaldo Antunes participa no momento ápice de loucura. Imperdível.



Agora, a sequencia suprema do ano: "Dói"/ "Escolher pra quê"/"Como as luzes". "Dói" é romântica ao extremo, a levada musical se arrasta nesse sentido mesmo, sem maiores devaneios, mas muito técnica, cheia de detalhes. Declamação de Catatau... a música se mantém... até que no final ela abre as asas... "e encontrar você sorrindo, no meu coração... outra veeez!" Metais, refrão, fim. Fantástica. "Escolher pra quê" é mais puxada para o rock, bem anos 80, ótima, bem animada, refrão forte... solo incrível... "Como as luzes" é a obra prima do disco. Começa bem brega, quase Calypso heeheh. Só que Joelma/Chimbinha não são capazes de dar novos caminhos para a música, muito menos formas geniais como Catatau. A parte instrumental da meiuca já deixa bem claro que não estamos escutando qualquer música. A música vai ganhando força até que tudo parece que pára e... que isso?!?! Pink Floyd?? Catatau fecha a música com um solo idêntico ao solo final de "Echoes" do Pink Floyd, espetacular, tudo bem encaixado, é a mesma música, não dá pra acreditar... me arrepio todas as vezes que escuto.

"Ovelhinhas" é mais experimental, psicodélico, sons de ovelhinhas, oníricas e termina com um tchu tchu tchu ru ru meio Franz Ferdinand numa trilha rural... entendeu? melhor escutar... Mais experimental e pscicodélica é "A radiação na Terra", sombria em alguns momentos, o grito de horror... dark... bem legal! "Deus é uma viagem". Que letra! A melhor definição de Deus que eu já escutei: "Olhos/De-dos/Mãos/Pés/Me mos-tram/Que Deus/É uma viagem." Mas não é? heheehe A sonoridade se encaixa perfeitamente, final apoteótico, incrível, tem até "ooohhhh ooooooooohhh", é de arrepiar. "Homem Velho", homenagem a Neil Young, iria adorar sem dúvida. Sóbria, fica mais dançante, no refrão, o ápice, um sonho... o teclado dita a sonoridade... "O cabeção" volta com o experimentalismo, mas uma participação do Arnaldo Antunes, letra bem criativa, ficção científica em música... só Catatau... um Uhuuu! no final... Que disco!



E minhas palavras não servem de absolutamente nada... ESCUTEM O DISCO!

Dá pra escutar algumas coisas aqui: http://www.myspace.com/cidadaoinstigado

Mas é só procurar na web e você acha o disco inteiro... Faça esse esforço para o seu próprio bem!

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Melhores Álbuns Nacionais - 2009 - parte IV

5 - Sem Nostalgia - Lucas Santtana



Esse é dos corajosos. Disco fantástico. Lucas e o som do seu violão, puro, distorcido, eletrônico, mashups...

"Super violão mashup" abre o disco. Som instigante. É o som do seu violão remexido, revirado, recortado, repaginada, repetido... acrescentou uma batida eletrônica e pronto. Estamos diante de uma obra-prima. "Who can say which way" segue a linha e dessa vez temos a aparição dos vocais de Lucas, ansiosos, nossos sentidos já estão perplexos nesse momento. "Night time in the backyard" é lenta, sons noturnos, pelo que lembro, gravados no Jardim Botânico, e claro seu violão embalando tudo numa melodia hipnotizante. "Cira Regina e Nana" é a primeira em português. Levada sonora que gruda, letra de rimas bem organizadas, você se perde na narrativa. "Recado para Pio Lobato" é instrumental, a elevada técnica de Lucas é gritante, impressiona. Metade do disco, "Hold me in". Violão bem marcado, sonoridade pra lá de melancólica, melodia linda.



"Amor de Jacumã" é mais alegre, descontraída, inclusão de efeitos, muito bom: "Vou pra Ja pra Ja, pra Jacumã"! "I can't live far from my music" é cheio de efeitos incluídos aos sons de seu violão, mais uma música magnífica... Depois vem "Cá pra nós", densa, triste... "O Violão de Mário Bros" é interessantíssima, com o som do violão e seu devido recorte e cola temos a referência aos sons do famoso jogo. "Ripple of the water" é a última faixa do disco com cara de música, porque "Natureza n°1 em Mi Maior" já desde o nome mostra que será experimentalismo puro. E é. Desde de "Ripple..." já escutamos de fundo aqueles sons noturnos do Jardim Botânico. Em "Natureza..." é somente esse som com pequenas interferências de violão... dá pra viajar legal... heheehe

Baixe tudo aqui: http://www.diginois.com.br/

4 - No chão sem o chão - Romulo Fróes



Mais um corajoso da nossa música. Fazer um álbum duplo (1ª sessão - Cala boca já morreu/ 2ª sessão - Saiba ficar quieto), 33 músicas, nenhuma comercial, nada de rádio, nada de facilidades para seus ouvidos. Com uma banda formidável (destaque para a bateria impecável do Curumin), Romulo colocou na rua um disco histórico. Dando espaço para que a banda soltasse o braço nas músicas temos o 1° disco recheados de solos de guitarra e bateria. O 2° mostra o já conhecido lado mais sambista de Romulo.

Vou tentar resumir a extensa obra. As 3 primeiras, "Do ponto do cão"/ "A Anti-Musa"/ "Destroço" são verdadeiros rocks, bem feitos, aquele toque de mpb, letras poéticas, enigmáticas, geniais, a banda mostra a que veio. Destaque para "A Anti-Musa", hipnotizante, narrativa inebriante, viciante, que música, nasceu clássica. "Destroço" arrebenta, puro rock.

"Para quem me quer assim" reduz um pouco a velocidade, aparecem alguns metais que continuam em "Deserto Vermelho". Só que nessa os metais são mais violentos, a música é acelerada, ótima. Como é ótima também "Anjo". Ótima? Não. Ela é genial, mais que genial, letra suprema, que construção, pesada, som pesado, bateria dura, guitarra dura, melhor do ano? Arrisco dizer que sim. Emendada vem o sambinha "Minha Casa". Como emendar um rock pesado e denso com um sambinha? Pergunta pro Fróes. Acho que só ele sabe fazer isso. Ponto altíssimo do disco. "Vai" é um samba mais lentinho, muito bom. Mas bom mesmo é "Qualquer coisa em você mulher". A guitarra está demais, marcação de samba, letra de samba, referência a "Mora na filosofia" de Monsueto. Ou ao disco "Transa" do Caetano, onde Caê gravou a música de Monsueto. O disco do Caetano sem dúvida inspirou vários momentos do álbum de Romulo. "Sei Lá"/ "Pierrô Lunático"/ "Amor Antigo" são menos rockeiras, muito boas. "Mochila" é bem lentinha, bem legal, caminha por vários lugares sonoros... "Peraí" temos mais guitarra; "De Adão para Eva" tem uma das letras mais geniais do disco. Dobradinha com Mariana Aydar nos vocais. "Só você faz falta" é samba mesmo. Já preparando terreno para o segundo disco.



"Para fazer Sucesso" ainda tem algo de rock, principalmente no refrão, ótimo refrão aliás. "Ela me quer bem" é ótima, diferente, sonoridade que mais parece trilha de filme policial... "Ela me quer bem... ela me quer bem... ela me quer bem... morto..." heheehe Samba! "Esse aí"/ "O que todo mundo quer"/ "Caia na risada"/"Cala boca já morreu"/ "Manda chamar" são sambas em suas mais variadas formas. Ótima sequencia! "Dia tão cinzento" é a melodia mais bonita do disco, a música corta-punhos do ano disparada; "Ou nada" é uma das mais lentas, piano e tal... Já "Caveira" é mais animada. "Fui eu" diminui o ritmo novamente. "Gelatina" segue a linha. Que talento tem a banda de Romulo (além de Curumin, Fábio Sá no baixo, Guilerme Helo na guitarra). "Se eu for" é um sambinha dividindo os vocais com Lulina. "Pedrada" é um samba instrumental. Quer dizer... tem letra sim... vou colocá-la na íntegra: "Porra?!". Depois "Uva de caminhão" de Assis Valente. Que coisa boa... Andreia Dias nos vocais. "Astronauta" é outra bem lenta, também com piano. Dessa vez o vocal feminino é de Nina Becker. E pra fechar, "Saiba ficar quieto". Só violão, lenta, letra dura, fechando o disco com chave de ouro.

Concordo ser cansativo escutar 33 músicas direto, mas acho que Romulo não quer isso de você. Quer que você escute o que mais lhe agradar dentro dessas 33 músicas.

Baixe esse disco e os outros aqui: http://umquetenha.org/uqt/?cat=745

3 - Vagarosa - Céu



Um disco bem trabalhado em cada detalhe. Céu, se influenciando de ritmos jamaicanos e misturando-os com as influencias daqui, concluiu um dos melhores trabalhos de 2009. O trabalho, como fica claro no título do ábum, e devagar. Devagar no bom sentido, uma perfeita "Malemolencia"... Sem contar que ela está cantando muito bem. E a banda? Só tem fera. Nas baquetas, tem ora Curumin, ora Pupillo (Nação Zumbi); na guitarra, Fernando Catatau (gênio, Cidadão Instigado) toma conta em algumas; até o Guizado aparece no trompete em "Nascente"...

"Sobre o amor e seu trabalho silencioso" é uma introdução em forma de samba. Em "Cangote" é que o disco começa pra valer. É nítida a sensação de que cada som inserido foi muito bem pensado, tudo se encaixa para criar uma aurea "sonolenta", a letra também... "Comadi" acelera um pouquinho, mas a sonoridade preguiçosa da jamaica continua muito forte... A coesão é muito forte no disco. "Bubuia" mantém a linha, mas se destaca... o vocal de Thalma de Freitas dividindo com a Céu é show e a guitarra é do Catatau... o Pupillo na batera... clássico... Em "Nascente" temos a interferência alucinante de Guizado com seu trompete... é de arrepiar! "Grains de Bearté" é bem lenta, perfeita em cada som, a bateria é de Curumin, irretocável em cada detalhe. "Vira Lata" volta pro samba e para tal temos Luiz Melodia nos vocais com a Céu... Ficou muito bom.



Já passamos da metade do álbum, só temo até agora música de alto nível, é incrível. "Papa" retorna a "lerdeza" jamaicana, é curtinha. É seguida por "Ponteiro", putz, acho que essa é a que mais captou a ideia de aurea lenta e sonolenta do disco, é quase onírica... ah! Dengue da Nação Zumbi no baixo. Os músicos foram escolhidos a dedo. E depois temos, para mim, a melhor das melhores: "Cordão da Insônia". Genial. Batida um pouco mais acelerada, mas a aurea onirica continua, letra bem legal... e até BNegão participou nessa com vocais adicionais... é só ter atenção que você perceberá... muito bom! As três últimas não deixam o disco perder o nível. A versão para "Rosa Menina Rosa" ficou fantástica... a tranposição para a sonoridade que Céu quis colocar no disco ficou perfeita na música do Grande Jorge Ben. "Sonâmbulo" tem apoio do DJ Marco e ficou muito boa, a perfeita união dos sons. E fecha com "Espaçonave" com som da Floresta Amazônica de fundo, Conga de Bruno Buarque, guitarra genial de Catatau... cara... é de arrepiar!

Dá pra escutar algumas coisas nestes lugares: http://www.myspace.com/ceumusic
http://www.ceumusic.com/
http://www.urbanjungle.com.br/

2 - C_mpl_t_ - Móveis Colonias de Acaju



Da fantástica banda de Brasília eu já comentei aqui. Vou falar um pouco do ótimo 2° disco da banda.

De todos os discos de 2009 já comentados, deve ser o que menos escuto atualmente. Afinal, durante o ano todo eu escutei 548 vezes. E geralmente não escuto um disco 548 vezes a toa. É sem dúvida um disco diferenciado. E pop. O que boa parte dos discos já mencionados não conseguem ser.

"Adeus", faixa de abertura, mostra uma banda mais técnica, mais preocupada em fazer um som limpo, o mais perfeito possível. Bonita, alegre, muito boa. "Lista de Casamento" é puro rock, guitarra na introdução, uma letra que não diz nada com nada, metais arrebentando, a voz do André Gonzales afinadinha... "O Tempo" é a próxima, música de trabalho, muito boa. Atenção para o progresso da música, como ela vai ganhando força, sons, emoção, bem legal. O que falar de "Cão Guia"... uma introdução com metais, música empolgante, abriu o show no Circo, é o toque do meu celular, adoro a música! "Descomplica" mantém o ritmo alucinante do disco, música que acelera, diminuí, vai pra lá, vem pra cá, muito animada.

Pra quem conhece o primeiro trabalho da banda, já percebeu que a sonoridade do Leste Europeu tão presente naquele, neste é mais sutil apesar de presente. Eles chegaram a um amadurecimento do som num curto espaço de tempo, eles têm hoje uma sonoridade própria.



Continuando... "Café com leite"/ "Pra manter ou mudar" não deixam o ritmo cair, não tem como ficar parado com esses caras! Refrões para cantar alto, levadas que não te deixam parados... e "Bem Natural" chega a extrapolar tudo isso, início devastador, refrão pegajoso, ritmo que gruda na cabeça... "Falso Retrato" segue a mesma linha... após a primeira parte nós temos um trecho instrumental fantástico, acelerado e empolgante, a letra volta forte, ritmo violento... Uma pequena reduzida com a introdução meio jazz de "Cheia de Manha" mas no decorrer da música ela se acelera como tem que ser... letra muito interessante falando dessas crianças insuportáveis que se passam por adultas na TV. "Sem Palavra" é mais uma destruidora do disco, e como é... rápida, angustiante, vocês não imaginam isso no show... "Indiferença" fecha o álbum sem reduzir a velocidade praticamente te obrigando a escutar novamente o disco... muitos metais, mais refrões grudentos...

Melhores músicas? Todas. O álbum mais coeso do ano. Alto nível do início até o fim. Só não ficou em primeiro porque Catatau e sua banda fizeram isso também com mais coragem e inovação.

Valeu Móveis! Valeu Gonzáles!

Baixe aqui: http://albumvirtual.trama.uol.com.br/index.jsp?album=1128131101
http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br/

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