sexta-feira, 2 de abril de 2010

Biblioteca 1 - Jurassic Park (Michael Crichton)


Estou criando aqui um novo tópico onde irei postar comentários sobre o que eu tiver acabado de ler. Atualmente tenho lido bastante, um hábito que surgiu no fim da faculdade quando descobri que era um ótimo passatempo na condução. Com o passar dos anos deixou de ser um passatempo e se tornou um ritual obrigatório, já que passei a ler somente quando estou na rua, em decorrência disso, é possível me ver andando num shopping com um livro embaixo do braço, para o momento que eu for voltar pra casa, cada minuto sem fazer nada é motivo para ler (filas, esperando alguém, lanchando, etc). Com o tempo as técnicas foram se aprimorando, e hoje leio até em pé em ônibus. Enfim, fiquei viciado.

Depois de tanto escrever sobre filmes, pensei que seria legal escrever sobre um livro, e acabei gostando da idéia, sendo esse meu maior post até hoje. Tudo bem que o tema favoreceu, mas realmente fiquei satisfeito com o resultado, bom depois de 1:30 escrevendo nem sei se está realmente bom. Espero que fiquem satisfeitos com minha estréia , e aguardem pelo próximo, atualmente estou lendo o primeiro volume da trilogia sueca “Millenniun”, que está sendo adaptada e será dirigido por David Fincher.

Alguns anos atrás descobri que o filme Jurassic Park tinha sido baseado num livro, na época achei interessante mas não dei muita bola. Atualmente leio uma média de 20 livros por anos, portanto os livros se tornaram algo valioso, com isso a busca por novos escritores começou, e me lembrei que seria bom ler um autor presumivelmente competente e autor de coisas interessantes, mesmo que a maioria de seus livros adaptados não sejam grande coisa (como Congo por exemplo). Isso nos leva a uma outra questão: Hollywood em sua sede por material, sempre adaptou a literatura, infelizmente isso tem uma margem de erro de uns 50%. Antes, eu preferia nem ler o livro após um filme ruim, mas hoje, lendo os originais antes de assistir o filme comprovei que na verdade 90% os livros são muito melhores que os filmes, mesmo que esses sejam ótimas adaptações (como a série Harry Potter). Vale comentar aqui um filme que é fraquíssimo e possui um livro tão ruim ou até pior: Hannibal; o livro é ruim demais, conseguindo encerrar a trilogia pior do que o filme, e olha que o filme é muito fraco.

Voltando ao JP, encontrei o livro num sebo, com capa dura e em ótimo estado, por apenas R$7,00, ele permaneceu em minha prateleira por um bom tempo, aguardando por uma oportunidade em meio a livros novinhos que vinham chegando pelo correio.Duas semanas atrás a vez dele surgiu por acaso, e logo na introdução o autor Michael Crichton mostrou o por que de sua fama, o livro é incrível!

Voltando a Hollywood...
Em 1990 é lançado o livro Jurassic Park, 3 anos depois o genial (pode sacanear Mister M!) Steven Spielberg lança uma das aventuras mais mágicas do cinema (provavelmente a melhor da década de 90, espero comentários negativos M), sua versão do livro para as telas se torna um sucesso mundial, as filas para assistir eram imensas (eu peguei uma fila de 3 horas no São Luiz, numa das raras ocasiões que meu pai me levou ao cinema), tanto que até hoje ainda é a 13º maior bilheteria da história (tendo em sua frente quase que totalmente filmes dos anos 2000), os efeitos foram um verdadeiro marco e até hoje impressionam. Realmente o filme é primoroso e ao abrir o livro esperava ver uma transcrição quase literal do que havia ali, assim como À espera de um milagre (que é absurdamente fiel). Ao fim do livro temos grande satisfação de saber que duas pessoas geniais produziram obras memoráveis sobre a mesma história, mas cada uma explorando ao máximo as potencialidades de sua mídia (ou arte).

Steven Spielberg, que na época estava em plena forma, nos apresenta um filme único. Ele usa de um comentário feito pelo próprio autor em uma passagem do livro, quando ele diz que “as crianças amam dinossauros”. Spielberg capta essa idéia e revela ao mundo que TODOS, amamos dinossauros. À partir daí ele cria um ambiente único de aventura e ficção onde aqueles monstros parecem realmente existir, inclusive transformando adultos em crianças. O filme é antológico, até hoje é impossível esquecer cenas como o copo tremendo com os passos do T-Rex, o suspense e a ação andam lado a lado nos alimentando aos poucos da fome de carne de réptil (ou ave, já que os dinossauros são parentes das aves), introduzindo meticulosamente os dinossauros no filme, primeiro um bebê, depois um Triceratops deitado, até finalmente um T-Rex gigantesco, o primeiro a aparecer em sua magnitude.

Tudo isso embalado por uma trilha sonora sensacional, composta por mais um gênio chamado John Willians (um carinha que compôs umas trilhas sem expressão como Indiana Jones, Star Wars, E.T., Tubarão, Superman e mais uns 100 filmes e seriados), enfim, ele conseguiu sugar exatamente o que Hollywood e o público queriam e fez isso com maestria.



Já o livro segue por um caminho totalmente diferente. Ler sobre dinossauros não é nada comparado com ver um dinossauro correndo atrás de um paleontólogo e duas crianças, e na verdade essa não é a proposta do livro, na verdade os dinossauros são somente coadjuvantes nesse maravilhoso exercício de reflexão criado pelo autor. Michael Crichton era formado em medicina pela Harvard Medical School, e seus livros são conhecidos por conter ação, suspense e muitos detalhes técnicos sobre medicina e tecnologia, sendo conhecidos como Techno triller. Nessa obra, Crichton usa a idéia do parque habitado por dinossauros para desenvolver uma reflexão sobre temas que estavam começando a se tornar populares em discussões na época, mas que hoje são amplamente discutidos (vale aqui que estou supondo essa teoria, realmente não consigo ver na realidade da década de 80 no Brasil o tema genética sendo anunciado e debatido no Jornal Nacional): a teoria do caos, os avanços tecnológicos e a ética e o controle do avanço da engenharia genética.

A abordagem do livro abocanha o leitor pela jugular e o mantém sedento por novos debates e ponderações o tempo todo, tanto que para mim o grande personagem do livro não é o doutor Alan Grant (Sam Neill), que no livro está mais para Indiana Jones, muito menos o T-Rex (esse é o ator principal no filme), mas sim o matemático Ian Malcon (que no filme foi interpretado por Jeff Goldblum, um mero coadjuvante sem importância que nnguém nem lembra), no livro ele é a grande mente que irá refletir e nos apresentar todas as suas teorias acerca do parque, com isso ele consegue criar uma expectativa no leitor que espera avidamente por uma nova aparição do personagem. Além da parte Techno, a parte triller também é ótima, sendo muito bem conduzida, com ótimas sequências de ação (algumas estão no segundo filme(?), e outras nem sequer foram usadas) e suspense, mostrando-se muito mais violento e sanguinário que no filme.

A história desde o início é a mesma, mas é diferente a todo momento. Não é simplesmente como um upgrade de informações, é na verdade todo um novo rumo e acontecimentos diferentes na mesma história, estamos no mesmo parque, mas em universos paralelos. A conclusão da saga também é bem diferente, sendo a parte mais distinta entre as duas obras, o que me faz pensar no controverso filme Jurassic Park 2, que supostamente foi dirigido por telefone e foi lançado no mesmo ano em, que a continuação do livro saiu; em conclusões tão diferentes, e com cenas do primeiro livro usadas no segundo filme, que mistérios serão descobertos no livro O Mundo perdido? Assim que souber deixo meu parecer, embora esteja para traz na fila de espera.

Enfim, duas obras excelente, uma é um ótimo livro, que já me fez comprar mais dois do autor, o outro é simplesmente um dos meus filmes favoritos, um ótimo exemplo de que é possível se fazer um ótimo trabalho de adaptação cinematográfica, explorando as potencialidades de uma obra, sem descaracterizar ou até mesmo destruir suas chances num mundo que cada vez lê menos.

2 x RRRRR

tomara que alguém tenha paciência de ler tudo isso...
(Rodrigo às 00:49 depois de quase 2 horas escrevendo)

42 comentários:

Cesar Lopes disse...

ufa... o maior post sem dúvida... mas muito bem escrito, meu caro... comprarei em breve o livro (certo, ele ficará numa fila de espera um tanto grande, mas tudo bem...). Estou realmente muito curioso! Abraços!

M disse...

Supostamente não.Em entrevista para a NY times,Steven Spielberg assumiu,aos prantos,que ridicularizou seus fãs dirigindo Mundo perdido pelo telefone.
Na época,ele alegou que achava ter ganho o poder da onipresença,graças ao oscar vencido em 1993.
Com isso ele marcou as filmagens de Amistad e Mundo perdido nos mesmos meses.Nos primeiros dias,após perceber que o carequinha dourado não dava poder de estar em todos os lugares ao mesmo tempo,Spielberg se desesperou por um breve momento,mas logo depois se lembrou que os atores de Lost world não iriam perceber se colocassem um boneco de pano com um célular no viva voz,na boca do boneco.
Assim,Spielberg dirigia(pessimamente,por sinal)Amistad,ao vivo e a cores,enquanto ia dando instruções pelo cel,para o set de Lost world.
A cagada todo mundo conhece,é só assistir os dois filmes inteiros e não sentir vontade de tacar acído sulfúrico nos olhos.
Pelo menos Spielberg acertou em um detalhe.Curiosamente,nenhum dos atores de Lost world,percebeu que aquele boneco não era Steven Spielberg.

M disse...

Claro que ainda existem inúmeras desconfianças de que Spielberg dirigiu "Além da eternidade" dormindo,e a mais impressionante de todas,a de que Robin Willians dopou Spielberg durante "Hook",para que Williams pudesse manipulá-lo e ele próprio dirigir o filme.
Porém,essas alegações não foram confirmadas por nenhum integrante dos filmes,mesmo que isso servisse como consolação para essas duas catástrofes serem o que são.

Rodrigo Nascimento disse...

Hhhahahhaha!

César, compre o livro sim, mas deixe ele ir furando fila aos poucos, heheheheh

Cesar Lopes disse...

Que imaginação a do senhor M, eu fico impressionado a cada dia hehehehe

M disse...

Agora qu li o post hahaha.
Não vou criticar não,mas realmente Spielberg e Williams eram geniais só nos meus 15 anos.
E sem perder tempo com se é ou não é magistral(o que não é rs),Jurassic park é o melhor dele nos 90's,e sei lá,top 5 dele,provavelmente.

M disse...

Top 5 Spielba:
1.Contatos imediatos de terceiro grau
2.Caçadores da arca pedida
3.Tubarão
4.Templo da perdição
5.Jurassic park/Encurralado

Cesar Lopes disse...

Tubarão... preciso rever isso...

Marcio Pinheiro disse...

Caramba, excelente post!
Li o livro algum tempo depois de ter visto o filme, ou seja, faz tempo, mas lembro de ter gostado muito. Existem muitas diferenças sim, mas é como vc falou, o espírito é o mesmo.
Acho que a sua versão do livro é a mesma que a minha: capa dura, com o esqueleto do tiranossauro em laranja. E essa não foi a única versão lançada, existe ainda uma anterior a essa, só que imagino ser muito rara de achar hoje em dia. Nem sei se esse livro ainda vende, mas a última versão que lembro ter visto à venda era com o símbolo do filme na capa.
E sobre as cenas usadas nos outros filmes, lembro que a passagem pela gaiola dos pterodáctilos inspirou uma cena similar em JP3.

Marcio Pinheiro disse...

Daniell só fala besteira. Nunca vi um cinéfilo que não apreciasse John Williams. Pelo menos de trilha sonora ele não entende.

Só espero que não se torne um daqueles críticos chatos, que se acham donos da verdade, são agressivos e contrários a tudo que seja cultura de massa. Claro que a bagagem de filmes que assistimos aprimoram nossas preferências, mas filmes estão ai para serem sentidos, e não só analisados.

A diferença entre filme de arte e produto de massa está só na linguagem, e querer definir uma suposta superioridade é não levar em conta a proposta de cada um. Isso é que gera preconceito entre ambos. Li isso, se não me engano, no CineRepórter.

Marcio Pinheiro disse...

Top 5 Spielberg sem A Lista de Schindler, heheheh... Esse é o Mister M!

M disse...

Márcio sempre entrando nessa de que só vejo filme chato de crítico.
Dá uma olhada no meu top 80 e veja uma porrada de filme considerado "trash" por um monte de preguiçosos,Uma aventura Spielberguiana...Top Spielberg só com aventuras e suspenses é coisa de crítico chato,ou colocar um drama é que supostamene seria?
Adorei a Caixa,filme que críticos devem adorar...
Adoro as comédias bizonhas dos irmãos Farrelly,também super bem vistas...Enfim,odeio me "explicar",mas vira e mexe quando eu malho Spielba ou qualquer outro superpop,sou obrigado a ouvir que só assisto filme europeu,ou coisa que o valha.É o Lista de Schindler que é p/b e lento,fica a dica =]
E num disse que desgosto do Williams,só não acho essa coca toda.E não acho MESMO.
Só essa comparação de cinema de arte e cinema que não é arte,já é tão estúpida que nem entro nos meritos.Pelo menos eu já conversei com isso sobre o César,e ele sabe que abomino isso(claro que ele vai dizer que eu nunca disse,pra variar).


Abraço

M disse...

", mas filmes estão ai para serem sentidos, e não só analisados."

Porra Márcio,sério,isso pelo menos mostra que você nem lê o que eu escrevo.
A última coisa que eu busco é dizer o que acontece no filme,ou "analisá-lo",e sim dizer a sensação o que o filme me passa.Teu discurso tá muito lugar comum,as vezes tento acreditar que você diz isso brincando.Agora dá licensa que eu vou ver Rambo II(que eu tenho).

Cesar Lopes disse...

Sem briga, galera! hehehe

Mademoisseile Lu disse...

Caro Rodrigo, fico feliz que tenha conseguido colocar em texto, pelo menos 1/10 do que falamos sobre esse assunto, concordo com vc ,sobre o filme e sobre o livro. Ja falei que minha experiencia com Jurassic Park , em plena Petro, chuvosa e com serração foi surreal, pois quando sai do cinema,parecia que a qualquer momento a cara do T-Rex sairia da nevoa, oque seria muito natural, depois da experiencia vivida naquela sala de cinema. Tanto o livro, o filme Jurassic park e o livro O mundo perdido, tem a capacidade, mesmo contada de forma diferente, de transformar, a ficção em algo tangivel, real e principalmente, transpor ate mesmo um leigo a analisar teorias conspiratorias ou de clonagem e mutações geneticas de forma clara e simples, fora a pontadinha de terror, onde fica claro o motivo das nossas especies, terem vivido em eras tão distintas. Espero que goste como eu do segundo livro

Mademoisseile Lu disse...

Senhor M. sinto uma certa indiferença do senhor , no que diz respeito ao senhor spilberg, nos filmes dele, onde não impera a ficção e sim relações humanas, não constam da sua lista, pois a Cor Purpura, é simplismente perfeito, pois o,livro e simples, apenas cartas, e ele transforma em um filme onde a redenção humana,emerge,em cada cena, ou então o soldado ryan, onde estão os 15 melhores minutos da melhor cena de guerra de todos os tempos. Todo genio comete erros,Tom Hanks fez, terminal e Joe eo vulcão. mas, Go Forrest, Filadelfia, naufrago,etc.Pegue um tubarão quebrado e transforme em o maior assassino dos mares , sem nem aparecer. Agora senhor M, pegue duas notas, e crie panico, duvido, que depois que assistiu tubarão,pela priemira vez,não deu uma olhadinha pro fundo do mar ou pros lados quando foi a praia e a musiquinha do senhor John willians, não lhe veio a cabeça, ou quem sabe não se pegou cantarolando a musiquinha do Indiana, quando ele banca o heroi... ou quando ve a cena dos garotos voando com a bicicleta em ET automaticamente a musica tema não lhe vem a cabeça. Isso é john willians

Mademoisseile Lu disse...

PS:Caso o senhor M. tenha esquecido, o cineasta frances François Truffaut,em uma brilhante aparção como ator, em Contatos imediatos do Terceiro Grau, Toca John Willians, as notinhas magicas,que fazem o contato funcionar.
Mas quem sou eu para discutir com criticos, afinal,sou uma Fã de Almodovar,Hitchok e de livros da agatha christh, aparentemente a unica nesse blog.

M disse...

Que bom alguém de fora comentando,agradeço a participação Luciana!
Vamos por partes!
Não tenho de forma alguma indiferença com Spielberg.
Acho um diretor talentoso,que na década de 70/80 se mostrou um hábil manipulador da linguagem do cinema,através do suspense(Tubarão não é só a ótima trilha,mas chegarei lá),das aventuras,e sim,das relações humanas(Eu adoro o filme E.T,que tem uma questão familiar muito interessante).Só acho que ele se perdeu tanto depois,que a credibilidade caiu muito.
Sobre Cor purpura,vi o filme apenas uma vez e realmente não me agradou.Não senti um tato bom do Spielberg sobre questões relacionadas a homossexualismo entre outros.Acho um pouco o mesmo caso do Soldado Ryan.É um filme vazio de guerra,e ainda segue praticamente o mesmo esqueleto do apocalypse now.Sem falar que senti uma coisa meio "heróica" ali,e confesso que não me sinto bem vendo um filme que vanglorie coisas da guerra(essa é a minha opinião sobre o filme,sinta-se a vontade de discordar)
A questão do John williams,digo novamente que reconheço seu trabalho,e gosto muito dele.
Só não aprego o adjetivo"genial" a ele,pois prefiro outros compositores(Gordon willis,Ennio Morricone,Gyorgy Ligety,entre outros)e o tom sempre grandioso de suas composições não fazem o meu gênero favorito.É pura questão de gosto,mas realmente não o acho genial sempre.
Sei que o Truffaut tá no Contatos,e sou maluco pelas notinhas mágicas hahaha.Aliás,tem coisa mais bela nesse filme do que os humanos conversando com os Ets,por música?Chego a me arrepiar.
E poxa,eu sou fãzaço do Hitchcock!Se viu meu top 20 filmes favoritos,verá que coloquei o magistral "Um corpo que cai".Mas sou louco por 20 filmes dele,no mínimo.Ah,e eu não sou grande fã do Almodovar,mas Fale com ela e Má educação são filmes muito interessantes.
No mais,muito obrigado por comentar e não se acanhe em dar as caras em outros posts =]

M disse...

Desculpem pelo equivoco,mas digitando me esqueci que Gordon Willis é diretor de fotografia hahaha.
Eu tava pensando no Nino rota e digitei o Gordon(ambos participaram do Poderoso chefão,daí o equívoco)

Marcio Pinheiro disse...

Cara, vou te explicar porque John Williams é genial.

Sabe quando um determinado personagem entra em cena e vc escuta um tema relacionado a ele? Sabe quem criou isso? Foi John Williams. Não me refiro aqui a criação de um tema somente (por exemplo, um tema para os filmes de James Bond), mas sim a fanfarras de personagens, devidamente integradas com a orquestração do filme/cena.

Isso fica muito evidente na trilha de Star Wars, onde há temas tão famosos quanto a fanfarra principal, como os temas da Princesa Leia e dos Jedi Knights (o chamado "tema da força" pelos fãs). Se você ouvi-los, irá reconhecê-los, e são lindos. Com os filmes posteriores da saga isso só se ampliou.

Não sei se isso de temas recorrentes por personagens existia antes, mas de uns 40 anos pra cá isso foi mais do que copiado nos moldes de John Williams.

Aliás, por falar na trilha de Star Wars, tenho que expressar o quanto a acho absurdamente fantástica, e não é a toa que ganhou o oscar. Pra mim é a trilha que melhor define o estilo dele.

Vamos agora a Tubarão, onde foi criado o melhor tema de suspense já feito (ou, pelo menos, o mais conhecido) usando apenas duas notas. Como não dizer que é genial?

E em Contatos Imediatos, da mesma forma, criou-se um tema usando apenas 5 notas, tema este que, ao ser ouvido, nos transmite a impressão de já o conhecermos! Como pode isso? A trilha de Contatos Imediatos só não ganhou o oscar pois Williams concorria com nada menos do que ele mesmo, ficando o prêmio para Star Wars.

Cito ainda a trilha de Jurassic Park, uma das minhas favoritas. Como não se assombrar com o suspense criado pelo tema dos raptores?

A quantidade de ótimos temas criados por ele é estensa, e vai desde Superman, passando por Esqueceram de Mim, até Harry Potter. E além dos 5 oscars na bagagem, Williams é o ser humano com mais indicações na história, fato este que dificilmente vai ser superado. Se isto não é um reconhecimento de maestria, o que mais seria?

Concordo com vc que ele emprega um estilo de orquestração grandioso, geralmente com muitos instrumentos. É um direito seu não apreciar este gênero tanto quanto eu, mas se vc quer comprovar o talento dele para trabalhos mais intimistas, baixe e escute a trilha de A Lista de Schindler, também ganhadora do oscar. Sei que oscar não é atestado de qualidade para nada, mas dê uma chance para Williams e escute pelo menos esta trilha.

Quanto a comparação com outros compositores... Posso dizer que o que Ennio Morricone fez em Três Homens Em Conflito foi absolutamente genial. O tema principal e a música na cena da busca no cemitério são impressionantes. Também me vem a mente a abertura de Os Intocáveis. Mas por que vangloriar a criatividade de um e não a do outro?

Também poderia ser dito que Williams já não tem a mesma criatividade de antes, mas não creio que isto seja verdade, pois seus trabalhos continuam ótimos e, não raro, acima da média das composições atuais.

Enfim, essa defesa é apenas para expor porque considero John Williams um gênio.

M disse...

Isso que ele é gênio por criar coisas facilmente reconhecíveis e com poucos instrumentos,não me diz absolutamente nada.
Criar algo instantaneamente reconhecível,faz alguma coisa ser necessariamente boa?
Pra mim não.Isso parece estabelecer uma regra de que se o cara tem tal qualidade,já o automatiza para ser um gênio.Pra mim não cola.
Lógico que não to falando do caso dele.Sim,tudo que ele criou que é rapidamente reconhecível é bom,to questionando o argumento em si.
O caso é que num importa muito se eu o acho genial ou não.Já falei que eu reconheço a importância dele e gosto.Só num vou ficar falando que o cara é gênio porque criou uma infinidade de trilhas boas e facilmente reconhecíveis.
Ele pode criar 1 bilhão de trilhas assim até falecer e provavelmene nunca será gênio pra mim,porque ele não mudará seu estilo e esse estilo não me apetece o suficiente para eu saudar tanto assim o cara.
Você comentou sobre a trilha mais famosa de suspense,acho que é a do Psicose,do Bernard Hermann.

M disse...

E as trilhas terem ganho ou não o oscar...Tipo,Robin williams já ganhou oscar,Halle berry,Paciente inglês ganhou melhor filme...É...

M disse...

Aguardando a tréplica sobre Spielberg e "cinema arte X cinema para massas"...

Marcio Pinheiro disse...

Finalizando a questão John Williams...

Eu não disse que ele é um gênio por criar temas facilmente reconhecíveis, e sim pela qualidade do que ele criou. Acho que isso está bem claro. Quando citei as fanfarras de personagens, quis mostrar o quanto seu estilo influenciou o cinema americano. Só isso.

Não pense vc que escuto somente às trilhas de Williams. Dentre os compositores famosos, conheço quase todos, e gosto muito de baixar e ouvir trilhas. Vc citou Bernard Hermann; eu acho a trilha de Vertigo bem superior a de Psycho.

Cara, o fato de você achar que o estilo dele não o apetece não significa que ele não seja genial. Sendo um pouco clichê, mas a magia do cinema deve muito a John Williams. Eu só não entendo porque você, de alguma forma, insiste em não prestar o devido respeito a ele. Vc diz que reconhece a importância do seu trabalho, mas é sempre com alguma ressalva, quer sempre citar outros que seriam superiores (podem ser ou não). Se vc parasse para ouvir as trilhas dele que citei, que acho as mais importantes, Lista de Schindler e Star Wars, acho que vc mudaria de opinião. Mas tem que ouvir tudinho, do inicio ao fim. Não pode só ouvir o tema principal e desistir. Aí eu acho que vc veria onde está a beleza e a qualidade que eu tanto falo. O mérito dele não se restringe a temas heróicos e grandiosos, queria que vc comprovasse isso com seus próprios ouvidos.

Também considero engano seu dizer que ele "não muda seu estilo", dado a versatilidade desse homem, atendendo aos mais diversos gêneros de filmes, gerando os mais diversos tipos de trabalho.

E sobre o oscar, como eu mesmo falei, sei que isso não é garantia de coisa nenhuma. Vc não precisava nem ter citado nada. Só usei esse argumento mesmo pois a quantidade de premiações dele é gigantesca, e não é possível que isso tudo seja à toa.

Mas é aquilo, opinião cada um tem a sua. Cada um pensa o que quer.

Marcio Pinheiro disse...

Aproveito para recomendar o site ScoreTrack, com ótimas resenhas de trilha sonoras.

Marcio Pinheiro disse...

Vamos a sua tréplica...

Concordo em alguns pontos com o que vc fala de Spielberg. Também acho o Soldado Ryan um tanto vazio, e a questão do heroísmo ali meio forçada. Spielberg carrega alguns filmes fracos no seu currículo e não duvido nada que ele tenha dirigido Além da Eternidade dormindo. Mas acho-o um diretor extremamente talentoso e suas excelentes obras mais do que compensam certos deslizes.

A Lista de Schindler, que vc aparentemente não gosta, está entre os melhores dele, assim como Jurassic Park. Pelo menos fiquei feliz em ver que vc o incluiu no seu Top 5.

Por falar em Top 5, até gostaria de fazer um, mas não me sinto confiante por não ter assistido a todos os filmes dele (por exemplo, não assisti Cor Púrpura nem Amistad). Mas, comentando o seu, acho A Última Cruzada superior aos outros dois Indiana Jones (embora os três sejam excelentes), e eu certamente incluiria A Lista de Schindler.

Sobre cinema de arte X cinema de massas estava comentando um estudo que li no site CineRepórter e achei bem interessante. Achei que ele conseguiu explicar bem essa questão. Já faz tempo que li, mas lembro de um exemplo que ele usou. Ele fala de um trabalhador pobre, sem instrução, que chega cansado do trabalho e vai buscar um entretenimento. O que melhor atende a esse indivíduo é mesmo uma telenovela da Globo. A linguagem usada ali, com muitos closes mostrando expressões faciais e uma história bem mastigadinha são o que ele precisa no momento. É um produto que atende a um certo público que, caso contrário, não teria interesse por "cultura" nenhuma. Eu não consigo assistir a uma novela da Globo, acho pavoroso demais, mas pensando pelo lado que ele expôs, dá para entender porque existe interesse nisso.

Pensando no mundo da sétima arte, acho que o bom crítico tem o papel de indicar o caminho das pedras. Mostrar às pessoas como evoluir, como apreciar obras melhores. Quando falei dos críticos chatos, me referi ao fato de que eles malham filmes considerados bons, ao ponto de fazê-los ficar no patamar de qualquer bomba, e não é bem assim. Às vezes é bom focar nos pontos positivos. Por isso que os críticos chatos, ao invés de indicarem coisas boas para as pessoas, ainda que para muitas o mais relevante seja puramente o quesito diversão, acabam fazendo um desserviço.

Pra mim cinema é só um hobby, relativamente descompromissado, não faço questão de parecer erudito ou pseudo-inteligente. Talvez meus comentários sejam lugar comum, como vc disse, mas procuro estar sempre aprendendo e me esforço para que eles não sejam tão superficiais assim.

Abraços.

M disse...

É,Márcio,pelo jeito a gente vai ficar aqui discutindo coisas diferentes e não vai chegar a lugar nenhum.Reintero o que falei sobre parecer que você nem se dá o trabalho de ler direito o que eu to escrevendo,porque tá repetindo coisas sem sentido e que eu não questionei,ou comentei.

"Eu não disse que ele é um gênio por criar temas facilmente reconhecíveis, e sim pela qualidade do que ele criou."
Eu sei disso,eu só questiono essa qualidade aí.Você mesmo comentou algo sobre críticos donos da verdade,mas é você que tá levando isso como algo que não possa ser diferente da sua opinião.

Não to preocupado se tu escuta ou não as outras trilhas.Eu particularmente acho chato ouvir as trilhas separadas,salvo raras exceções.E pouco me importa se isso me faz um cara que gosta mais ou menos de trilha de filme.Citei a do Psycho por ser mais famosa que a do Tubarão.


"Cara, o fato de você achar que o estilo dele não o apetece não significa que ele não seja genial."
Aí entra um ponto né.Eu gosto do cara,já faleiq ue ele bom trocentas vezes,mas falta algo indizível ali,que me faz ficar com os 2 pés atrás no quesito"gênio".Desculpa,mas só acho geniais pessoas talentosas e que eu os seus trabalhos me cativem(claro que num basta só isso)
Não acho que a magia do cinema se deve a ele ou a qualquer pessoa,nem mesmo o Kubrick.Num gosto de cinema por um cara ou por uma coisa,pra mim passa até longe disso(eu sei que você não disse que gosta de cinema só por ele,pra constar)citar outros que seriam superiores (podem ser ou não).
Já ouvi as trilhas de Schindler e do Star wars,num preciso ouvi-las em separado.E mesmo que elas sejam magistrais em separado,o que adianta?Eu to falando elas integradas com o filme.

O estilo dele tem marcas sim,não só de grandiosidade.Mas me sinto nulo pra falar de cinema,imagina de música.
De qualquer forma não gosto.É que em uma banda boa,que você sabe que é boa,mas o som não te atinge.

Oscar não é garantia de nada.Realmente o cara pode ter quantas indicações forem.

E sim,opinião cada um tem a sua,mas conversar sobre isso é sempre interessante

M disse...

Já falei que eu gosto do Spielberg,comentei que ele era talentoso.Num é mancha no curriculo que faz ele ser ruim,mas não é um dos meus favoritos,simples.

A Lista de Schindler eu gosto sim,onde disse que não?Só não coloquei entre os 5.Mas acho que as pessoas abaixam a cabeça pra ele por sem em p/b e falar sobre holocausto,isso eu acho.É só comentar de temas importantes que o filme fica imune a críticas?

A parte do cinema arte X cultura de massa foi uma ironia minha.
Na primeira postagem respondendo a você,comentei que abomino esse tipo de conversa,porque eu sinceramente não sei dizer o que é cinema de arte e cinema para massas.São filmes o que,difíceis?filmes que nem todos gostaram?filmes que pessoas "menos inteligentes" gostarão?Hitchcock era tido como popular em sua época,hoje que é arte.Chaplin idemPercebe?Isso é uma discussão tola.

Eu não vejo que crítico tenha função de levar ninguém a lugar nenhum.É simplesmente uma pessoa,que "supostamente" entende mais daquele assunto comentando os filmes de acordo com as técnicas e com suas visões pessoais.
E falar que eu não assisto filme por diversão é fechar os olhos legal,porque se você ver os meus tops,a minha coleção,etc,verás que isso não faz sentido algum.Na verdade,até filmes que as pessoas não consideram divertidos,são estimulantes pra mim,a questão é eu gostar dele ou não.Aí ele pode falar sobre metafísica ou simplesmente ser uma comédia com píadas xulas,se eu gostar,ambos serão estimulantes e pronto.Pra mim tudo entra no balaio de diversão.

Também não faço questão de ser erudito,ou coisa que o valha,se passo essa impressão procurarei tirá-la.Pra mim cinema tá longe de ser hobby,eu realmente levo a sério arte.Mas se você quiser tirar essa última frase pra me acusar de não curtir filmes A ou B,fica a teu cargo.
Te garanto aliás que eu provavelmente dou mais atenção a filmes tido como lixos,do que muita gente.

Enfim,espero que a conversa continue.

Abraço

Rodrigo Nascimento disse...

Uhuuuu!!!
Achei que ninguém iria ler o maior tópico até agora, e não é que ele se tornou também o mais polêmico e comentado. Obrigado pelas respostas!!!!

(irei escrever mais alguma coisa desse tipo pra gerar discussão!)

M disse...

Só pra fechar essa parte,o que eu comentei de lugar comum,foi que esse é SEMPRE o argumento usado pelas pessoas(você inclusive faz direto)quando eu questiono algum filme "popular".Aí já levam como"Ih olha lá,num curte filme pipoca",sendo que simplesmente ignoram quando eu falo bem,ou quando eu digo que o Spielberg justamente é foda quando faz filmes de aventura,e quando tenta fazer filmes sérios caga tudo.Isso é lugar comum e/ou fechar os olhos.

Cesar Lopes disse...

Senhor M, pára de colocar lenha! hehehe essa discussão já chegou a níveis circulares... são opiniões diferentes devido a gostos diferentes e a certa falta de percepção real do posicionamento contrário. Não tem muito certo e errado nas questões abordadas e pronto.

Abraços!

Marcio Pinheiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcio Pinheiro disse...

Daniell, depois respondo seus comentários com calma, em casa...

Só digo rapidamente que quando vc diz que Spielberg não sabe fazer filme sério, isso me leva a crer que vc não gosta muito de Schindler's List e nem Munique, por exemplo. Mas tudo bem, sem problemas. Schindler's List não é perfeito, mas acho que chega quase lá (acho a parte final melodramática demais).

Aproveito também para dizer que achei muito legal o comentário da Luciana sobre sua experiência com Jurassic Park, num dia chuvoso e com forte neblina... :-)

M disse...

Oras,mas eu não tava colocando lenha,e nem o Márcio.
Entendo que a coisa parece circular,mas mesmo assim acho que dá pra conversar sobre.
Acho que o Schindler é o que ele consegue melhor desse tipo de filme.Pelo menos é algo muito pessoal a ele,por ser judeu.
Mas o Munique eu não gosto mesmo não.

Mademoisseile Lu disse...

Obrigado Mister M.,pelos comentarios, vim visitar o blog a convite do colecionador, desculpe, do Rodrigo. Gostaria de incluir Leonard Bernstein, não só a sua contribuição para popularização da musica classica, mas por uma trilha inequecivel em West Sidw story(amor subolime amor) vale ressaltar o dueto inusitado de Adam Sandler e Jack Nicholson cantando I fell pretty, em plena ponte do Brooklin,onde a versão original é cantada por Natalie Wood em West.., também compos a trilha de Sindicato dos ladrões, pra mim um dos melhores filmes de Marlon Brando. è isso, adoro classicos...Tambem gosto muito do Ennio Morricone, principalmente a trilha do melhor bang bang italiana, como vc ja disse o nome, tres homens em conflito.
Que bom que vc pelo menos já assistiu Almodovar, pois ainda não consegui convencer o colecionador a assistir nenhum. Vc citou dois dos meus preferidos, gosto muito de Tudo Sobre minha mãe e Volver. Sobre o Hith, vou fazer um visita no seu Post, quem sabe vc não crie um particular para o mestre.
Ate

Mademoisseile Lu disse...

Obrigada Marcio pelo comentario da minha experiencia, apos o filme jurasic Park. Acho que agenialidae do cinema está ai, não é que tenha que formar conceitos e opniões, mas sim mexer com imaginário, seja filmes de Massa, opa eu sou parte da Massa,noir, classico, aquela coisa que faz vc ser transportado pra dentro da historia,por mais louca que ela seja. Sobre massificação, poxa ninguem vive de Tolstoi, Homero ou Oscar wilde, todo dia, precisamos de um turma da Monica de vez enquando, A questão é, a qualidade. Digamos, alguns filmes pedem um cabernet, outros uma cervejinha, mas a maioria uma boa pipoca com guaraná, não que sejam ruins, melhores ou piores, apenas momentos de diversão diferentes.
Se Spillberg é bom o genio, não sei, mas se vc perguntar a qulaquer leigo o cinéfilo, em sua lista vai sempre ter o nome do cara, como referencia de filmes.

Marcio Pinheiro disse...

Vamos lá... Realmente parece que estamos andando em círculos com essa conversa. Afinal, estamos discutindo o porquê de eu achar o cara ótimo e vc achar o cara bom. De certa maneira é até desnecessário.

Eu entendo os pontos que vc falou, e vc está enganado, eu costumo ler sim tudo que vc e o Rodrigo escrevem. Geralmente eu gosto, o que não significa que eu sempre concorde. O que vc acaba de comentar sobre cinema de arte, filme dificil, e tal, eu concordo totalmente, assino embaixo.

Pra mim cinema é um hobby. Gosto de conversar sobre isso por prazer. E eu não ficaria chateado por vc ter uma opinião diferente da minha, como pode parecer. Sou até intransigente sim, às vezes, mas não com vc, que é um cara inteligente e que gosta de cinema até mais do que eu, mas sim com pessoas que não entendem de nada, ou que até entendem, como os críticos chatos, mas que não conseguem pensar as coisas por outra ótica, seja por incapacidade ou por falta de humildade.

Meus últimos comentários para fechar... No seu último post vc tocou num assunto interessantíssimo, que é a integração da trilha com o filme. Acho que esse é mais um motivo para vc as ouvir em separado! Sério mesmo! Existem trilhas que não são boas a parte, mas que casam muito bem com as imagens. Acredto que a premiação se preocupa mais com isso. Mas as trilhas muito boas, geralmente, funcionam nos dois níveis. Ouvi-las a parte torna mais fácil apreciá-las, além de remeter sua imaginação ao filme, transmite alguma emoção que deveria estar ali. Não é à toa que te sugeri ouvir duas ótimas trilhas. Sei que já toquei nessa tecla repetidas vezes, mas é que dou um valor um pouco acima do normal para esse aspecto do cinema, coisa minha mesmo.

No mais, vamos continuar curtindo Spielberg e Kubrick, cada um a sua maneira, que é o mais importante, não acha?

Abraços!

Marcio Pinheiro disse...

Luciana, é isso ai... Alguns filmes pedem mesmo uma cervejinha, rs... Há espaço para tudo, desde que exista alguma qualidade, é claro!

M disse...

Luciana,não gosto nem um pouco desse filme do Nicholson hahaha.Acho bem sem graça,muito pela minha implicância com o Sandler(que diminuiu,mas ainda existe)
O Rodrigo é muito dificil de ir atrás de coisas novas.É um direito dele.Mas não acho que ele curtiria muito o Almodovar não.Eu mesmo não sou grande fã.
E talvez eu faça um post de filmes do Hitch sim,deixa só a preguiça me deixar em paz rs.

M disse...

Márcio,talvez um dia eu escute em separado,mas não será em breve rs.E não só de Kubrick e Spielberg vive o cinema,ainda bem por sinal!

Marcio Pinheiro disse...

Sei muito bem que cinema não é só Spielberg e Kubrick; acho que vc não captou o espírito do que eu quis dizer... Mas deixa pra lá, senão essa conversa vai se tornar infrutífera...
Abraços!

Unknown disse...

esse filme e muito legal eu sou fã desse filme eu tenho todos os 3 filmes jurassic park o mundo perdido jurassic park jurassic park 3

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